quinta-feira, 14 de abril de 2011

Receita da Roche estagnou nos três primeiros meses de 2011


A receita da Roche estagnou nos três primeiros meses de 2011, devido às vendas do seu medicamento Avastin® terem caído nos EUA e na Europa, avança o site InPharm.

As vendas do grupo estavam estáticas ou em queda em moeda local (-9% em francos suíços; +2% em dólares dos EUA) em 11,1 mil milhões de francos suíços nos primeiros três meses de 2011. Os números foram particularmente afectados pelo anti-viral Tamiflu®, que no ano passado teve um bom desempenho em resposta à epidemia mundial de gripe A, mas que este ano não teve tanto sucesso, uma vez que a epidemia não foi tão severa este ano. Excluindo o Tamiflu®, as vendas do grupo subiram 2% (-7% em francos suíços, +4% em dólares dos EUA).



Mais preocupante, as vendas do Avastin® diminuiram14% nos EUA e 8% na Europa. O principal factor por trás disso foi a decisão da FDA de retirar a licença do medicamento para uso no cancro da mama, uma decisão que a Roche espera ainda desafiar e subverter. Na Europa, o seu uso foi restrito a combinação com apenas um regime de quimioterapia.



A Roche confirma que os objectivos para o ano, para o grupo e para a divisão farmacêutica (excluindo o Tamiflu®) devem crescer na casa de um dígito, com crescimento o crescimento da divisão farmacêutica em linha com o mercado, A divisão de diagnóstico deverá crescer significativamente acima do mercado.



Excluindo o Tamiflu®, as vendas da divisão farmacêutica cresceram 1% (8% em francos suíços, +3% em dólares dos EUA), mantendo a empresa suíça no bom caminho para atingir os seus objectivos para o ano inteiro. Incluindo o Tamiflu®, com o esperado impacto negativo, as vendas declinaram 2% (-10% em francos suíços, +1% em dólares dos EUA).



A empresa, no entanto, assistiu a um crescimento nas vendas de muitos dos seus principais produtos: Lucentis®, MabThera®/Rituxan®, Herceptin®, Actemra/RoActemra®, Activase®/NKase®, Tarcev®a e Xeloda®.



A Roche diz que as vendas do Avastin® noutras indicações continuam a crescer, impulsionada pelos mercados internacionais, principalmente o do Japão. Também encorajador foram os resultados positivos do estudo de fase III OCEANS, no cancro do ovário, que deverá resultar na aprovação do uso do fármaco para este tipo de cancro.



A empresa assinalou que tinha registado resultados positivos em cinco outros importantes ensaios clínicos no primeiro trimestre, que deverão apoiar os pedidos de comercialização de novos medicamentos ou indicações adicionais para produtos existentes.