terça-feira, 26 de julho de 2011

Amamentação reduz a chance de asma


Quem nunca ouviu falar que o leite da mãe faz bem à saúde? Pois é, ele faz. Um estudo feito com mais de cinco mil crianças descobriu que os bebês que não são amamentados tem 50% mais chance de apresentar sintomas de asma do que aqueles que são.
Crianças pequenas que nunca foram amamentadas são 50% mais propensas a ter catarro persistente e 40% a ter chiado regularmente. Elas também tendem a sofrer mais com falta de ar e tosse seca nos quatro primeiros anos de vida.
Aquelas alimentadas exclusivamente com leite materno durante os primeiros quatro meses de vida mostraram a menor incidência de sintomas asmáticos. Os eventos aumentam um pouco quando, nessa idade, as crianças recebem também leite artificial ou sólidos.
A amamentação pode reduzir a chance de asma reduzindo o número de resfriados e infecções graves causadas pelo vírus da gripe – aqueles que afetam os pulmões.
Estudos anteriores mostraram que o aleitamento materno reduz o risco de infecções nos primeiros seis meses de vida. Outros descobriram que diminui muito a chance de obesidade na infância e – os mais controversos – afirmam que pode deixar a criança mais inteligente e mais comportada.
De acordo com os pesquisadores, mais estudos são necessários para explorar o efeito protetor da amamentação sobre os vários tipos de asma na vida adulta.
As atuais políticas de saúde promovem que o bebê deve ser exclusivamente amamentado até os seis meses, seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde. No entanto, há algumas evidências de que lentamente introduzir sólidos na alimentação da criança, a partir dos quatro meses, poderia ser benéfico.
Os dados mostram que as indicações raramente são cumpridas. Na Grã-Bretanha, apenas 1% dos bebês são amamentados até os seis meses.