sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Clopidogrel será testado em pessoas para reduzir efeitos do lúpus


clopidogrel, um medicamento cardiológico testado em ratinhos afectados por graves formas de lúpus - uma doença de origem desconhecida e frequente na América do Sul, inclusive no Brasil -, melhorou as condições de saúde das cobaias e prolongou significativamente a sua esperança de vida, segundo investigações que devem produzir um teste clínico humano em 2011 em França, avança a AFP.

A doença, que afecta uma população jovem, especialmente mulheres em idade reprodutiva, manifesta-se geralmente por dores articulares intensas, lesões cutâneas no rosto e problemas renais mais ou menos severos, mas também pode afectar outros órgãos, como o cérebro ou o coração.

Médicos e cientistas franceses, cujos trabalhos foram publicados esta quarta-feira na revista científica americana Science Translational Medicine, acabam de demonstrar que este tipo de medicamento tem efeitos muito interessantes no tratamento da doença, conhecida como lúpus eritematoso sistémico (LES).

O clopridogrel faz parte, assim como a aspirina, da família de medicamentos antiplaquetários, que ajudam a prevenir a formação de coágulos perigosos. É prescrito para reduzir o risco de crise cardíaca ou acidente vascular cerebral (AVC).

O lúpus é uma doença auto-imune, ou seja, o organismo ataca algumas das suas partes como se fosse um elemento estranho.

Os tratamentos disponíveis para as formas graves (corticóides, imunosupressores...) são apenas paliativos.