terça-feira, 5 de abril de 2011

Genzyme ganha força no Brasil após venda para a Sanofi-aventis


Um dos líderes globais da farmacêutica Genzyme, o brasileiro Rogério Vivaldi, vice-presidente global da companhia e presidente da área renal e de endocrinologia, é um dos executivos envolvidos no processo de integração com a francesa Sanofi-aventis que, recentemente, adquiriu a indústria americana por US$ 20,1 bilhões.

Segundo ele, os acertos sobre a consolidação da compra devem ser finalizados nas próximas seis semanas, mas já está certo que a Genzyme deverá se estabelecer como uma divisão isolada, com manutenção de sua marca, e deve ampliar sua atuação em mercados emergentes - com destaque para China e Brasil - em razão do posicionamento que a Sanofi tem nesses países. “Eles são fortes na China e isso nos traz facilidades, por exemplo, para aprovação de medicamentos lá”, afirma Vivaldi.

Com forte atuação no desenvolvimento de medicamentos para doenças raras e pesquisas em biotecnologia, nos últimos 30 anos a Genzyme foi pioneira na criação de tratamentos para as doenças de gaucher, fabry e pompe. Nessas doenças, destacam- se os remédios Cerezyme, Febrazyme,Myosyme. É uma das líderes globais entre as empresas de biotecnologia, com cerca de 10 mil funcionários.

Instalada em Framingham, Massachusetts, a companhia investe 18% do faturamento - cerca de US$ 800 milhões - em pesquisa e desenvolvimento. “A Sanofi nos comprou [por US$ 20,1 bi] por causa do nosso modelo. Somos hoje a empresa mais próxima dos pacientes, não melhoramos suas vidas, nós as transformamos’, diz Vivaldi. Nas negociações de integração, pontua, a Genzyme tem tomado como prioridade, entre outros temas, a manutenção da qualidade de suas pesquisas e o nível de aprovação de seus medicamentos.

Fundada em 1981, a Genzyme obteve faturamento de US$ 4 ,05 bilhões em2010. Na área liderada por Vivaldi, de tratamentos de problemas renais e de endocrinologia, a receita foi de US$ 1,3 bilhão, o equivalente a 34% do total.