segunda-feira, 11 de julho de 2011

Antidepressivos na gravidez aumentam risco de autismo na criança


Segundo um novo estudo, crianças cujas mães tomam Zoloft, Prozac, e outros antidepressivos similares durante a gravidez são duas vezes mais propensas a desenvolver autismo ou um distúrbio relacionado.
Essa classe de antidepressivos, conhecidos como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), pode ser especialmente perigosa no início da gravidez: crianças expostas às drogas durante o primeiro trimestre tinham quase quatro vezes mais chances de desenvolver um distúrbio do espectro do autismo.
O estudo incluiu menos de 300 crianças diagnosticadas com autismo ou doenças relacionadas. Usando um banco de dados de um hospital que inclui mais de 3,2 milhões de pessoas, a equipe identificou 298 crianças com a condição que nasceram entre 1995 e meados de 1999, e as compararam com 1.507 crianças sem autismo que tinham mais ou menos a mesma idade e nasceram no mesmo hospital.
Em seguida, os cientistas checaram se suas mães, no ano antes do nascimento, preencheram prescrições para um ISRS, incluindo Prozac, Zoloft, Luvox, Celexa, e Paxil (ou suas versões genéricas). Os pesquisadores não puderam confirmar se as mães realmente tomaram a medicação, no entanto.
20 das crianças com austimo (ou 6,7%) foram expostas a ISRS no útero, comparativamente com 50 (3,3%) das crianças no grupo de controle. Depois de levar em conta outros fatores que poderiam afetar tanto o risco de autismo quanto o uso de ISRS (tais como a idade da mãe, etnia e histórico de depressão ou outras doenças mentais), os pesquisadores descobriram que a exposição às drogas no útero aumenta o risco de diagnóstico de autismo em 2,2 vezes, enquanto no primeiro trimestre a exposição ao risco aumenta 3,8 vezes.
Cerca de 12% das mães cujos filhos tinham autismo foram diagnosticadas com depressão ou outro distúrbio mental. Pesquisas anteriores já haviam descoberto um maior risco de autismo nos filhos de mães com transtornos mentais, mas o novo estudo não encontrou tal relação em mães que não tomaram ISRSs.
Os pesquisadores alertam que essa é a primeira pesquisa sobre o assunto, e não prova que tomar ISRS durante a gravidez causa diretamente a condição. Os resultados precisam ser confirmados em estudos maiores, e as mulheres não devem se guiar por essas informações ainda.
Segundo os médicos, deficiência mental materna durante a gravidez é um grave problema de saúde pública. Não tratar não é uma opção. Enquanto algumas crianças podem estar em risco por causa de uma exposição à ISRS, muitas mães e seus filhos se beneficiarão.
Depressão não tratada durante a gravidez carrega seus próprios riscos, tais como nascimento prematuro e problemas de crescimento. Os riscos potenciais para a criança tem que ser equilibrados com o risco da mãe não ser tratada. Os pesquisadores não querem que as pessoas parem de tomar antidepressivos por causa da nova associação: o correto é conversar com seus médicos sobre a relação risco-benefício.
Evidências de estudos anteriores sugerem que as pessoas com autismo têm anormalidades nos seus níveis e regulação de serotonina, uma substância química do cérebro envolvida no humor e vários outros processos biológicos. Os cientistas acreditam que os ISRSs aumentam a disponibilidade de serotonina no cérebro, uma vez que as drogas passam através da placenta, e poderiam influenciar o desenvolvimento de um bebê.
Em estudos com animais, as mudanças nos níveis de serotonina durante a gravidez tiveram grandes efeitos no desenvolvimento do feto e da prole. Se houver efeitos similares em seres humanos, dizem os pesquisadores, eles podem variar dependendo da composição genética de uma criança.
A grande maioria das crianças do estudo que foram expostas a ISRSs no útero não desenvolveu autismo. Há muitas crianças que sofrem exposição pré-natal a ISRS e que são resistentes: o próximo passo da pesquisa é descobrir quem está em risco e quem não está.
A Administração de Drogas e Alimentos americana diz que, quando administradas em altas doses, drogas dessa categoria têm sido relacionadas com defeitos de nascimento em estudos com animais. Não ficou provado se elas são seguras ou inseguras em seres humanos, mas as grávidas devem usá-las apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.
Sim, estudos com animais fornecem fortes evidências de que a exposição a altos níveis de serotonina no útero produz comportamentos autistas e mudanças na estrutura do cérebro. Como há poucos estudos realizados em humanos, os cientistas acreditam que a coisa mais sensata a se fazer é estar ciente dos riscos e pensar duas vezes antes de tomar tais drogas durante a gravidez.[CNN]

Chá verde diminui o colesterol, embora não muito


Segundo um estudo chinês, beber chá verde parece diminuir o “mau” colesterol. A descoberta pode explicar porque a bebida já foi associada a um menor risco de doenças cardíacas, principal causa de morte em todo o mundo.
O novo estudo analisou os resultados de 14 pesquisas anteriores. Em cada uma delas, os pesquisadores dividiram aleatoriamente os participantes em dois grupos: um que bebeu chá verde ou tomou um extrato por períodos que variam de três semanas a três meses, e um que tomou uma bebida inativa.
Em média, aqueles que receberam chá verde terminaram com níveis de colesterol totais 7,2 miligramas por decilitro (mg /dL) menores do que o grupo de comparação. O colesterol “mau”, ou LDL, caiu 2,2 mg/dL, diminuição de pouco menos de 2%. Não houve diferença nos níveis de colesterol “bom”, ou HDL.
Segundo os pesquisadores, os efeitos de redução do colesterol do chá verde podem ser devidos a produtos químicos conhecidos como catequinas, que diminuem a absorção do colesterol no intestino.
No Reino Unido e em outros cantos do planeta, é comum para as pessoas beberem chá. Já na América, poucas pessoas têm esse hábito. Assim, incentivar o consumo da bebida poderia ter benefícios significativos para a saúde global da população.
Ainda assim, especialistas advertem que o chá verde não deve ser usado como medicamento para o colesterol elevado, pois o efeito encontrado no estudo chinês foi pequeno. Ou seja, a ingestão da bebida não deve ser recomendada no lugar de remédios bem comprovados de redução do colesterol.
Também, alguns pesquisadores têm levantado preocupações sobre possíveis efeitos adversos do consumo pesado de chá verde ou seu extrato. Por exemplo, uma dúzia de relatórios indica que a bebida produz danos no fígado, e também pode interagir com certos medicamentos para reduzir a sua eficácia.
Ainda assim, os cientistas acreditam que doses menores do chá poderiam ser um componente útil de uma dieta saudável para o coração, com benefícios que podem ir além de seu efeito sobre o colesterol.[Reuters]

Astellas vai comercializar Caduet® da Pfizer no Japão


A Pfizer e a Astellas anunciaram sexta-feira uma alteração no seu acordo de co-comercialização no mercado japonês para o fármaco para a hipertensão Caduet® (amlodipina/atorvastatina), devido aos direitos de distribuição exclusiva no país a partir de Outubro. A Astellas vai agora registar vendas actualmente registadas pela Pfizer, a titular dos direitos de comercialização no Japão. A Astellas disse que o efeito da alteração do acordo na sua previsão financeira para o corrente ano "será irrelevante", avança o site FirstWord.

Em Janeiro, a Pfizer resolveu uma disputa de patentes nos EUA, permitindo à Mylan começar a comercializar uma versão genérica do Caduet® a partir de 30 de Novembro ou mais cedo em determinadas circunstâncias.

Eli Lilly, Amylin e Alkermes apresentam resultados de ensaio com Bydureon®

A Eli Lilly, a Amylin e a Alkermes anunciaram que num estudo concebido para satisfazer um pedido da FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) sobre o fármaco para a diabetes tipo 2 Bydureon® (exenatida de liberação prolongada), a exenatida não afectou o ritmo cardíaco em pessoas saudáveis. As empresas planeiam incluir os resultados numa reapresentação do pedido de comercialização para o Bydureon®® no terceiro trimestre, avança o site FirstWord.

No ano passado, a FDA emitiu uma carta de resposta completa a respeito de um pedido para o Bydureon®, solicitando mais dados sobre o efeito do fármaco na frequência cardíaca dos doentes. No estudo, cerca de 75 pessoas saudáveis foram aleatoriamente seleccionadas para receber exenatida na concentração terapêutica ou superior ou placebo. As empresas avançaram que o ensaio cumpriu o objectivo principal, demonstrando que a exenatida não prolonga o intervalo QT corrigido em indivíduos saudáveis, em qualquer dose. Além disso, o estudo não encontrou relação entre o intervalo QT corrigido e os níveis sanguíneos de exenatida. Dados completos do estudo serão apresentados numa próxima reunião científica.

O Bydureon® foi aprovado pelos órgãos reguladores na Europa em Junho para o tratamento de doentes com diabetes tipo 2, tornando-se o primeiro tratamento de uma dose semanal para esta doença aprovado no mercado.

Afinitor® da Novartis reúne objectivo primário em ensaio de fase final


A Novartis anunciou na sexta-feira que dados de um ensaio de fase III demonstram que o Afinitor® (everolimus) atingiu o objectivo primário de reduzir o tamanho de tumores não cancerosos do cérebro associados a esclerose tuberosa. A companhia avançou que o ensaio, que está a ser apresentado na International TSC Research Conference, é o maior até agora nesta população de doentes, escreve o site FirstWord.

O estudo aleatório EXIST-1 envolveu 117 doentes com astrocitoma subependimário de células gigantes (SEGA) associado com complexo esclerose tuberosa (TSC). Os resultados mostraram que 35% dos pacientes que receberam Afinitor® alcançaram uma redução de 50% ou mais no tamanho SEGA, em comparação a 0% dos doentes no grupo placebo, disse a empresa.
O investigador principal Sergiusz Jozwiak disse que "o estudo, que incluiu doentes com SEGA da infância à idade adulta, fornece evidências convincentes sobre o impacto do everolimus na redução do tamanho do SEGA".

Nos EUA, o Afinitor® está aprovado para tratar doentes com SEGA associado à esclerose tuberosa que necessitam de intervenção terapêutica, mas não são candidatos à ressecção cirúrgica curativa. Em Junho, o Comité de Medicamentos para Uso Humano da Agência Europeia de Medicamentos expressou uma opinião positiva sobre o uso do fármaco na UE, onde o produto seria comercializado como Votubia®, se aprovado. O medicamento já está aprovado para uso no tratamento de outras condições nos EUA e na UE.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

GlaxoSmithKline pede aprovação para o Votrient® na UE e EUA


A GlaxoSmithKline anunciou quarta-feira que apresentou pedidos de comercialização às entidades reguladoras da UE e dos EUA para o Votrient® (pazopanib) para o tratamento de doentes com sarcoma avançado dos tecidos moles, uma forma rara de cancro, avança o portal FirstWord.

O pedido à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) busca a aprovação do medicamento para doentes que receberam previamente quimioterapia ou que não são adequados para essa terapia, enquanto que o pedido à FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) procura pretende a aprovação do fármaco para doentes que tenham recebido quimioterapia anteriormente.

A GlaxoSmithKline disse que a fase e ensaios finais do fármaco no sarcoma de tecido mole excluiu doentes com sarcoma dos tecidos moles dos adipócitos ou tumor do estroma gastrointestinal.

O Votrient® recebeu aprovação condicional na Europa no ano passado como tratamento de primeira linha para doentes com carcinoma de células renais avançado, e foi autorizado para o mesmo uso nos EUA em 2009.

EMS recorrerá da proibição de venda de genérico anticolesterol


O laboratório nacional EMS vai interpor recurso para suspender liminar concedida pela 31ª Vara Cível de São Paulo ao laboratório AstraZeneca, que impede a companhia brasileira de comercializar no mercado doméstico o genérico da rosuvastatina, princípio ativo do Crestor, medicamento indicado para tratamento do colesterol.

A liminar concedida à AstraZeneca é contrária a todas as outras decisões envolvendo a rosuvastatina já proferidas pela Justiça do Estado de São Paulo em primeira e segunda instâncias (juízes e desembargadores). Também é contrária às decisões da Justiça Federal de Brasília e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Segundo comunicado do laboratório nacional, a EMS reconhece como seu direito legítimo produzir e comercializar esse medicamento, uma vez que foi desenvolvido sem nenhuma ofensa à patente ou direito de terceiros.

Entende ainda que os milhares de pacientes dependentes do produto em questão não devem ser penalizados em função da tentativa de um monopólio indevido desse mercado. Desde abril, os consumidores da rosuvastatina no Brasil estão comprando a versão genérica da EMS com pelo menos 35% de economia frente ao produto referência.


Fonte: Valor Econômico