sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Sanofi-aventis reduz lucro trimestral


A sanofi-aventis registou uma quebra nos lucros do quarto trimestre de 2010, embora tenha registado um incremento nos resultados líquidos do conjunto do exercício, avança o Diário Digital.

O resultado trimestral desceu 9,7%, face a igual período de 2009, para se situar nos 1,84 mil M€, reflectindo menos vendas de vacinas para a gripe A (H1N1).

No conjunto do ano, o lucro do laboratório farmacêutico ascendeu a 9,21 mil milhões, mais 2,6% do que em 2009. Já o volume de negócios, que desceu 5,9% no trimestre, terminou o ano a descer 0,8% e a cifrar-se nos 30,38 mil milhões de euros.

Hypermarcas cassa liminar obtida pela Cremer


A Hypermarcas informou ontem que conseguiu suspender a liminar obtida pela Cremer, fabricante de produtos médicos de Santa Catarina. A liminar previa que a Mabesa, controlada pela Hypermarcas, retirasse do mercado produtos licenciados com a marca Cremer, assim como também deixasse de divulgar a marca no site da Mabesa. O Valor tentou acessar o site nos últimos dois dias, mas a página não estava disponível.

Em 1997, a Mabesa adquiriu a unidade de fabricação de fraldas descartáveis da Cremer em Blumenau (SC) e também passou a ter o direito de licenciar itens da marca, que incluem as linhas Cremer-Disney, Plim Plim, Puppet e Affective. Isso poderia ser feito se a Mabesa subordinasse o uso da marca a um manual de estilo da Cremer. Em agosto de 2010, a Hypermarcas adquiriu a Mabesa.

O problema é que, em novembro a Mabesa entrou com um pedido de registro da marca Cremer no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Mas a Cremer contestou a medida e deu entrada ao processo judicial, que resultou na liminar.

Jornalista: Adriana Mattos

Hypermarcas golpeia concorrentes e avança


Por que a Hypermarcas incomoda tanto? Entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010 a companhia fez importantes aquisições no setor farmacêutico que já respondem por cerca de 50% da receita do grupo, conhecido por ser uma máquina de compras que passa como um trator por cima de seus principais concorrentes para concluir seus negócios. A empresa é a vice-líder em genéricos no país e não esconde seus planos de se tornar líder no segmento farmacêutico.

Sua última tacada, a compra da Mantecorp, por R$ 2,5 bilhões, em dezembro, dos quais R$ 600 milhões em dinheiro e R$ 1,9 bilhão em ações, surpreendeu o mercado. O laboratório Aché, que já era apontado como o comprador da farmacêutica, foi atropelado pela Hypermarcas, que fechou o negócio aos 47 minutos do segundo tempo. Igual golpe tomou a Pfizer no último trimestre de 2009, quando a múlti americana estava nos últimos detalhes para levar a Neo Química, de Goiás. A Hypermarcas passou como um tufão e fechou a compra do laboratório nacional, considerado estratégico para o avanço do grupo nesse setor.



Como um trator, a entrada da Hypermarcas no setor ajudou a inflacionar os ativos farmacêuticos no país. A referência de aquisição por um ativo no exterior gira em torno de 12 a 14 vezes o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização na sigla em inglês) de uma companhia. A última aquisição do grupo, a Mantecorp, empurrou para 20 a 22 vezes o Ebtida. "A incorporação por ágio permite oferecer um valor maior pelo ativo", afirmou uma fonte. O fato é que as indústrias nacionais se tornaram caras, mas mesmo assim atraentes (ver reportagem abaixo). "Tudo é uma questão de dinheiro. A Hypermarcas levou porque ofereceu mais", disse.

Antes de adquirir a Neo Química por R$ 1,3 bilhão - metade em ações e outra parte em dinheiro -, a empresa controlava a DM e Farmasa, laboratórios de médio porte que permitiram ao grupo avançar no segmento de OTC (medicamento isento de prescrição médica). A Mantecorp projetou o grupo em remédios com prescrição médica.

Muitos questionam o modus operandi da companhia para fechar seus negócios. Mas o fato é que o grupo tem recebido forte apoio financeiro do BNDES nessas transações. Em outubro, a companhia emitiu cerca de R$ 1,1 bilhão em debêntures simples - a operação tem a garantia de compra total pelo BNDESPar, braço de participações do BNDES. O governo considera a Hypermarcas como consolidadora desse setor. E esse apoio do governo visa conter o avanço de múltis nesse segmento, considerado estratégico.

Também conta a favor a Hypermarcas estar listada na bolsa - o que permite maior acesso a capital e usar suas ações como moeda de troca. As ações do grupo registram queda de 18,9% em 12 meses, mas alta de 117,4% desde que foi à bolsa, em abril de 2008. Além disso, há o benefício do ágio das incorporações, o que a torna mais rápida e com maior poder de fogo. O ágio é a diferença entre o valor contábil de incorporação de uma companhia e o montante efetivamente desembolsado na aquisição. Por lei, se uma empresa paga por outra um montante superior a seu valor contábil, pode amortizar essa diferença no prazo de cinco a dez anos. Ao fazer isso, a empresa reduz seu lucro tributável, que é a base de contribuição do imposto, e acaba pagando menos ao Fisco.

"É uma operação legal usada por várias companhias", disse uma fonte do mercado financeiro, lembrando que esse mecanismo foi criado na época das grandes privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. "Nos últimos três anos, havia uma ameaça de que esse mecanismo seria extinto, o que provocou uma corrida dos grupos em fechar seus negócios antes da virada do ano."

Em entrevista ao Valor, Claudio Bergamo, principal executivo da Hypermarcas, afirmou que a companhia é uma "obstinada em entregar tudo o que promete, desde abril de 2008", quando foi à bolsa. "O nosso plano estratégico sempre foi transparente. Somos consolidadores." Ele acrescentou que o setor está se consolidando e que poucos grupos sobreviverão. "Temos uma estrutura de capital flexível, com ações que podemos usar como moeda de troca."

Bergamo garantiu que nenhuma aquisição foi feita por acaso. "Estudamos esse setor a fundo e tínhamos todas as referências das companhias que adquirimos muito tempo antes de fecharmos os negócios."

O próximo desafio do grupo - o que também espera o governo - é avançar em pesquisa e desenvolvimento (P&D), investimento pouco comum entre as farmacêuticas nacionais. Hoje, de 1% a 1,5% do faturamento da companhia é voltado para inovação. A meta da companhia é aumentar esse percentual. Mas o caminho não deverá seguir o desenvolvimento de novas moléculas, como fazem as gigantes globais - cujos gastos em P&D ficam entre 10% e 20% da receita anual dessas empresas.

O grupo não prevê, por enquanto, expansão no exterior. "Entendemos que há oportunidades para crescermos aqui", disse Bergamo. Neste semestre, a companhia deverá consolidar as recentes aquisições antes de partir para nova empreitada. Mas pelo sim, pelo não, continua olhando oportunidades no mercado.

Novartis: Sandoz tem 10 biossimilares em desenvolvimento


A Sandoz, unidade de genéricos da Novartis, está a desenvolver entre oito e 10 novas moléculas biossimilares para cimentar a sua posição como principal fabricante de versões genéricas de medicamentos biotecnológicos caros, disse o director da unidade ao jornal alemão Handelsblatt, de acordo com a agência Reuters.

Os candidatos a fármacos estão em estágios variados de desenvolvimento, adiantou o responsável da Sandoz, Jeff George.

Com três biossimilares no mercado, a empresa suíça tem uma posição de liderança na indústria e os concorrentes mais pequenos vão ter de lutar para manter-se no mercado, devido aos custos de investigação e desenvolvimento, acrescentou.

Os custos de desenvolvimento de uma única molécula variam entre os 50 e os 200 milhões de dólares ou mais, adiantou George.

Teva na liderança dos genéricos


A gigante de genéricos Teva teve um ano de forte crescimento em 2010, graças à aquisição da Ratiopharm, a expirações de patentes de medicamentos de grande sucesso, e ao sucesso do seu fármaco protegido por patente Copaxone®, escreve o site InPharm.



A empresa, sediada em Israel, já era a maior empresa mundial de genéricos, mas a aquisição da Ratiopharm em Março passado, por cerca de 5 mil milhões de dólares, ajudou a consolidar a sua situação.



A Teva também viu as suas vendas aumentarem à medida que explorou a expiração de patentes de vários dos medicamentos mais vendidos nos mercados globais, incluindo o Effexor XR® (venlafaxina) e o Respules Pulmicort® (budesonida).



A companhia também tem alguns produtos próprios protegidos por patentes, sendo o principal o tratamento para a esclerose múltipla Copaxone®, cujas vendas aumentaram até 17% em relação ao ano anterior, para 3,3 mil milhões de dólares.



"2010 foi um ano óptimo para Teva, um ano em que apresentámos resultados recordes em todas as nossas regiões, reforçando e ampliando a nossa liderança mundial", disse Shlomo Yanai, presidente e CEO da Teva.



"Em 2010, a Teva tornou-se líder de genéricos na Europa e reforçou a sua presença nos principais mercados emergentes. Este também foi um ano fantástico para o nosso negócio de marca, onde fizemos um excelente progresso no desenvolvimento de uma pipeline robusta e promissora de produtos de marca".



A Teva diz ter actualmente 206 pedidos para novos produtos a aguardar aprovação final da FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA), sendo que a grande maioria são genéricos. Segundo a companhia, o valor colectivo dos produtos de marca, abrangidos por estes pedidos nos EUA, tiveram vendas anuais acima dos 121 mil milhões de dólares.



As vendas da companhia na Europa aumentaram 21% em relação a 2009, atingindo os 3,9 mil milhões de dólares, devido principalmente à consolidação dos resultados da Ratiopharm. Em termos de moeda local, as vendas na Europa cresceram cerca de 26% em relação a 2009. Este aumento nas vendas resultou de fortes vendas de genéricos em toda a região (sobretudo na Alemanha, Espanha, Itália, Polónia e França), bem como do aumento das vendas do Copaxone®.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Neo Decapeptyl fortalece portfólio do Aché em oncologia


Indicado para o tratamento de câncer da próstata, endometriose, leiomiomas uterinos sintomáticos e puberdade precoce, Neo Decapeptyl (embonato de triptorrelina) retorna ao mercado em fevereiro. Com uso intramuscular em adultos e crianças, o medicamento é apresentado em frasco-ampola com microgrânulos liofilizados e ampola diluente para formar suspensão injetável.



A volta de Neo Decapeptyl é mais uma estratégia do Aché para fortalecer seu portfólio em Oncologia. “A empresa busca crescer neste segmento. Prova disso é o investimento na criação de força de vendas especializada em Oncologia e projetos junto às Sociedades Médicas”, afirma Rosangela Alcatrão, gerente de Grupo de Produtos Oncologia do Aché.



“O medicamento será comercializado por distribuidores especializados de todo o País. Também participaremos de licitações para oferecer o produto na rede pública de Saúde”, explica Vanessa Paloma Saito, responsável pelo lançamento. O produto é fabricado pelo laboratório suíço Debio Recherche Pharmaceutique e possui larga utilização na Europa e Estados Unidos.



Neo Decapeptyl

Princípio ativo: embonato de triptorrelina

Apresentação: frasco-ampola (microgrânulos liofilizados)

Indicação: tratamento de câncer da próstata com metástases; puberdade precoce (meninas até 8 anos e meninos até 10 anos; endometriose de localização genital e extra genital; leiomiomas uterinos sintomáticos; em técnicas de reprodução assistida.

Registro MS: 1.0573.0120

CAC Aché: 0800-701-6900



Sobre o Aché Laboratórios

O Aché é uma empresa 100% brasileira, com mais de 40 anos de atuação no mercado farmacêutico. Conta com dois complexos industriais, um em sua sede, em Guarulhos (SP), e outro em São Paulo (SP), cerca de 3,5 mil colaboradores e uma das maiores forças de vendas do segmento no Brasil. Para atender às necessidades dos profissionais de saúde e consumidores, o Aché oferece um portfólio diversificado com mais de 250 marcas em 600 apresentações de medicamentos sob prescrição, genéricos e MIP (isentos de prescrição). No mercado internacional, exporta para 11 países da América do Norte, América Latina e África. Em 2009, o Aché registrou receita operacional bruta de mais R$ 2,1 bilhões.



Informações para imprensa
CDI Comunicação Corporativa
Thiago Coletti (11) 3817-7915 – thiago@cdicom.com.br
Cláudia Santos (11) 3817-7925 – claudia@cdicom.com.br

Brasileiro consumiu R$ 6,2 bi em genéricos em 2010


Um em cada cinco medicamentos comercializados no Brasil no ano passado era genérico. As vendas desse tipo de produto passaram dos R$ 6,2 bilhões, o que representa um crescimento de 37,7% entre 2009 e 2010. Esse número é o maior desde 2002, segundo o balanço divulgado pelo IMS Health, instituto que audita o desempenho da indústria farmacêutica no Brasil e no mundo.



De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (8), em 2009, o brasileiro consumiu R$ 4,5 bilhões de medicamentos genéricos. Entre 2009 e o ano passado, o total de unidades de remédios vendidos passou de 330,9 milhões para 444,3 milhões.

Esse crescimento foi quase o dobro da evolução apresentada pelo mercado farmacêutico total, na avaliação de Odnir Finotti, presidente executivo da Pró Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).

Ele aponta que os motivos que levaram a este aumento foram o crescimento da economia, o aumento da renda da população e a entrada de novos produtos no mercado.

- Novos consumidores passaram a comprar medicamentos por conta do aumento da renda e os genéricos são a porta de entrada do mercado farmacêutico. Além disso, a entrada de drogas importantes no segmento também naturalmente amplia nosso mercado.

No ano passado, o conjunto da indústria farmacêutica brasileira (que inclui os produtos de marca) comercializou 2,068 bilhões de unidades de medicamentos no período contra 1,769 bilhão em 2009, o que representa alta de 16,9%.

Na análise de participação de mercado, esse tipo de remédio fechou 2010 com 21,3%. Isso significa que mais de 1 em cada 5 produtos eram genéricos. No fim de 2009, esse percentual estava em 18,7%.

Finotti diz que medidas como o Farmácia Popular, programa do governo que distribui remédios a preços menores, também ajudaram a elevar as vendas.

- Os genéricos se constituem em importante ferramenta para viabilização do programa, especialmente os destinados ao tratamento de doenças crônicas como o diabetes, a hipertensão arterial e o controle do colesterol.


Funciona assim: remédios que custariam R$ 100 em farmácias comuns podem ser encontrados por R$ 10 no Farmácia Popular. O desconto é de 90%. Nesse caso, o governo é quem paga o preço integral dos remédios por meio de subsídios.



O genérico é similar aos medicamentos de referência (os de marca). Ambos têm em comum o princípio ativo (o elemento ou efeito que define para quê serve aquele remédio), mas o genérico é mais barato.

Pesa menos no bolso

Estudo da Pró Genéricos mostrou que desde que foram criados, em 2001, os genéricos promoveram uma economia R$ 18 bilhões aos consumidores.

A associação diz que, para 2011, a projeção é de que o mercado deverá crescer 25%, devido à chegada de produtos como a Valsartana, um dos anti-hipertensivos mais comercializados no país, com mercado que supera os R$ 400 milhões ao ano.

- Essas drogas dinamizam o mercado de genéricos que, por sua vez, ampliam o consumo da substancia em até 6 vezes, como ocorreu no caso do Sildenafil [Viagra] e da Atorvastatina [Lipitor] em 2010.