quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Tamiflu® da Roche pode reduzir risco de pneumonia em doentes com gripe A


Um estudo publicado quarta-feira no site do British Medical Journal sugere que o Tamiflu® (oseltamivir) da Roche pode ter impedido os jovens adultos que contraíram a gripe A (H1N1) em 2009 de desenvolver uma pneumonia, avança o site FirstWord.

Para o estudo, o investigador analisou os registos médicos de 1291 pacientes confirmados com infecção leve pelo H1N1 durante a pandemia, 76% dos quais foram tratados com Tamiflu® partir do terceiro dia a mostrar sintomas. Desses pacientes, 920 foram submetidos a uma radiografia de tórax e 12% demonstraram sinais anormais que indicam pneumonia. Nenhum paciente necessitou de cuidados intensivos ou ventilação mecânica.

Os investigadores explicaram que, após a contabilização de idade, sexo, vacina contra a gripe e histórico de tratamento com antibióticos, o tratamento com Tamiflu® pareceu "proteger de forma significativa" contra a pneumonia. Os cientistas acrescentaram que esse benefício de protecção era evidente em todos os pacientes que tomaram Tamiflu®, e que os indivíduos que tomaram a medicação dentro de 48 horas tiveram febres mais curtas e contagiosa durante períodos mais curtos. "Acreditamos que a ausência de pacientes graves na nossa amostra é por causa de admissão antecipada no hospital e do tratamento precoce com o oseltamivir para a maioria dos pacientes", disseram os investigadores.

No entanto, sublinharam que os resultados devem ser interpretados com cautela, pois o estudo foi retrospectivo e nem todos os pacientes foram submetidos a radiografia de tórax.

Fonte : RCC Pharma

Alemã Merz estuda aquisições no Brasil


- O grupo farmacêutico alemão Merz Pharmaceuticals está de olho na aquisição de laboratórios no Brasil. "Estamos buscando crescer e as compras são uma possibilidade", diz Roberto Marques, presidente da Merz-Biolab, uma joint venture que o grupo alemão formou no começo do ano com a brasileira Biolab. Dona de um faturamento global de 770 milhões, a Merz vende no mercado brasileiro o Xeomin e o Radiesse, concorrentes do Botox e do Dyspord, que, entre outras aplicações, podem ser usados para preenchimento labial e no combate a rugas. Segundo Marques, a Merz-Biolab investirá R$ 20 milhões na estruturação da operação local e na condução de estudos clínicos com pacientes brasileiros.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Hypermarcas abre centro de pesquisa, nova fábrica e prepara lançamentos


Na hora do almoço, uma das salas de reuniões da Hypermarcas, no escritório central da empresa na zona sul da capital paulista, se transforma em uma espécie de restaurante familiar. Na mesa, os executivos da área de marketing, planejamento e finanças quase sempre almoçam juntos. A tela usada para mostrar gráficos e projetos divide o espaço com as cubas de aço que aquecem a comida.

Claudio Bergamo, presidente da Hypermarcas, diz que ganha tempo com isso. "Para comer na rua a gente leva um tempão. Não saio do escritório antes das nove e meia da noite, e ganhamos mais agilidade ficando por aqui".

O que é tratado nas conversas informais do almoço tem, nas últimas semanas, sido um dos principais focos de ação da empresa, considerada a maior companhia de capital nacional do setor de bens de consumo do país, com produtos nas áreas de alimentos, higiene pessoal, limpeza doméstica e medicamentos. A equipe de executivos da Hypermarcas tem trabalhado na tentativa de desenhar projetos e tomar iniciativas para crescer mais rapidamente de forma orgânica.

Com R$ 5 bilhões investidos na aquisição de mais de uma centena de marcas nos últimos dois anos, a companhia se transformou na maior compradora de ativos de empresas de consumo dos últimos anos. "Aquisição é uma parte do negócio que meia dúzia de pessoas aqui dentro acompanham. Vamos muito além disso", diz Bergamo. Segundo estimativas de analistas, o faturamento da Hypermarcas neste ano pode chegar a R$ 3,8 bilhões.


P&D

Em discussão nos corredores da companhia estão alguns desses projetos em andamento. A Hypermarcas vai criar um centro de pesquisa e desenvolvimento em Alphaville, na Grande São Paulo, onde serão investidos R$ 10 milhões.

O local terá três mil metros quadrados, está em processo de reforma e acomodará uma nova equipe. A executiva Sônia Tuccori foi contratada há quatro meses para o cargo de diretora de P&D. "Vamos levar o consumidor para dentro da empresa, mostrar as marcas relançadas, fazer estudos e análises de comportamento do consumidor. Queremos desenvolver o que ainda não criamos", diz Marcio Santos, diretor executivo de operações da área de consumo da Hypermarcas.


UNIDADE FABRIL

A empresa também criará uma estrutura fabril única para a produção de medicamentos sem prescrição médica (MIP). O plano é finalizar, ao final de 2011, a maior ampliação já realizada na unidade do grupo em Anápolis (GO), que pertence à Neo Química, companhia adquirida pela Hypermarcas no ano passado.

A unidade fabril, que deve receber R$ 60 milhões do investimento, reunirá linhas de produção de todas as marcas do grupo no segmento, como Rinosoro, Benegrip e Lisador. É um negócio que rendeu à empresa R$ 600 milhões (valor líquido) dos R$ 1,4 bilhão faturados de janeiro a junho de 2010.


DISTRIBUIÇÃO

O restante do montante investido (R$ 50 milhões) está sendo aplicado na criação de um centro de distribuição de medicamentos ao lado da fábrica. O espaço será o maior centro de logística e estocagem de uma fabricante de produtos OTC na América Latina. Duas unidades da área de medicamentos da empresa, localizadas em Barueri e São Paulo, devem parar de operar - isso inclui a planta da DM Farmacêutica, comprada em 2007.


LANÇAMENTOS

Além disso, a empresa ainda se prepara para bater um recorde. Ela espera lançar e relançar cerca de 400 itens neste ano. Isso equivale a mais de um novo produto nas prateleiras ao dia. Em 2009, houve um lançamento a cada dois dias.

Nessa conta, estão mercadorias que antes não existiam, como a lâmina de barbear Monange e o desodorante Avanço Mob, que chegam às lojas nas próximas semanas. Também houve mudanças em produtos de linha, como os da Bozzano.

O grupo precisa ganhar musculatura com as marcas compradas e focar na integração. "A concorrência está feroz e há uma forte demanda por novidades entre consumidores, principalmente entre da classe D", diz o gerente de área da Planner Corretora, Ricardo Martins.


Fonte: Valor Econômico

Bristol-Myers Squibb abre caminho para aquisição da ZymoGenetics


O laboratório Bristol-Myers Squibb anunciou o fim do prazo de espera estabelecido de acordo com a lei antitruste Hart-Scott-Rodino (HSR), para a proposta de aquisição da empresa ZymoGenetics, avança a revista brasileira Valor.

A 10 de Setembro, a Bristol-Myers Squibb, através da sua subsidiária Zeus Acquisition Corporation, fez uma oferta em dinheiro para adquirir todas as acções ordinárias da ZymoGenetics ao preço de 9,75 dólares por acção.

A expiração do prazo de espera de acordo com a HSR satisfaz uma das condições da oferta, que tem prazo previsto para o dia 7 de Outubro, a não ser que seja ampliado segundo o acordo de fusão, das regras aplicáveis à negociação e da regulação imposta pela Securities and Exchange Commission (SEC).

A conclusão da oferta permanece sujeita aos termos e às condições do costume, incluindo a proposta de um número de acções igual ou superior a 48.282.19, que representam aproximadamente 56% das acções ordinárias, com base em 31 de Agosto.

Anvisa determina recolhimento do Avandia em todo país


Em reunião finalizada na terça-feira (28), a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) cancelou o registro do medicamento Avandia, fabricado pela empresa GlaxoSmithKline, que tem como princípio-ativo a substância rosiglitazona. O remédio é utilizado no tratamento contra a diabetes tipo 2.

Avandia é tirado do mercado na Europa e sofre restrição nos EUA

A decisão foi tomada após a avaliação de estudos que demostraram que os riscos da utilização do medicamento superam seus benefícios. Também foi determinado que o laboratório produtor do medicamento faça o recolhimento do produto em todo o território nacional.

Segundo nota divulgada no "Diário Oficial da União", "os medicamentos contendo rosiglitazona como princípio-ativo apresentam relação custo/benefício desfavorável em relação ao benefício, especialmente pela alta probabilidade de ocorrência de doenças isquêmicas, considerando que existem alternativas terapêuticas mais seguras para as mesmas indicações".

Entre os problemas identificados durante a avaliação do Avandia, está a alta probabilidade de ocorrência de infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, derrame e outros distúrbios cardíacos associados à utilização do produto.

Os pacientes que fazem uso deste medicamento devem procurar o seu médico para realizar a mudança necessária no tratamento, de acordo com a Anvisa. O órgão informou que atualmente existem nove classes de remédios para este tipo de diabetes.

Segundo o médico Leão Zagury, diretor da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), os pacientes não serão prejudicados com a saída do Avandia do mercado. "Podemos utilizar outras no tratamento dos diabéticos. Hoje existem muitos remédios para controlar o nível de açúcar no sangue", afirmou.

Zagury disse que não vê muitos problemas no Avandia. De acordo com o especialista, o remédio da GlaxoSmithKline não está entre os mais vendidos no país para tratar a diabetes.

EUROPA E EUA

Na última quinta-feira (23), em comunicados simultâneos à imprensa, a European Medicines Agency e a FDA (agência reguladora nos EUA) anunciaram suas decisões sobre a droga. A agência europeia disse que não vai mais autorizar a venda de Avandia e que o remédio será retirado do mercado nos próximos meses.

No início do mês, a agência reguladora britânica afirmou que um painel independente de especialistas havia concluído que o Avandia aumenta os riscos de infarto e recomendou que a droga fosse retirada do mercado. A farmacêutica GlaxoSmithKline, baseada na Grã-Bretanha, é a fabricante do remédio.

A agência reguladora de remédios na Europa decidiu banir o medicamento com base em evidências de que ele aumenta riscos de infarto. Nos EUA, o medicamento ainda poderá ser receitado, mas com restrições.

A FDA anunciou que os pacientes que forem usar o remédio a partir de agora só conseguirão uma receita de Avandia se eles não conseguirem controlar os níveis de açúcar no sangue com outros remédios. Os médicos terão que registrar que seus pacientes podem receber o remédio e que estão a par dos riscos. A FDA espera que as restrições limitem significativamente o uso de Avandia.

A decisão da FDA marca a segunda vez em três anos que a agência decide manter o Avandia no mercado, apesar da pressão crescente para o banimento do remédio por parte de especialistas, políticos e até de cientistas que trabalham na própria agência.

A droga foi aprovada pela FDA em 1999 e se tornou o comprimido mais vendido contra diabetes no mundo. Mas o uso despencou desde que uma análise em 2007 ligou o remédio ao risco de infarto.

Críticos da FDA consideram a decisão sobre o Avandia um teste para as lideranças indicadas pelo presidente Obama para a agência, que prometia endurecer as regulamentações depois de uma série de problemas com a segurança de remédios no governo anterior.

"A FDA está tomando essa decisão hoje para proteger os pacientes, depois de um esforço cuidadoso para pesar benefícios e riscos", disse Margaret Hamburg, da FDA.

Em julho, um painel de 33 especialistas votou em 20 a 12 pela manutenção do Avandia no mercado americano. Dos 20 que votaram para manter o remédio, 10 disseram que ele deveria estar disponível com restrições.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/806435-anvisa-determina-recolhimento-do-avandia-em-todo-pais.shtml

Merck e governo montam PPP de R$ 1,25 bi no Brasil


Três anos após de ter uma patente quebrada no Brasil, o laboratório farmacêutico americano Merck está prestes a fazer as pazes com o governo com uma parceria de R$ 1,25 bilhão para a fabricação de um medicamento contra a Aids.

Para o Ministério da Saúde, que promoveu um seminário com empresários do setor de saúde ontem em Washington, o acordo é decisivo para reconstruir suas relações com a indústria farmacêutica americana, que pouco tem investido no Brasil. "Ajuda a quebrar o gelo", afirma um assessor do ministério.

A Merck, de outro lado, vê uma chance de alavancar suas operações num dos mercados que mais crescem no mundo. "O Brasil é prioritário para nós, junto com a China", disse ao Valor João Sanches, diretor de relações governamentais da MSD, nome das operações da Merck no Brasil.

O acordo, que depende de alguns detalhes para ser fechado, inclui transferência de tecnologia ao Brasil para a produção do medicamento Isentress, também conhecido como Raltegralvir, que integra o coquetel contra Aids distribuído pelo Ministério da Saúde.

Formalmente, está sendo fechada uma pareceria público-privada (PPP), na qual o laboratório Merck transfere conhecimento para que a Nortel, uma empresa privada, produza matéria-prima para fazer o medicamento. O laboratório Lafepe, de Pernambuco, irá se encarregar da produção final. O acordo é uma PPP porque, na ponta, o Ministério da Saúde se compromete a comprar a produção. Hoje, o Brasil importa o equivalente a US$ 40 milhões por ano do Isentress e, com o acordo, as compras anuais do governo devem chegar a R$ 250 milhões.

O acordo terá validade de cinco anos, o que faz com que os valores totais da operação cheguem a R$ 1,25 bilhão. Depois dessa data, as duas empresas brasileiras passarão a produzir de forma autônoma o medicamento, pagando royalties para a Merck até 2019, quando vence a patente.

Em 2007, o governo determinou o licenciamento compulsório do medicamento Efavirenz, também do laboratório Merck, depois que falharam as tentativas para comprá-lo com desconto. Embora o Brasil tenha observado as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), a Merck alegou à época que o licenciamento compulsório iria desestimular os investimentos no país. O governo americano incluiu o caso no relatório que entrega todos os anos ao Congresso contendo violações à propriedade intelectual.

"De fato, ficou a imagem nos Estados Unidos que a gente não respeita as patentes", afirma um assessor do ministério. Os laboratórios americanos têm investido relativamente pouco no Brasil, instalando fábricas e centros de pesquisa preferencialmente na China e Índia. Também passaram em branco, até agora, na onda de compra de laboratórios genéricos por estrangeiros.

"Esse é um episódio superado", disse Sanches, da MSD. Hoje, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reúne-se em Washington com executivos da Merck. Num outro sinal de reaproximação com os laboratórios americanos, ontem foi assinada parceria semelhante envolvendo o laboratório público Biomanguinhos e a Pfizer.

Fonte: VAlor Economico

terça-feira, 28 de setembro de 2010

FDA aprova Beyaz®, novo contraceptivo da Bayer


A FDA (entidade que regula o medicamento nos EUA) aprovou o Beyaz® da Bayer, que combina o contraceptivo oral Yaz® (estrogénio e progesterona) com um suplemento de folato, avança o site FirstWord.

O medicamento foi aprovado para evitar a gravidez, bem como tratar a acne moderada em mulheres com 14 anos ou mais e os sintomas do transtorno disfórico pré-menstrual. O Beyaz® também foi aprovado para elevar os níveis de ácido fólico para reduzir o risco de defeitos do tubo neural em gestações que ocorrem durante ou logo após o uso do fármaco.

A FDA disse que a aprovação foi baseada num estudo randomizado que envolveu 379 mulheres saudáveis com idades entre os 18 e os 40 anis, que receberam Beyaz® ou Yaz® durante até 24 semanas. Os dados mostraram que o Beyaz® aumenta os níveis de folato nas mulheres e que estes níveis permaneceram elevados durante várias semanas após a interrupção do Beyaz®.

Fonte: RCC