quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mantecorp lança analgésico e antitérmico à base de paracetamol com a marca Pratium


O mercado de antitérmicos e analgésicos faturou R$ 1,35 bilhões no Brasil, segundo dados da consultoria IMS Health. Com o Pratium, a brasileira Mantecorp passa a contar em seu portfólio com um medicamento à base de paracetamol, substância responsável por um terço das prescrições para o tratamento de sintomas como febres e dores e que representa cerca de um quarto das vendas neste segmento de negócios.

Anvisa decidirá nesta segunda ( 27 ) sobre futuro do Avandia no mercado.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidirá em reunião na próxima segunda-feira, 27, sobre a manutenção no mercado do medicamento contra diabete tipo 2 Avandia, após a resolução final da agência americana Food and Drug Administration (FDA), que autorizou a permanência do produto nas farmácias desde que informe em novas etiquetas os possíveis riscos de ataques cardíacos.



A Anvisa informa que está em fase de conclusão da análise e que sua diretoria colegiada, formada por quatro diretores, fará uma votação sobre o tema na segunda-feira. Segundo a assessoria da agência, a decisão da FDA e a retirada do remédio na União Europeia não serão determinantes na avaliação, mas certamente devem pesar.


Entre as possibilidades a ser adotadas, estão desde alertas nos medicamentos até a retirada de lotes. "Estamos adotando um procedimento bastante criterioso para não colocar a população em risco", afirma a assessoria.


A Anvisa acompanha de perto essa discussão desde 2007 e já determinou alteração da bula do remédio no Brasil para alertar que pacientes cardíacos são contraindicados a usá-lo. Além disso, médicos foram orientados a informar os pacientes diabéticos sobre os possíveis riscos do medicamento de tarja vermelha.


O assunto também foi discutido pela Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), conselho que reúne pesquisadores, universidades, farmacêuticos e químicos, entre outros profissionais.


Fonte: Estadão

Justiça mantém venda de produtosde conveniência nas farmácias


Os produtos de conveniência, como água, refrigerante, biscoitos, barras de cereal, filmes fotográficos, entre outros, e a prestação de serviços (pintura de cabelo, maquiagem, e pagamento de contas) podem continuar a ser vendidos normalmente nas farmácias e drogarias de todo o país.

A decisão unânime da Corte Especial, o órgão máximo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é de 29 de junho, mas só foi publicada nesta semana. O STJ julgou liminar impetrada pela Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), que representa as maiores empresas de setor, e manteve os entendimentos anteriores do então vice-presidente do órgão, ministro Ari Pargendler, e da 5ª Vara Federal de Brasília. Ainda cabe recurso.

No entanto, pelo menos momentaneamente, o STJ põe fim a uma verdadeira guerra judicial entre os estabelecimentos do setor e o órgão regulador, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Disputa iniciada em agosto de 2009, quando a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44/2009 e as Instruções Normativas 9 e 10, instituindo novas regras para o comércio de medicamentos no Brasil.

Desde então, leis estaduais, como a 18.679, sancionada em Minas Gerais no final do ano passado, e liminares conquistadas pelos farmacêuticos vinham permitindo a venda dos não medicamentos nas farmácias.

A decisão do STJ pacifica o assunto, confirmando que as farmácias não precisam seguir a lista de produtos publicada pela Agência, que restringia as atividades dos estabelecimentos em todo o país apenas ao segmento de saúde. Conforme o acórdão, o órgão reconhece que a discussão se dá no campo da legalidade ou não das medidas da Anvisa e cita a legislação vigente em diversos Estados, que deve ser respeitada.

Remédio sem receita continua atrás do balcão

A Justiça, no entanto, preserva o parecer anterior e a determinação da Anvisa, na mesma portaria, de que os medicamentos isentos de receita médica para comercialização têm que ficar atrás do balcão, fora do alcance do consumidor. É o caso de sprays nasais, analgésicos, antitérmicos, entre outros.

Conforme o parecer judicial para justificar a decisão, não há medicamento sem efeitos colaterais, e alguns podem ser graves. “A automedicação, por isso, é perigosa”, especifica a argumentação dos membros do STJ.

Para o presidente da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto, o resultado do julgamento é uma vitória do consumidor.

- Ele poderá ter uma farmácia realmente adequada às suas necessidades, assim como acontece nos Estados Unidos e em países da Europa.

Os comerciantes também se livram de um prejuízo estimado em cerca de 25% de seu faturamento, que é o ganho estimado pelo setor para a venda de não remédios nas farmácias e drogarias. A Anvisa ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Fonte: R7

Anvisa vai notificar laboratório MSD por ter tirado anticoncepcional Nuvaring do mercado


A Anvisa vai notificar o laboratório MSD por ter tirado do mercado o medicamento Nuvaring, anticoncepcional em formato de anel vaginal.

Segundo a agência, a empresa cometeu uma infração sanitária por não ter informado sobre o problema que causou a interrupção da produção.

De acordo com o laboratório, no fim de agosto, o controle de qualidade da empresa encontrou um erro na bula e decidiu suspender alguns lotes para fazer a correção.

"Foi uma decisão que levou em conta a segurança do paciente. Era um erro de informação que poderia confundir as pessoas. Não tem nenhuma relação com a segurança do medicamento", diz o diretor de comunicação corporativa e assuntos governamentais da MSD, João Sanches.

A bula errada indicaria uma dosagem maior do que a real.

"Pensamos que os estoques das farmácias aguentariam até que novas bulas fossem feitas", acrescenta. Os lotes corrigidos devem chegar no mercado na primeira quinzena de outubro.
Para a Anvisa, esse tipo de decisão não pode ser tomada pela empresa. A agência deveria ter sido comunicada para avaliar o caso e decidir o que fazer.

O laboratório deve ser notificado ainda hoje (quinta-feira) e está sujeito a sofrer penalidade.

Fonte: Folha on line

Bristol dispara estratégia no país para produto contra melanoma


Bristol adquire dez companhias para desenvolver biomedicamentos

O ipilimumabe foi desenvolvido pela Medarex, empresa americana
especializada em biológicos para oncologia e imunologia adquirida pela Bristol em 2009 por US$ 2,3 bilhões. Será o segundo medicamento biológico lançado pela Bristol no Brasil. O primeiro, o abatacepte, chegou
ao mercado no final de 2007 com o nome comercial de Orencia e é dedicado a pacientes que sofrem de atrite reumatóide. As vendas no país em 2009 foram de US$ 10 milhões. A empresa avalia que este faturamento poderá crescer substancialmente se o governo o incluir em sua lista de aquisições de medicamentos de alta complexidade, o que
poderá ocorrer em 2011. Rubens Paulella relata que, entre 2012 e 2013, chegará ao mercado o belatacepte que terá a finalidade de reduzir a rejeição de órgãos sólidos como rim e fígado transplantados. ?Estamos nos posicionando como um dos líderes globais em biotecnologia
e estes três produtos formam nossa ponta de lança neste segmento de mercado?, diz o executivo. A estratégia global da companhia em biofarma, batizada de ?colar de pérolas?, envolveu a aquisição nos últimos anos de dez companhias que hoje trabalham em conjunto no desenvolvimento
de drogas para tratar doenças de alta complexidade, como alzheimer, câncer, diabetes e doenças tromboembólicas .
GLOBAL
US$ 18,8 bi foi o faturamento global da americana Bristol em 2009.
Deste total, US$ 4,4 bilhões já tiveram origem nos negócios com biofármacos.
LOCAL
R$ 393 mi foi a receita no Brasil no último ano. O único medicamento
biológico comercializado no país, o Orencia, utilizado no tratamento
de atrite reumatóide, gerou receita de R$ 17,2 milhões.
IPILIMUMABE
US$ 9 bi é a expectativa da Bristol de receita global nos próximos cinco
anos com o novo medicamento. No Brasil, a empresa espera
faturar por ano R$ 34,4 milhões.
PESQUISA
US$ 3,6 bi é o investimento anual da companhia em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. No Brasil, R$ 42,5 milhões foram investidos em pesquisa clínica em 2009.

Fonte: Brasil Econômico

Publicados dados que revelam interacção entre clopidogrel e omeprazol

Os estudos de farmacocinética/ dinâmicos, que contribuíram para a decisão da FDA (entidade que controla o medicamento nos EUA) de pedir um aviso de saúde pública sobre a interacção entre o clopidogrel e o omeprazol foram publicados, avança o site theheart.org.

Os dados, publicados online a 15 de Setembro de 2010 na Clinical Pharmacology and Therapeutics, compostos por quatro estudos de crossover randomizados em voluntários saudáveis, mostram uma interacção significativa entre o clopidogrel e o omeprazol no montante do metabólito activo clopidogrel formado e o grau de agregação plaquetária. Esta interacção não foi atenuada pelo escalonamento das doses das duas drogas, ou aumentando a dose de clopidogrel. No entanto, o pantoprazol revelou ter muito menos interacção com o clopidogrel.

O autor principal, Dr. Dominick Angiolillo (University of Florida College of Medicine, Jacksonville) comentou: "Os nossos resultados sugerem que existe claramente uma interacção com o omeprazol que suporta o aviso. Pacientes que necessitam de alguma protecção gástrica quando tomam clopidogrel deverão, portanto, evitar o omeprazol, mas podem tomar pantoprazol ou um antagonista do receptor H2, como a ranitidina”.

O investigador acrescentou: "Precisamos de pensar com mais cuidado sobre se um paciente a tomar clopidogrel realmente precisa de alguma protecção gástrica antes de prescrever qualquer agente. Mas se o fizerem, os nossos dados devem tranquilizar os médicos de que há um pantoprazol que pode ser usado com segurança".

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Procter & Gamble compra patentes mundiais para acelerar lançamentos


Células-tronco como base para cosméticos que evitam a queda de cabelos ou que rejuvenescem a pele. Polímeros renováveis para fabricação de adesivos e materiais absorventes. Uma nova mistura de zinco com alumínio para uma bateria alcalina de baixo custo. Essas são algumas das inovações que a Procter & Gamble busca pelo mundo e começa a procurar com mais atenção no Brasil. A empresa lançou ontem uma versão em português do seu programa global de inovação aberta - em vez de desenvolver tecnologias em sigilo nos seus laboratórios, a companhia busca parcerias com atuação na mesma área. O objetivo é acelerar o lançamento de produtos.
"Percebemos que para conseguir mais parcerias precisávamos falar os idiomas das empresas", afirmou o diretor global de desenvolvimento de negócios da Procter & Gamble, Chris Thoen.

A conclusão foi tirada após uma experiência com a China abaixo das expectativas da companhia. A multinacional criou há três anos e meio um portal, em inglês, no qual anuncia as inovações que busca e empresas publicam as tecnologias de que dispõem para negociar. A multinacional registrou milhares de ideias inovadoras e apenas 60 propostas de empresas chinesas em dois anos e meio. Do Brasil, foram recebidas cinco propostas. "O resultado estava claramente fora do padrão", avaliou Thoen.

A companhia decidiu criar versões em chinês, japonês, espanhol e agora, português, para atrair empresas dos principais polos de inovação do mundo. Segundo Thoen, o site em chinês, criado há nove meses, gerou oferta de tecnologias 300% maior.

No mundo, a Procter & Gamble recebe em média 20 mil propostas de inovação por ano no portal em inglês. Desse total, aproximadamente 8% são aproveitados pela companhia em novos produtos. Atualmente, diz Thoen, a empresa mantém mil contratos de parceria com 400 empresas no mundo.

"Pelo sistema de inovação aberta já encontramos soluções para 75% das inovações que buscávamos", diz Thoen. A companhia é detentora de aproximadamente 35 mil patentes, mas não informa quantas delas foram obtidas a partir desse programa de inovação aberta.

A Procter & Gamble também não informa quanto investe no Brasil em pesquisa. No mundo, gasta em torno de US$ 350 milhões por ano em pesquisa e desenvolvimento e mantém 14 mil pesquisadores que desenvolvem produtos em 35 centros. Há dez anos, a Procter & Gamble adotou a inovação aberta para acelerar o lançamento de produtos. Outros grupos, como Natura, Embraer, IBM, também mantêm programas de inovação aberta.

No caso da Procter & Gamble, o percentual de produtos com tecnologias de terceiros passou de 10% do portfólio para 50% nos últimos cinco anos. "As empresas de inovação instaladas no Brasil podem contribuir mais para o desenvolvimento de produtos", afirmou o presidente da Procter & Gamble no Brasil, Tarek Farahat.

Algumas tecnologias da companhia foram desenvolvidas em parceria com empresas brasileiras. Uma delas é um sistema que permite empacotar 57% mais unidades de sabão em pó Ace, com redução no custo de 15% em relação ao sistema convencional. As embalagens e equipamentos foram desenvolvidos pela Masipack.

Outra tecnologia brasileira que será adotada pela multinacional em todo o mundo a partir de 2011 é o plástico polietileno de alta densidade, feito à base de cana-de-açúcar e desenvolvido pela Braskem. "Em pesquisas ficou comprovado que as consumidoras dessas linhas também se preocupam com a sustentabilidade ambiental", afirmou Farahat. O material será usado nas embalagens das linhas Pantene Pro-V, Covergirl e Max Factor.

Fonte: Valor Econômico