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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

FDA : EUA aprovam o registro do antiplaquetário Ticagrelor

O Food and Drugs Administration (FDA), órgão regulador americano, aprovou o BRILINTA (ticagrelor) para o tratamento de pacientes com Síndrome Coronariana Aguda (SCA), condição que engloba infarto e angina instável (dor no peito).

O medicamento teve a aprovação baseada no estudo que demonstrou a superioridade do ticagrelor em relação ao clopidogrel, e agora está registrado em 39 países, incluindo os EUA, Brasil, Austrália e Canadá e na União Europeia com a marca comercial BRILIQUE.

Ticagrelor é um medicamento antiplaquetário de uso oral, de receituário, administrado em conjunto com ácido de acetilsalicílico (AAS), indicado para a prevenção de eventos aterotrombóticos em pacientes adultos com Síndrome Coronariana Aguda (angina instável e infarto do miocárdio), incluindo pacientes em tratamento e aqueles submetidos à intervenção coronariana percutânea ou ponte de safena.


Fonte: Snif Brasil

Mercado de medicamentos genéricos cresce 32,5% no semestre

Um levantamento feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos) constatou que o mercado de medicamentos genéricos cresceu 32,5% em volume no primeiro semestre de 2011 no comparativo com o mesmo período de 2010. Foram comercializadas no período 264 milhões de unidades contra 199,2 milhões nos seis primeiros meses de 2010. As vendas do segmento movimentaram R$3,8 bilhões nos seis primeiros meses do ano contra R$ 2,7 bilhões em igual período do ano passado, apresentando um salto de 39,2%.

De acordo com a publicação, os indicadores de mercado representam o segundo maior desempenho semestral registrado pelo setor desde 2003, ficando atrás apenas do primeiro semestre de 2010. Segundo a entidade, o aumento das disputas judiciais relacionadas às discussões sobre prazo de validade de patentes vem prejudicando o crescimento do setor e ampliação do acesso. A economia do país vive um momento especial e o segmento de genéricos acompanha esse crescimento.

A associação estima que o setor poderia ter crescido entre 3 e 5 pontos percentuais acima do crescimento registrado em unidades, o que acrescentaria cerca de R$300 milhões em vendas para as indústrias. Com as disputas judiciais, muitos genéricos acabam sendo retirados do mercado por conta de liminares da justiça ou, ainda, tem a produção interrompida pelas empresas por conta do clima de insegurança gerado pela instabilidade da situação. Mesmo com os entraves jurídicos da guerra das patentes, na análise de participação de mercado, os genéricos fecharam o primeiro semestre de 2011 com 23,7% de market share (em unidades), mais de 3 pontos percentuais acima do registrado no mesmo período do ano passado (20,4%). Pelo critério valor, os genéricos encerraram o semestre com 19,4% de market share (em dólares), contra 16,5% registrado em igual período do ano anterior.


O MERCADO FARMACÊUTICO

O mercado farmacêutico total também apresentou crescimento no período. Foram comercializadas 1,1 bilhão de unidades entre janeiro e junho de 2011 contra 978,4 milhões no mesmo período do ano passado, o que significa uma evolução de 14,1%.

As vendas do conjunto da indústria somaram R$20 bilhões, o que representa crescimento de 18,4% em relação aos R$16,9 bilhões registrados no primeiro semestre de 2010. Os dados são do IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo.

De acordo com a Pró-Genéricos, o crescimento das vendas reflete o bom momento econômico com o aumento da renda, do consumo e do acesso.


Fonte: Saúde Web

Rivaroxabana apresenta eficácia na prevenção de AVC em pacientes com fibrilação atrial

Aponta estudo publicado no The New England Journal of Medicine. O medicamento diminui risco de acidente vascular cerebral em 21% - comparado ao tratamento padrão – nos portadores de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca.

São Paulo – Os dados do estudo ROCEKT AF publicados nesta semana no New England Journal of Medicine demonstram que a administração de um comprimido de rivaroxabana (princípio ativo do medicamento anticoagulante Xarelto®, da Bayer HealthCare Pharmaceuticals), uma vez ao dia, é eficaz na prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com fibrilação atrial (FA), um tipo comum de arritmia cardíaca. O estudo comparou a ação da rivaroxabana com o tratamento padrão atual à base de varfarina em pessoas portadoras de FA, para as quais é recomendado o uso contínuo de um anticoagulante.

Os testes de superioridade apontaram que em pacientes recebendo rivaroxabana os resultados foram significativamente melhores em comparação com aqueles que receberam a varfarina, com uma redução de risco de 21% para AVC e embolia sistêmica não SNC (sistema nervoso central). Quanto ao aspecto da segurança do tratamento, os pacientes que utilizaram rivaroxabana apresentaram menos eventos hemorrágicos e um número significativamente menor de hemorragia intracraniana (HIC), em comparação com a varfarina.

No estudo ROCKET AF, a rivaroxabana foi associada a resultados cardiovasculares favoráveis, enquanto os pacientes estavam em tratamento, com uma redução de risco estatisticamente significativa de 15%, na composição de AVC, embolia sistêmica, infarto do miocárdio e morte vascular. Além disso, a rivaroxabana mostrou uma tendência a taxas menores de infarto de miocárdio, morte vascular e todas as causas de mortalidade em comparação com a varfarina.

Sobre a fibrilação atrial (FA)-A fibrilação atrial é o distúrbio mais comum do ritmo cardíaco e afeta mais de 6 milhões de pessoas na Europa, mais de 2,3 milhões de pessoas nos EUA e mais de 800 mil pessoas no Japão. Em pacientes com fibrilação atrial, o batimento cardíaco irregular torna-os vulneráveis ??à formação de um coágulo de sangue nos átrios. Esses coágulos podem viajar para o cérebro por meio do sistema circulatório, resultando em um AVC. O AVC causa danos ao cérebro e pode resultar em incapacidade física e comportamental, ou mesmo morte. Pessoas com fibrilação atrial correm um risco cinco vezes maior de AVC em comparação com a população em geral. Cerca de um terço desses pacientes sofrerá um derrame cerebral.

Estudo ROCKET AF-O ROCKET AF foi um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego, duplamente mascarado, de resultados de grupos paralelos, comparando a rivaroxabana uma vez ao dia (20 mg ou 15 mg para pacientes com insuficiência renal moderada) com dose ajustada de varfarina, em 14.264 pacientes com fibrilação atrial não valvular que estavam em risco de acidente vascular cerebral ou embolia sistêmica não SNC .

O principal objetivo do ROCKET AF foi demonstrar a eficácia da rivaroxabana uma vez ao dia, como não-inferior à varfarina na prevenção de AVC e embolia sistêmica não SNC , em pacientes com fibrilação atrial ??não valvular. A principal medida de segurança do ROCKET AF foi a composição de eventos importantes e não importantes de sangramento clinicamente relevantes.

Perfil-A rivaroxabana é um anticoagulante oral que foi descoberto nos laboratórios da Bayer HealthCare, em Wuppertal, na Alemanha, e está sendo desenvolvido em conjunto pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals e a Johnson & Johnson Pharmaceutical Research & Development, L.L.C. Esse princípio ativo tem um rápido início de ação com uma dose-resposta previsível e alta biodisponibilidade, não exige o monitoramento da coagulação e também possui pouco potencial de interação com alimentos e outros medicamentos.

A rivaroxabana é comercializada sob a marca Xarelto® para prevenção do tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes adultos, após cirurgias eletivas de substituição do joelho ou quadril e é o único anticoagulante oral que tem demonstrado eficácia superior em relação à enoxaparina para esta indicação. Até o momento, a rivaroxabana foi aprovada em mais de 110 países em todo o mundo e foi lançada com sucesso em mais de 85 países pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals para esta indicação. Nos EUA, onde a rivaroxabana foi lançada em julho de 2011, a Janssen Pharmaceuticals, Inc. (a empresa Johnson & Johnson) detém seus direitos de comercialização.

O extenso programa de ensaios clínicos que apoiam a rivaroxabana faz com que ela seja o inibidor oral direto do Fator Xa mais estudado e amplamente divulgado. Os estudos, publicados e em andamento, envolvem mais de 75 mil pacientes para a prevenção e tratamento de doenças venosas e tromboembólicas arteriais, em uma ampla gama de condições agudas e crônicas, incluindo a prevenção do AVC em pacientes com fibrilação atrial, o tratamento de TEV e a prevenção secundária da Síndrome Coronária Aguda.[www.thrombosisadviser.com.]

Perfil-A Bayer HealthCare Pharmaceuticals, divisão da Bayer HealthCare, reúne 38 mil funcionários, em mais de 150 países e está entre as 10 maiores corporações de especialidades farmacêuticas do mundo com faturamento anual superior a €10 bilhões. A Bayer HealthCare Pharmaceuticals é formada pela união mundial da Bayer e da Schering AG, oficializada em 2006. A unidade brasileira é a sua maior subsidiária na América Latina. A atuação no Brasil contempla diferentes áreas de negócio: Saúde Feminina, Medicina Especializada, Medicina Geral e Diagnósticos por Imagem.

Profarma alcança receita bruta de R$ 779,4 milhões


A receita bruta da Profarma atingiu R$ 779,4 milhões no segundo trimestre de 2011, montante 7,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado foi motivado, sobretudo, pelo aumento nas vendas de perfumaria, segmento que apresentou crescimento pelo sexto trimestre consecutivo. As vendas da categoria cresceram87,3% no período, quando comparadas ao segundo trimestre de 2010, e 13,1%, em relação ao 1T11.

As melhores performances de vendas no trimestre foram registradas nas regiões Sul,com crescimento de 15,6% e 5,3% na comparação com o mesmo período de 2010 e com o trimestre anterior, respectivamente.

O ciclo de caixa da Companhia no 2T11 atingiu 60,4 dias, com queda de 5,8 dias e de 4,1 dias em relação ao mesmo período do ano anterior e ao primeiro trimestre de 2011, respectivamente. A redução relativa ao 2T10 representou uma economia de capital de giro da ordem de R$ 45,4 milhões.

As despesas administrativas, comerciais e de logística, R$ 49,5 milhões, tiveram redução de 7,9% em relação ao 2T10 e de 2,4% quando comparadas com o 1T11. O montante equivale a 7,5% da receita operacional líquida, representando uma significativa redução de 1.4 ponto percentual em relação ao ano anterior.

O Ebitda, que representa a geração operacional de caixa da Companhia, foi de R$ 20,7 milhões, o que indica queda de 5,3% em comparação com o segundo trimestre de 2010, quando atingiu R$ 21,8 milhões. O resultado da combinação do impacto positivo do aumento de preços ocorrido em 31 de março de 2011 e da redução real de despesas operacionais proporcionou margem Ebitda de 3,2% no trimestre, com aumento de 1.5 ponto percentual na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

O lucro líquido atingiu R$ 9,5 milhões, crescimento de 333,6% quando comparado ao trimestre anterior. Na comparação com o ano anterior, o resultado foi menor em 0.5 ponto percentual.

As vendas por metro quadrado de depósito, indicador que mede a eficiência e produtividade dos centros de distribuição da Profarma, apresentou crescimento de 7,5% na comparação com o segundo trimestre de 2010. Já o volume de vendas por meio de pedido eletrônico, que considera a parcela das vendas recebidas por meio eletrônico, bateu recorde no 2T11, alcançando 68,6% do total das vendas, o que representa aumento de 5.1 e 4.3 pontos percentuais em comparação ao 2T10 e 1T11, respectivamente.

Perfil-AProfarma Distribuidora de Produtos Farmacêuticos S.A atua há 50anos na distribuição de produtos farmacêuticos, higiene pessoal e cosméticos, nos mais populosos estados brasileiros. Com 12 Centros de Distribuição, a Profarma comercializa aproximadamente 18,0 milhões de unidades por mês e atende a cerca de 31 mil pontos de venda, consolidando-se entre as empresas líderes deste setor no Brasil. Cobrindo uma área geográfica que representou 93,5% do mercado consumidor de produtos farmacêuticos do Brasil em2010, a Profarma, com sua equipe especializada e comprometida, busca tornar-se o maior e mais rentável distribuidor atacadista de produtos farmacêuticos no Brasil por meio de resultados consistentes e sustentáveis, mantendo baixos custos operacionais, fortalecendo suas vantagens competitivas e maximizando valor para os acionistas. [ http://www.profarma.com.br/ri].

domingo, 14 de agosto de 2011

Profarma alcança receita bruta de R$ 779,4 milhões

A receita bruta da Profarma atingiu R$ 779,4 milhões no segundo trimestre de 2011, montante 7,5% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado foi motivado, sobretudo, pelo aumento nas vendas de perfumaria, segmento que apresentou crescimento pelo sexto trimestre consecutivo. As vendas da categoria cresceram87,3% no período, quando comparadas ao segundo trimestre de 2010, e 13,1%, em relação ao 1T11.

As melhores performances de vendas no trimestre foram registradas nas regiões Sul,com crescimento de 15,6% e 5,3% na comparação com o mesmo período de 2010 e com o trimestre anterior, respectivamente.

O ciclo de caixa da Companhia no 2T11 atingiu 60,4 dias, com queda de 5,8 dias e de 4,1 dias em relação ao mesmo período do ano anterior e ao primeiro trimestre de 2011, respectivamente. A redução relativa ao 2T10 representou uma economia de capital de giro da ordem de R$ 45,4 milhões.

As despesas administrativas, comerciais e de logística, R$ 49,5 milhões, tiveram redução de 7,9% em relação ao 2T10 e de 2,4% quando comparadas com o 1T11. O montante equivale a 7,5% da receita operacional líquida, representando uma significativa redução de 1.4 ponto percentual em relação ao ano anterior.

O Ebitda, que representa a geração operacional de caixa da Companhia, foi de R$ 20,7 milhões, o que indica queda de 5,3% em comparação com o segundo trimestre de 2010, quando atingiu R$ 21,8 milhões. O resultado da combinação do impacto positivo do aumento de preços ocorrido em 31 de março de 2011 e da redução real de despesas operacionais proporcionou margem Ebitda de 3,2% no trimestre, com aumento de 1.5 ponto percentual na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

O lucro líquido atingiu R$ 9,5 milhões, crescimento de 333,6% quando comparado ao trimestre anterior. Na comparação com o ano anterior, o resultado foi menor em 0.5 ponto percentual.

As vendas por metro quadrado de depósito, indicador que mede a eficiência e produtividade dos centros de distribuição da Profarma, apresentou crescimento de 7,5% na comparação com o segundo trimestre de 2010. Já o volume de vendas por meio de pedido eletrônico, que considera a parcela das vendas recebidas por meio eletrônico, bateu recorde no 2T11, alcançando 68,6% do total das vendas, o que representa aumento de 5.1 e 4.3 pontos percentuais em comparação ao 2T10 e 1T11, respectivamente.

Perfil-AProfarma Distribuidora de Produtos Farmacêuticos S.A atua há 50anos na distribuição de produtos farmacêuticos, higiene pessoal e cosméticos, nos mais populosos estados brasileiros. Com 12 Centros de Distribuição, a Profarma comercializa aproximadamente 18,0 milhões de unidades por mês e atende a cerca de 31 mil pontos de venda, consolidando-se entre as empresas líderes deste setor no Brasil. Cobrindo uma área geográfica que representou 93,5% do mercado consumidor de produtos farmacêuticos do Brasil em2010, a Profarma, com sua equipe especializada e comprometida, busca tornar-se o maior e mais rentável distribuidor atacadista de produtos farmacêuticos no Brasil por meio de resultados consistentes e sustentáveis, mantendo baixos custos operacionais, fortalecendo suas vantagens competitivas e maximizando valor para os acionistas. [ http://www.profarma.com.br/ri].

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Medicamentos genéricos completam 12 anos no Brasil

A indústria de medicamentos genéricos chegou ao Brasil em fevereiro de 1999, com sua comercialização implementada efetivamente a partir do ano 2000. Quando os genéricos passaram a ser utilizados no país, eles já existiam há mais de 10 anos na Europa e Estados Unidos. Antes disso, o que se via no Brasil era uma indústria farmacêutica nacional sem maior destaque, que começava a dar seus primeiros passos com produtos licenciados.

Com a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a Lei do genérico, o panorama da indústria nacional mudou radicalmente. A criação de padrões rígidos por meio da instituição de um sistema regulatório no país fez com que a indústria de medicamentos brasileira ganhasse a confiança da classe médica – o que deu fôlego às vendas e iniciou um período de ouro para a indústria local.

De 1999 a 2007, mais de 1,6 mil medicamentos genéricos entraram em circulação no Brasil. Neste mesmo ano de 2007, quando quase todos os produtos livres de proteção intelectual já haviam ganhado sua versão genérica por meio de rígidos testes de bioequivalência, o mercado se viu diante de uma pergunta: E agora, o que faremos? Segundo o especialista de mercado do ICTQ, Sr. Poatã Casonato, “naquele ano um levantamento realizado pelos laboratórios havia revelado que restavam apenas 96 medicamentos passíveis de se tornar genéricos no Brasil”.

O grau de incerteza e pessimismo da indústria de genéricos no Brasil era tamanho que se falava que a “farra dos genéricos” havia chegado ao fim. O que se viu na prática nos anos posteriores foi contra todas as previsões. Em 2009, a indústria de medicamentos genéricos já representava 20% do mercado com expectativa de chegar a 30% de participação ate 2015.

Em 2010 o crescimento foi de 33% e já em 2011, segundo IMS Health, os genéricos apresentaram um crescimento de 11,53% no período compreendido entre abril e maio de 2011, enquanto o avanço geral do mercado farmacêutico, no mesmo período, foi de 12,14%.

Junto ao crescimento sustentável da produção de genéricos no Brasil, está também o desenvolvimento técnico científico dos profissionais que atuam nas indústrias produtoras destes medicamentos. “Basta olhar para a líder de mercado dos medicamentos genéricos no Brasil. Somente da EMS mais de 80 profissionais farmacêuticos, químicos e advogados já se especializaram ou estão se especializando no ICTQ entre 2009 e 2011” relata o Diretor Executivo da Instituição, Sr. Marcus Vinicius Andrade.

Segundo a instituição ICTQ, em média 78% dos 860 alunos em estudo atualmente são provenientes de indústrias produtoras de medicamentos genéricos. A instituição que adota padrões internacionais de ensino, com professores da Europa, Ásia e América do Norte, oferta especializações que fazem jus às reais necessidades de conhecimento do mercado por ser a única do país 100% voltada para o segmento industrial farmacêutico.

O mercado brasileiro e a economia de um modo geral é favorável, os profissionais fazem sua parte – buscam por mais especialização sabendo que o conhecimento é a base para o desenvolvimento de qualquer setor da economia. Diante deste cenário, pode-se afirmar que o futuro da indústria de medicamentos genéricos nos próximos anos é no mínimo promissor.

Portal Fator Brasil

Nycomed lança medicamento para pacientes com Doença do Refluxo

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é a condição que se desenvolve quando o refluxo do conteúdo procedente do estômago provoca sintomas desagradáveis e/ou complicações. A DRGE afeta negativamente a qualidade de vida, está associada a alterações do sono e impõe custos bastante expressivos para os serviços de saúde, principalmente em função de sua elevada prevalência - ao redor de 20%.

Pensando nisso, a Nycomed acaba de lançar no mercado brasileiro um novo Inibidor da Bomba de Prótons (IBP), comercialmente conhecido como Tecta. Os IBPs constituem a classe de fármacos mais indicada para o tratamento da DRGE.

Tecta possui uma ação prolongada e maior supressão do ácido gástrico, o que se traduz em altas taxas de cicatrização da DRGE e níveis elevados de alívio dos sintomas durante o dia e a noite. As altas taxas de alívio precoce dos sintomas apresentadas por Tecta faz deste medicamento uma boa alternativa para o êxito do tratamento da DRGE e para manter a satisfação e melhora da qualidade de vida do paciente.


Fonte: Comunicação Corporativa Nycomed

Aspen expande negócios no Brasil com a aquisição de medicamentos

O grupo farmacêutico Aspen , com sede na África do Sul, adquiriu seis medicamentos do laboratório paulista Myrallis. O investimento foi da ordem de R$ 35 milhões, reforçando a posição da companhia no segmento fitoterápico, afirmou Alexandre França, CEO da Aspen.

A expectativa da multinacional é de que, com essa transação, R$ 16 milhões sejam incrementados ao faturamento anual do grupo. A partir deste mês, a companhia passa a comercializar os medicamentos recém-adquiridos Triativ, Fluijet, Ecosensive, Gynax, Licovit e Prev-Kel.

Segundo França, a empresa eleva sua participação no segmento de fitoterápicos, com os produtos Triativ (combate depressão) e Fruijet (mucofluidificante e broncodilatador), e entra no segmento de dermocosméticos, com o Ecosensive, linha composta de talco cremoso e sabonete líquido 100% orgânico.

Completam o portfolio do laboratório o gel de silicone Prev-Kel (previne o aparecimento de queloides), o Gynax N (ginecológico) e Licovit (suplemento alimentar antioxidante). O segmento de fitoterápicos representa 15% do mercado mundial de medicamentos e 8% no Brasil.

Esta é a primeira aquisição de produtos da Aspen em 2011 no Brasil, sob a gestão de França, nomeado CEO da companhia este ano. Antes de assumir a presidência do grupo, o executivo dirigia as áreas comercial e de marketing da multinacional sul-africana no país. França está coordenando a unificação da gestão do grupo no Brasil para promover a expansão no setor farmacêutico.

A estratégia de crescimento será focada, em um primeiro momento, na compra de produtos estabelecidos no mercado. O executivo informou que não interessa a aquisição de laboratórios no país. No Brasil, a Aspen possui um laboratório em Serra (ES) e mantém sede no Rio de Janeiro.


Fonte: Valor Econômico



Alliance Boots, a maior rede defarmacias da Europa planeja entrar na América Latina

A Alliance Boots, maior rede de farmácias da Europa, anunciou que busca parcerias e aquisições para expandir sua presença mundial, depois de seu lucro comercial - que exclui amortização e custos ou ganhos excepcionais - ter superado a marca de 1 bilhão de libras esterlinas (US$ 1,4 bilhão). O presidente do conselho da empresa, Stefano Pessina, que fechou o capital do grupo há três anos com a Kohlberg Kravis Roberts (KKR), em um acordo de 12,4 bilhões de libras, disse estar particularmente interessado em entrar na América Latina.

A Alliance Boots, que já possui presença na China e Rússia, esteve perto de acertar um acordo no Brasil, mas a transação acabou naufragando depois do processo de investigação das contas ter revelado problemas na empresa-alvo. Ainda assim, o país, ao lado do México, continua sendo uma meta, enfatizou Pessina. "Estamos pensando sobre muitas oportunidades diferentes, estamos explorando muitas parcerias potenciais e, devo dizer, algumas aquisições", disse Pessina, acrescentando que há mais probabilidade que as compras sejam no mercado atacadista farmacêutico do que no varejo.

A Alliance Boots investiu 1 bilhão de libras (US$ 1,4 bilhão) desde o fechamento do capital, principalmente na remodelação de suas lojas. Esse investimento está quase concluído e Pessina espera que o grupo tenha um fluxo de caixa "próspero" para financiar sua expansão. O executivo também procura desenvolver marcas próprias e recentemente acertou acordo com a americana Procter & Gamble, maior fabricante mundial de bens de consumo, para comercializar e distribuir a linha Alliance Boots de produtos para cuidados com a pele em farmácias na Itália.

As declarações foram feitas após a Alliance Boots anunciar aumento no lucro comercial para 1,07 bilhão de libras no ano fiscal encerrado em 31 de março. No exercício anterior, a rede havia lucrado 953 milhões de libras. As vendas subiram 9,6%, para 22,5 bilhões de libras (US$ 32, 5 bilhões).

O endividamento líquido diminuiu em 645 milhões de libras, para 8,39 bilhões de libras, uma vez que a empresa aproveitou a situação do mercado para recomprar dívidas com fortes descontos de vendedores com problemas financeiros. No entanto, a Alliance Boots mostra-se cautelosa quanto ao panorama econômico, preocupada com as ações dos governos europeus para cortar dívidas e com a redução do consumo de produtos farmacêuticos.

"De fato, acreditamos que a demanda ficará bastante desanimada", afirmou Andy Hornby, ex-executivo-chefe da HBOS, que foi recrutado como executivo-chefe da Alliance Boots no ano passado. "A dura realidade é que os governos, não apenas no Reino Unido, mas em nossos principais países na Europa, vão ter de tomar algumas decisões extremamente duras nos próximos dois anos."


Fonte: Valor Econômico



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Para evitar a intoxicação por medicamento a melhor opção é não mantê-lo em casa

O uso inadequado de medicamentos é uma realidade no Brasil e representa o maior índice de ocorrências de intoxicações humanas do país. O último relatório divulgado pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) - órgão ligado à Fundação Oswaldo Cruz – em 2009, revelou que no exercício daquele ano foram 21.582 casos de intoxicações, o equivalente a 27,86% das 77.485 ocorrências provocadas por agentes tóxicos diversos. Dentre os casos registrados, houve naquele ano 71 mortes.

As intoxicações acontecem por razões diversas: acidentais, que são causadas, por exemplo, por crianças que se atraem pelo gosto agradável dos xaropes; por erros de administração ou acidentes causados pela troca ou ‘confusão’ de frascos dos medicamentos; por automedicação; tentativa de aborto ou de homicídio e até por erro de prescrição médica.

Com risco ou sem risco evidentes de intoxicação, a primeira máxima que se deve considerar é que remédios devem ser ingeridos apenas com prescrição médica e, por isso, o hábito já tão comum entre os brasileiros, da manutenção da ‘farmacinha em casa’, deve ser reavaliado, a começar pelo local onde se guarda o medicamento.

As ‘farmacinhas’ alocadas no banheiro ou em cima da geladeira, por exemplo, são sujeitas à umidade e ao calor e não garantem integridade do produto. Outro cuidado é com a manutenção do medicamento na caixa (junto da bula) para que possa ser identificado, o que muita gente não faz: para otimizar espaço, as pessoas acabam por dispensar o invólucro, deixando os remédios soltos e sem identificação. Ao ter tal medicamento novamente prescrito, o paciente não poderá discernir a sua finalidade, validade e contra-indicações.

Para o diretor comercial da Prati-Donaduzzi - indústria de medicamentos localizada em Toledo (PR) -, Eder Maffissoni, a melhor opção será sempre a compra do medicamento na quantidade exata prescrita pelo médico. “Quando houver essa possibilidade, o paciente deve evitar a sobra do medicamento; assim estará de fato afastando a família dos riscos de intoxicação”, afirma Maffissoni.

Desde 2010, a Prati-Donaduzzi comercializa os medicamentos fracionáveis, aqueles que podem ser vendidos em doses estabelecidas pela prescrição médica - com a finalidade de promover o seu uso racional - e tem portfólio de 12 representações e outras aguardando por registro na Anvisa. Com comercialização permitida no Brasil desde maio de 2006, em atendimento à Resolução da Diretoria Colegiada (ou RDC 80), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), os medicamentos fracionáveis são vendidos em larga escala nos Estados Unidos e em países da Europa e, no Brasil, estão ganhando a atenção do consumidor.

“Embora poucas indústrias farmacêuticas invistam hoje na produção e comercialização dos fracionáveis, quanto maior for a procura por tal categoria de medicamentos, maior deverá se tornar a oferta”, comenta Eder. A dica então é que quando o consumidor chegue à farmácia, procure por sinalização do Balcão de Fracionamento ou pergunte ao farmacista se o estabelecimento os comercializa. Se a resposta for positiva, o consumidor deve apresentar a receita solicitando apenas o número de unidades do medicamento prescrita pelo médico. O remédio fracionado será entregue, junto da bula e em invólucro especial. “Comprando a versão fracionada do medicamento, o consumidor além de evitar incidentes, ainda economizará na sua compra”, reitera o diretor.

Portal Fator Brasil

Toxina Botulínica Tipo A para o tratamento de distúrbios neurológicos

Tratamentos com a neurotoxina são eficientes para as doenças caracterizadas pelo excesso de contrações musculares como a espasticidade e as distonias.

A neurotoxina oriunda da bactéria Clostridium botulinum, geralmente encontrada na água, alimentos contaminados (embutidos e enlatados, por exemplo) e no ar, e que milhares de pessoas conhecem como o ‘milagre’ para o fim das linhas de expressão, vem sendo usada de forma terapêutica desde a década de 1980, antes mesmo de ter a sua eficácia comprovada para os tratamentos estéticos.

Ao testar substâncias corretivas ao estrabismo, o oftalmologista norte-americano Alan B. Scott observou que a toxina botulínica tipo A relaxava determinados músculos ao ser injetada. Em 1970, o FDA (Food and Drug Administration) – agência governamental americana que controla as indústrias alimentícias e de medicamentos nos EUA – liberou o uso da toxina em caráter experimental para um grupo de pesquisadores orientados por Scott, e ainda naquela década o fármaco foi aplicado em humanos para o tratamento do estrabismo.

Na década seguinte foi publicado o primeiro estudo demonstrando os resultados para tratamento da espasticidade – contração muscular exagerada decorrente de lesões no sistema nervoso central como tumores, AVC (Acidente Vascular Cerebral), paralisia cerebral, esclerose múltipla e traumatismos crânios-encefálicos. Nos anos posteriores, descobriram-se os benefícios da toxina botulínica tipo A para doenças caracterizadas pelo excesso de contrações musculares, como a distonia – contrações musculares involuntárias, lentas e repetitivas nos músculos do pescoço, face e braços, como, por exemplo, o blefaroespamo – contrações involuntárias das pálpebras – além de alguns tipos de tremores.

Hoje, no Brasil, embora a toxina botulínica seja mais conhecida por seu uso em procedimentos estéticos, representa melhora sem precedentes na qualidade de vida de milhares de pessoas com distúrbios neurológicos. O produto, de alto valor agregado, está protocolado no SUS (Sistema Único de Saúde) e, com isso, o paciente pode requerê-lo gratuitamente ou solicitar reembolso, desde que tenha prescrição médica.

O fisiatra Dr. Tae Mo Chung, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e referência no setor, conta que antes da descoberta do potencial terapêutico da toxina, distúrbios neurológicos eram tratados com medicamentos orais, que além de terem curta duração ainda apresentavam efeito colateral muito agressivo. “Hoje, nossa primeira opção para o tratamento dos distúrbios neurológicos é sempre a toxina botulínica”, afirma o Dr. Tae.

Ele diz ainda que a toxina propõe ao paciente com distúrbio neurológico, o seu retorno à sociedade. ”Enfermidades como a distonia, por exemplo, mexem com a autoestima do paciente, levando-o inclusive à depressão. A toxina botulínica vem de encontro, também, à sua saúde emocional”, complementa o Dr. Tae.

No Hospital das Clínicas, onde o Dr. Tae dirige o departamento de Neurofisiologia e a Unidade do Bloqueio Neuromuscular do Instituto de Medicina de Reabilitação, a aderência do paciente ao tratamento é grande. “É muito difícil um paciente com distonia abandonar o tratamento. Ele é funcionalmente normal, por isso, sente a necessidade de corrigir a contração muscular que o atrapalha nas atividades do dia-a-dia”. Já o paciente espástico, que vive com seqüelas de patologias – como derrame e paralisia cerebral – adere menos ao tratamento, pois a toxina traz a melhora, mas não cura a sua deficiência.

Para qualquer uma das doenças em que a toxina botulínica do tipo A está indicada, o tratamento deve ser global e prescrito por equipe multidisciplinar.

Como age no organismo?- Para que os músculos contraiam gerando movimento, ocorre a liberação pelos nervos do neurotransmissor Acetilcolina na Junção Neuromuscular (sinapses). A toxina botulínica tipo A age bloqueando a produção da Acetilcolina e, com isso, relaxa temporariamente o músculo em que foi injetada. “O músculo, com a toxina injetada, fica enfraquecido, flácido, por cerca de seis meses, até que o organismo absorva o produto”, explica o Dr. Tae.

Ele ressalta que é fundamental ao médico que faz a aplicação do fármaco (geralmente fisiatras ou neurologistas) um treinamento adequado. “Outra necessidade é que se avalie a qualidade da toxina”, complementa.

Atualmente existem cinco laboratórios no mundo que produzem a toxina botulínica do tipo A e as diferenças entre eles são pequenas. O Xeomin®, da Merz-Biolab, é o único do mercado que não contém complexos protéicos, por isso é mais purificado e representa menores riscos de formação de anticorpos, garantindo assim, uma segurança maior ao paciente que precisa utilizar altas doses do produto e necessite de tratamentos repetidos.

O efeito da toxina botulínica tipo A inicia-se de 48 a 72 horas após a aplicação e tem efeito máximo entre uma a quatro semanas, com duração média de seis semanas a seis meses. Terminado o efeito da neurotoxina, o paciente deve receber outra aplicação.

Merz-Biolab- Em 2009, o grupo alemão Merz Pharmaceuticals GmbH e a farmacêutica brasileira Biolab formaram uma joint venture para atuar no mercado brasileiro com foco em terapia e estética. A farmacêutica alemã tem mais de 100 anos e sempre se destacou na pesquisa de formulação de produtos para o sistema nervoso central. A presença de seus produtos no Brasil ocorreu através de licenciamentos cedidos ao laboratório Biolab. Por sua vez, Biolab é líder brasileiro em prescrição de produtos cardiovasculares e ocupa a 9° posição no ranking de medicamentos éticos vendidos sob prescrição médica. (Fontes: Prescrições Close-Up e vendas IMS Health – MAT April 2011)

Com aporte de €20 milhões para montagem da estrutura na capital paulista, foi fundada naquele ano uma companhia independente, a Farmacêutica Merz-Biolab, que entre outros fármacos comercializa Xeomin®, única toxina botulínica tipo A livre de complexos protéicos e que deve ser mantida a temperatura ambiente sem necessidade de refrigeração em transporte e armazenamento.

Xeomin®, que foi desenvolvido pela Merz e lançado na Alemanha em 2005, concorre diretamente com o Botox® (Allergan) e atualmente é comercializado em 21 países para procedimentos estéticos e terapêuticos.

O mercado de toxina botulínica no Brasil é estimado em R$180 milhões ao ano, atrás apenas dos Estados Unidos, com média de U$450 milhões. A estética responde por 70% desse montante. (Fonte: IMS Health – MAT April 2011)Além da toxina botulínica, a Merz-Biolab atua no mercado de volumizadores. Amplamente utilizado no mercado de estética mundial, o Radiesse® é um volumizador totalmente reabsorvível e biocompatível, à base de partículas uniformes de hidroxiapatita de cálcio e gel aquoso que leva à formação de um novo colágeno, proporcionando resultado imediato e duradouro, redefinindo a forma de modo natural. Radiesse® está indicado para o aumento no volume de tecidos cutâneos e requer menor quantidade de produto injetado em comparação aos outros preenchedores disponíveis.

Medicamentos controlados

Jorge Froes de Aguilar, diretor executivo da Abafarma - Associação Brasileira do Atacado Farmacêutico, desembarcou em Brasília nesta quarta-feira, dia 3. O dirigente representa as 23 maiores distribuidoras de medicamentos do país na Anvisa, em reunião da Comissão Externa de Acompanhamento e Implantação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). A solução promete substituir todo o registro manual de remédios com venda controlada.

Abafarma-Fundada em 1986, a entidade reúne as 23 maiores distribuidoras de medicamentos e HPC (Higiene, Perfumaria e Cosméticos) do Brasil, responsáveis por 80% do PIB do setor e com faturamento mensal médio de R$ 1,5 milhões. Atualmente, as associadas à Abafarma atendem 63 mil farmácias, hospitais e clínicas e geram 28 mil empregos diretos e indiretos. [www.abafarma.com.br].

Drogasil e Droga Raia se unem e formam a maior rede de farmácias do país

São Paulo - A Drogasil e a Droga Raia anunciaram, na noite desta terça-feira (2/8), uma associação que criará a maior rede de farmácias do país. O negócio foi antecipado pelo blog Faria Lima, de EXAME.com. A nova empresa se chamará Raia Drogasil e contará com mais de 700 drogarias em nove estados. De acordo com comunicado à imprensa, a nova empresa terá 8,3% de participação de mercado.
No acumulado de 12 meses encerrado em março, a Raia Drogasil apresentou uma receita bruta de 4,1 bilhões de reais. Seu ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em 224 milhões de reais. Segundo a nota à imprensa, a associação já nasce como a sétima maior empresa de varejo do país, e líder no mercado farmacêutico.
As duas marcas - Drogasil e Droga Raia - serão mantidas. Segundo a empresa, o motivo é a boa receptividade que têm junto aos consumidores de diferentes regiões.
Estrutura acionária
Os atuais acionistas da Drogasil deterão 57% da nova companhia. Os acionistas da Droga Raia ficarão com os 43% restantes. O atual diretor geral e de relações com investidores da Drogasil, Claudio Roberto Ely, será o diretor-presidente da Raia Drogasil. Já Antônio Carlos Pipponzi, atual presidente da Droga Raia, será o presidente do conselho de administração da companhia recém-criada.
O conselho de administração terá nove membros. Cada grupo de acionistas oriundo das empresas que se associaram poderá indicar três conselheiros. Os três assentos remanescentes serão ocupados por membros independentes.
O acordo de acionistas será válido por dez anos. Entre seus termos, está a proibição de venda das ações por um determinado prazo [no jargão do mercado, é o chamado lock up]. A fatia envolvida no lock up é de 40% do capital da companhia. Cada um dos dois grupos de acionistas contribuirá com metade desses papéis.
A fatia será reduzida gradualmente até o quinto ano de acordo, quando deve chegar a 30% do capital. A Raia Drogasil será listada no Novo Mercado da Bovespa - o segmento de maior nível de governança corporativa. Segundo o comunicado à imprensa, cerca de 50% de seu capital vai compor o free float - a fatia que circula livremente na bolsa.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

UE e Índia chegam a acordo sobre genéricos

A União Europeia (UE) e a Índia chegaram a um acordo provisório para garantir o abastecimento de medicamentos genéricos para países emergentes. O entendimento tem como meta colocar fim a uma disputa que dura há anos. Em troca de garantias da União Europeia, a Índia abandona uma disputa que havia aberto contra os europeus na Organização Mundial do Comércio, avança o Diário Digital.

No entanto, ativistas consideram o acordo como “perigoso” e alertam que o governo indiano está a ceder em troca de um tratado comercial mais amplo, pedindo que os governos de países emergentes mantenham a vigilância sobre Bruxelas.

A polémica começou em 2009, quando um carregamento de 500 quilos do genérico Losartan® foi apreendido em Roterdão, na Holanda. Tinha saído da Índia, onde foi fabricado, e destinava-se ao Brasil.

O governo holandês informou sobre a passagem da carga à empresa que tinha a patente do produto na Europa, a MSD, que acionou a Justiça. A empresa tem a patente do produto na Holanda, mas não no Brasil nem na Índia. Os europeus ameaçaram destruir os fármacos se eles seguissem até ao Brasil. O carregamento foi reenviado para a Índia.

O Brasil, ao lado da Índia, abriu queixa na OMC. Brasília e Nova Deli alegavam que o produto não tinha como mercado a Europa e, portanto, não poderia ser apreendido. A UE insistia que a verificação é um esforço de combate à pirataria de medicamentos. Segundo a UE, 34 milhões de comprimidos falsos foram detidos nesse esforço.

Agora, a Índia e a UE chegaram a um entendimento. Os europeus comprometem-se a enviar para o Parlamento Europeu uma nova lei reformulando as práticas. Mas o texto preparado não foi considerado satisfatório pelos indianos. Mesmo assim, o governo indiano estima que há espaço para um acordo. Em troca, a Índia compromete-se a abandonar o caso aberto ao lado do Brasil na OMC. Nova Deli manteria o seu direito de iniciar um caso internacional se a UE violar algum dos princípios básicos do acordo. Um tratado final será redigido até Dezembro.

Teoria: câncer surge do desenvolvimento de novas espécies de parasitas

Os pacientes com câncer podem sentir que criaturas alienígenas estão crescendo dentro de seus corpos, roubando-lhes a saúde e o vigor. Segundo um biólogo celular, elas estão corretas. Mas não são alienígenas que invadem seus corpos, e sim uma evolução de uma nova espécie de parasitas.
O biólogo Peter Duesberg argumenta que, ao contrário das crenças, o câncer não se desenvolve por mutações genéticas. Assim como os parasitas fazem, o câncer também necessita do hospedeiro para seu sustento.
Graças a essa relação parasita-hospedeiro, o câncer pode crescer o quanto ele quiser, para os locais que desejar. As células cancerosas não dependem de outras para sua sobrevivência, e desenvolvem padrões de cromossomos que são distintos dos hospedeiros humanos, de acordo com Peter Duesberg. Por isso, elas são consideradas novas espécies.
O biólogo diz que as teorias vigentes sobre a formação do câncer estão erradas. Em vez de partirem de mutações genéticas que estimulam as células a crescer em um ritmo acelerado, os tumores cancerígenos crescem a partir de interrupções de cromossomos inteiros.
Cromossomos contêm muitos genes, que copiados incorretamente, quebrados e omitidos, levam a dezenas de milhares de alterações genéticas. O resultado é uma célula com traços completamente novos, caracterizada como um novo fenótipo.
Tal teoria foi sugerida pela primeira vez em 1956 pelo biólogo evolucionista Julian Huxley, mas essa visão não é a que predomina nos dias de hoje.
Oncologistas e pesquisadores farmacêuticos estão estudando maneiras de encontrar e bloquear as mutações, com o objetivo de desligar o interruptor que acende a carcinogênese. Mas a terapia genética em grande parte não alcançou muitos resultados significativos.
Peter Duesberg diz que esses movimentos são equivocados. As mutações cromossômicas, chamadas de aneuploidia, são as causas que desestabilizam os padrões cromossômicos. Alguns dos cromossomos interrompidos são capazes de se dividir, semeando o câncer.
Duesberg diz que espera que a nova teoria estimule novos tipos de diagnósticos e tratamentos do câncer. Novos tratamentos poderiam ter como alvo as rupturas cromossômicas, ao invés de tentar, inutilmente, o desligamento dos genes. Testes cromossômicos poderiam encontrar a aneuploidia muito mais cedo, antes dos cromossomos danificados terem a chance de se dividir. [Gizmodo]

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Estudo revela resultados positivos para o Promacta® da GSK e da Ligand


Resultados de um ensaio de Fase III revelaram resultados positivos para o Promacta® (eltrombopag) da GlaxoSmithKline (GSK) e da Ligand Pharmaceuticals em doentes com Trombocitopenia associada ao vírus da Hepatite C (HCV), anunciou a Ligand, citada pelo site FirstWord.

O ensaio ENABLE-1, que é o primeiro de dois ensaios em andamento que envolvem doentes com trombocitopenia HCV, tem como objectivo medir a capacidade do fármaco de aumentar a contagem de plaquetas suficiente para facilitar o início da terapia antiviral e permitir a terapia antiviral sustentada. A GlaxoSmithKline deve apresentar dados completos do estudo numa próxima reunião médica.

O fármaco, que foi descoberto pela Ligand e é comercializado pela GlaxoSmithKline, está actualmente aprovado para o tratamento da doença auto-imune púrpura trombocitopénica idiopática em doentes adultos. O produto também está aprovado na União Europeia, Índia, Austrália, Irlanda, Japão, Taiwan, Turquia, Singapura, Kuwait, Chile, Rússia e Bahrein sob a marca Revolade®.

FDA alerta para interação entre Zyvox® da Pfizer e antidepressivos


A FDA emitiu na terça-feira uma comunicação de segurança de medicamentos que advertiu que os doentes tratados com o antibiótico Zyvox® (linezolida) da Pfizer em combinação com certos antidepressivos podem estar em risco de síndrome da serotonina, uma condição causada pelo excesso se serotonina no cérebro, avança o site FirstWord.

A agência explicou que Zyvox®, que é usado para tratar a bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e outras infecções graves, inibe uma enzima que está envolvida com a quebra de serotonina. Como tal, a FDA disse que o Zyvox® não deve ser administrado a doentes que estão a tomar antidepressivos e ter acrescentou instruções de usos dos produtos nas embalagens do Zyvox® e dos antidepressivos.

Comentando a notícia, a porta-voz da Pfizer Kristen Neese disse que a bula actual do Zyvox® nos EUA "já inclui informações importantes sobre o potencial de interacções serotoninérgicas, o risco de síndrome da serotonina e a necessidade de observação cuidadosa dos doentes a quem é prescrito Zyvox® que estão a tomar tais agentes”. Neese acrescentou que a farmacêutica não identificou quaisquer novos sinais de segurança relacionados a essas interacções medicamentosas. A Pfizer registou vendas de quase 1,2 mil milhões de dólares do Zyvox® no ano passado.

Numa outra comunicação de segurança de medicamentos também emitida na terça-feira, a FDA advertiu para uma interacção semelhante entre antidepressivos e azul de metileno, utilizado como corante e como tratamento de emergência para o envenenamento por cianeto.

domingo, 31 de julho de 2011

Cientistas fazem testes de anticoncepcionais masculinos


A descoberta da pílula anticoncepcional trouxe diversos benefícios para as mulheres, mas também trouxe efeitos secundários desagradáveis. Todavia, o desenvolvimento de uma pílula anticoncepcional masculina está cada vez mais próxima, segundo divulgou a revista norte-americana Times esta quarta-feira, avança o portal Terra.

A pílula feminina foi desenvolvida para tratamentos de fertilidade e só então os cientistas descobriram que possuíam uma arma contra a concepção em mãos. Da mesma forma, diversos contraceptivos masculinos nasceram de tratamentos de doenças relacionadas. Por exemplo, a droga gamendazola foi usada para combater o cancro antes de os cientistas descobrirem que ela interrompia o ciclo de maturação do esperma. Outras duas drogas "acidentais" estão em estágios de desenvolvimento para a contracepção: uma que regula a pressão sanguínea e um antipsicótico, ambos usados para prevenir a ejaculação durante o orgasmo.

Segundo relatos publicados no jornal New York Times, os primeiros contraceptivos masculinos eles podem ser feitos com a combinação da hormona feminina progesterona com a masculina testosterona. A hormona feminina enganaria o cérebro masculino, enviando uma mensagem para suspender a produção de testosterona, o que pararia a produção de sémen. Já a testosterona seria parte do medicamento para evitar perda da libido e de massa muscular, assim como para evitar uma queda abrupta das hormonas no organismo dos homens. Os testes em humanos mostraram-se eficazes em 95% dos voluntários, mas os cientistas ainda não sabem responder às perguntas sobre quais são os efeitos a longo prazo da supressão de testosterona nos homens.

A combinação hormonal já é usada em diversos contraceptivos femininos, em especial os adesivos e anéis. Os efeitos secundários têm-se revelado mostrado similares em homens e mulheres, já que um dos voluntários, Steve Owens, assistente social de 39 anos, relatou que o uso da testosterona em gel o deixou com variações abruptas de humor. "Sou uma pessoa tranquila, mas ia do zero ao 60 em poucos segundos e perguntava-me por que estava a agir dessa forma", disse.

Enquanto muitos homens demonstram ter medo dos efeitos secundários do método contraceptivo masculino, há quem se mostre propenso a experimentá-lo. Todavia, diversos testes mais rigorosos ainda precisam de ser realizados antes de o medicamento ser colocado à venda.

Produtos vendidos por drogarias lideram comércio na internet



Delivery se tornou obrigatório para o setor, mas lucros dependem de planejamento e organização.

Itens de saúde, beleza e medicamentos estão entre os mais vendidos pela internet, segundo o estudo Web Shoppers. O resultado se repetiu nos últimos três anos em que o levantamento foi realizado e sugere a consolidação do que, antes, era apenas uma tendência. Em comum, esses produtos são comercializados por farmácias e drogarias.

“Isso demonstra não apenas uma oportunidade de negócios, mas a obrigação que os empresários do setor têm de investir nessa modalidade de vendas”, diz Danieli Junco, diretora da Injoy Blend, uma consultoria de marketing, gestão de processos e capacitação da área de saúde.

Segundo a especialista, neste momento, as vendas online e pelo telefone se tornaram requisitos básicos. “Não se trata apenas de expandir o mercado, embora este seja o objetivo principal, mas também da manutenção dos clientes”, diz. O raciocínio é simples: A cada dia mais consumidores vão adotar a comodidade de realizar suas compras sem sair de casa. Se a sua farmácia não oferecer essa alternativa, eles vão procurar outra.

Danieli ressalta, no entanto, que o delivery deve ser planejado com metas mais ambiciosas do que simplesmente oferecer uma opção a mais para clientes já estabelecidos. “É preciso cuidado para que o projeto não se transforme apenas em uma migração do comércio da loja para a internet”, ensina.

Ela afirma que a freqüência do público dentro das drogarias facilita a fidelização e estimula a compra de outros produtos, por isso deve ser preservada. “O delivery é fundamentalmente uma ferramenta para a expansão das vendas e que, eventualmente, também será desfrutado pela clientela tradicional”.

Para que esses resultados apareçam são necessárias atenção especial para a estratégia de divulgação e, principalmente, para a qualificação da mão-de-obra. “Os atendentes, o farmacêutico e a eficiência da entrega, têm papel fundamental, pois é por meio deles que o consumidor vai avaliar o serviço. Ao mesmo tempo é essencial identificar qual o público que a drogaria deseja agregar e preparar uma divulgação específica para essas pessoas”, diz Danieli.

A diretora da Injoy Blend esclarece que essa preocupação não deve ser de exclusividade das grandes empresas. “Pelo contrário, as grandes redes já têm serviços estruturados e foram responsáveis por essa mudança de hábito de consumo. Agora é o momento das pequenas e médias se adequarem, pois elas ainda têm uma grande parcela de mercado para atender”.

Porém, explica Danieli, é fundamental o planejamento. “Antes de iniciar o projeto é preciso um plano de negócios com metas bem claras e que leve em conta a área de atuação, tecnologias empregadas, necessidade de contratação de novos funcionários, revisão da tabela de preços, forma de pagamentos e o incremento projetado para o negócio”, diz. E o ideal, segundo ela, é começar da maneira “mais prudente”, principalmente considerando que as margens de lucro são baixas. É preciso levar em consideração que esse tipo de serviço estimula venda no cartão de crédito que previne a inadimplência, mas compromete a margem por conta das taxas do cartão. “Mas com objetivos bem definidos e organização é possível obter bons resultados e manter-se competitivo, agregando serviço e fidelizando clientes”, finaliza Danieli.

Colgate-Palmolive teve lucro líquido de US$ 622 milhões entre abril e junho

A Colgate-Palmolive teve lucro líquido de US$ 622 milhões entre abril e junho, ou US$ 1,26 diluído por ação, superando em 3,15% os US$ 603 milhões, ou US$ 1,17 diluído por ação, de mesmo trimestre de 2010. As vendas líquidas somaram US$ 4,185 bilhões, com ampliação de 9,7% em relação aos US$ 3,814 bilhões do segundo trimestre do ano anterior.

Ao apresentar seu balanço, a fabricante de produtos de higiene recordou que completou a compra da marca de cuidados pessoais Sanex da Unilever por 672 milhões de euros. Em conexão com essa aquisição, a Colgate acertou a venda de suas marcas de sabão em pó na Colômbia para a Unilever por US$ 215 milhões, resultando em um ganho depois de impostos da ordem de US$ 130 milhões.


Fonte: Valor Econômico