O novo elixir da vida tem nome: rapamicina, uma droga apelidada de “para sempre jovem”.
O medicamento foi criado a partir de um produto químico encontrado no solo da Ilha de Páscoa, um dos lugares mais remotos da Terra que fica a 3.220 quilômetros ao largo da costa do Chile.
Os cientistas chegaram a essa droga quando a usaram em experimentos com crianças que sofrem de Síndrome de Hutchinson-Gilford (SHU), também chamada de progeria ou envelhecimento precoce, uma condição genética rara em que o envelhecimento é hiperacelerado e os pacientes morrem de “velhice” em torno dos 12 anos.
A SHU provoca um perigoso processo, pelo qual uma proteína chamada progerina se acumula em cada célula do corpo, levando-as a envelhecer prematuramente. A rapamicina limpa as células da progerina, eliminando os defeitos e deixando as células saudáveis.
Agora, os pesquisadores esperam começar a observar se a droga poderia ser usada mais amplamente, já que semelhanças entre SHU e o processo normal de envelhecimento foram descobertas.
A droga parece ser segura. A rapamicina já é utilizada para suprimir o sistema imunológico em transplantes de órgãos. Dimitri Krainc, um dos coautores do estudo, disse que mesmo uma pequena ativação do sistema (a “remoção de entulhos” que a droga provoca) estenderia a saúde e o tempo de vida de nossas células e órgãos.[Telegraph]
quarta-feira, 6 de julho de 2011
A “maconha” do nosso corpo é o que nos faz comer muita gordura
Você já deve ter ouvido falar que fumar maconha dá fome. E mais surpreendente nem é essa informação, mas sim o que um novo estudo descobriu: o fato de que, quando você começa a comer batata frita, não consegue parar porque os alimentos gordurosos acionam o organismo para produzir substâncias químicas muito parecidas com as encontradas na maconha.
Esses produtos químicos, chamados “endocanabinóides”, fazem parte de um ciclo que faz você continuar comendo porcarias sem parar.
Segundo os pesquisadores, a sinalização endocanabinóide no intestino tem um papel importante na regulação da nossa ingestão de gordura. O estudo descobriu que a gordura no intestino provoca a liberação de endocanabinóides no cérebro: e ele não é o único órgão que faz produtos químicos naturais parecidos com a maconha.
A pele humana também os produz. Canabinóides na pele podem desempenhar o mesmo papel que têm nas plantas: proteção oleosa contra o vento e o sol.
Os endocanabinóides também são conhecidos por influenciar o apetite e o paladar – o que explica a “larica” das pessoas quando fumam maconha.
No estudo, os pesquisadores equiparam ratos com tubos que drenam o conteúdo de seus estômagos. Esses tubos permitiram que os pesquisadores disessem se a gordura estava agindo sobre a língua ou no intestino.
Os ratos tomaram um milkshake saudável, uma solução de açúcar, um líquido rico em proteína chamado peptona, ou uma bebida rica em gordura feita de óleo de milho. Em seguida, os pesquisadores anestesiaram e dissecaram os ratos, rapidamente congelando seus órgãos para análise.
Açúcares e proteínas não afetaram a liberação de substâncias químicas naturais parecidas com a maconha, mas a gordura sim.
Os resultados mostram que a gordura sobre a língua dispara um sinal para o cérebro, que repassa uma mensagem até o intestino por meio de um feixe de nervos, que comanda a produção de endocanabinóides no intestino, que por sua vez acionam uma cascata de sinais com a mesma mensagem: comer, comer, comer!
Segundo os pesquisadores, no passado, essa mensagem foi útil para os mamíferos. Gorduras são cruciais para a sobrevivência, e elas eram difíceis de obter na dieta de mamíferos. No mundo de hoje, no entanto, onde há uma gama tão grande de junk food em cada esquina, o nosso amor evolutivo pela gordura é um tiro que sai pela culatra.
A boa notícia é que a descoberta pode ajudar os pesquisadores a desenvolver novas terapias. Bloqueando a recepção de sinais de endocanabinóides, os médicos podem ser capazes de quebrar o ciclo que leva as pessoas a comerem alimentos gordurosos em excesso.
Os cientistas alertam que bloquear os receptores endocanabinóides no cérebro também pode causar ansiedade e depressão, mas um medicamento projetado para atacar apenas o intestino pode não provocar tais efeitos colaterais negativos.[LiveScience]
Esses produtos químicos, chamados “endocanabinóides”, fazem parte de um ciclo que faz você continuar comendo porcarias sem parar.
Segundo os pesquisadores, a sinalização endocanabinóide no intestino tem um papel importante na regulação da nossa ingestão de gordura. O estudo descobriu que a gordura no intestino provoca a liberação de endocanabinóides no cérebro: e ele não é o único órgão que faz produtos químicos naturais parecidos com a maconha.
A pele humana também os produz. Canabinóides na pele podem desempenhar o mesmo papel que têm nas plantas: proteção oleosa contra o vento e o sol.
Os endocanabinóides também são conhecidos por influenciar o apetite e o paladar – o que explica a “larica” das pessoas quando fumam maconha.
No estudo, os pesquisadores equiparam ratos com tubos que drenam o conteúdo de seus estômagos. Esses tubos permitiram que os pesquisadores disessem se a gordura estava agindo sobre a língua ou no intestino.
Os ratos tomaram um milkshake saudável, uma solução de açúcar, um líquido rico em proteína chamado peptona, ou uma bebida rica em gordura feita de óleo de milho. Em seguida, os pesquisadores anestesiaram e dissecaram os ratos, rapidamente congelando seus órgãos para análise.
Açúcares e proteínas não afetaram a liberação de substâncias químicas naturais parecidas com a maconha, mas a gordura sim.
Os resultados mostram que a gordura sobre a língua dispara um sinal para o cérebro, que repassa uma mensagem até o intestino por meio de um feixe de nervos, que comanda a produção de endocanabinóides no intestino, que por sua vez acionam uma cascata de sinais com a mesma mensagem: comer, comer, comer!
Segundo os pesquisadores, no passado, essa mensagem foi útil para os mamíferos. Gorduras são cruciais para a sobrevivência, e elas eram difíceis de obter na dieta de mamíferos. No mundo de hoje, no entanto, onde há uma gama tão grande de junk food em cada esquina, o nosso amor evolutivo pela gordura é um tiro que sai pela culatra.
A boa notícia é que a descoberta pode ajudar os pesquisadores a desenvolver novas terapias. Bloqueando a recepção de sinais de endocanabinóides, os médicos podem ser capazes de quebrar o ciclo que leva as pessoas a comerem alimentos gordurosos em excesso.
Os cientistas alertam que bloquear os receptores endocanabinóides no cérebro também pode causar ansiedade e depressão, mas um medicamento projetado para atacar apenas o intestino pode não provocar tais efeitos colaterais negativos.[LiveScience]
Eli Lilly testa novos medicamentos

A farmacêutica Eli Lilly anunciou que terá pelo menos dez novas terapias em últimos testes até ao final do ano, avança a agência Bloomberg, citada pelo jornal económico OJE.
A Lilly tem 33 medicamentos no segundo e terceiro nível de ensaios clínicos, incluindo fármacos para o cancro, diabetes e doença de Alzheimer.
A companhia prevê conseguir receitas anuais de 20 mil milhões de dólares (13,8 mil milhões de euros) e 3 mil milhões de dólares (2,06 mil milhões de euros) de lucro líquido anual no período de 2011 a 2014.
GlaxoSmithKline vai colaborar com Agência Mundial Anti-Doping

A farmacêutica GlaxoSmithKline assinou um acordo com a Agência Mundial Anti-Doping (WADA) para ajudar os cientistas a desenvolver métodos de detecção precoce para as drogas que têm potencial para melhorar o desempenho no desporto, avança a agência Reuters.
A farmacêutica britânica fornecerá à WADA informações confidenciais sobre os medicamentos em fase inicial de desenvolvimento que podem ser utilizados em situação de abuso por atletas uma vez aprovados, sob os termos do acordo anunciado na segunda-feira e que abrange todas as drogas novas que estão a ser desenvolvidas pela GSK.
Desportos, incluindo ciclismo e atletismo, foram flagelados nos últimos anos por atletas de alto nível abusando de substâncias proibidas e usando as transfusões de sangue para aumentar a massa de células vermelhas do sangue para melhorar o fornecimento de oxigénio para o músculos.
"Há sempre o potencial para o uso ilegítimo de medicamentos por uma minoria de atletas que procuram vantagens no desporto", disse a GSK, acrescentando que iria rever todos os medicamentos para identificar substâncias com um risco provável ou elevado de abuso no desporto.
"Os cientistas vão procurar qualquer semelhança com as características farmacológicas das substâncias já existentes para melhorar o desempenho e avaliar como funcionam no corpo humano", disse a empresa.
Vendas da Bayer na Ásia-Pacífico crescem 8,8%

As vendas de produtos farmacêuticos da Bayer na região Ásia-Pacífico cresceram 8,8% no primeiro trimestre, em comparação com o período homólogo no ano passado, avançou o Channel News Asia na segunda-feira, de acordo com o site FirstWord. Andreas Fibig, presidente da unidade de medicamentos da companhia, disse que "está previsto que os chamados mercados farmacêuticos cresçam a uma taxa de 15 a 17% apenas em 2011. Portanto, vão desempenhar um papel fundamental na nossa estratégia de crescimento".
O crescimento das vendas da companhia na região beneficiou de um aumento de 27% da receita em Singapura, em 2010, em comparação com o ano anterior, tornando o mercado do país no segundo maior em termos de vendas na região. A farmacêutica prevê que as vendas no país aumentem em linha ou acima da taxa de crescimento do mercado, avança o Channel News Asia.
Em Março, o CEO da Bayer, Marijn Dekkers, disse que a empresa planeia dobrar as receitas nos mercados emergentes para cerca de 10 mil milhões de euros (14,5 mil milhões de dólares) até 2015, incluindo um aumento das vendas na China de 3 mil milhões de euros (4,4 mil milhões de dólares) para aproximadamente 6 mil milhões de euros (8,7 mil milhões de dólares).
WN&P : II Bolsa de Estudos Internacional em Neurologia recebe inscrições até 11/08

Com intuito de ampliar o conhecimento de jovens neurologistas brasileiros interessados em Esclerose Múltipla, a Merck Serono, uma Divisão da Merck – a mais antiga indústria química e farmacêutica –, promove em parceria com a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) a II Bolsa de Estudos Internacional Merck Serono – ABN. O concurso receberá inscrições de neurologistas com no mínimo três e no máximo 10 anos de formação interessados em desenvolver pesquisas básica, clínica e terapêutica relacionadas à patologia.
Ao selecionado será oferecida por um ano uma bolsa de estudos internacional em Barcelona, na Espanha. O local escolhido é o CEM-Cat – Centre d’Esclerosi Múltiple de Catalunya, do Hospital Vall’hebron, centro multidisciplinar e unificado considerado referência em pesquisa na área de neuroimunologia e esclerose múltipla que, desde 1996, recebe médicos de diferentes países para aprimoramento da formação profissional.
Para se inscrever é necessário estar registrado em um dos Conselhos Regionais de Medicina do Brasil. O candidato dever ter inglês fluente, comprovado por certificado de proficiência em língua inglesa, estar afiliado com a ABN e ter disponibilidade para cursar e completar a bolsa de estudos durante um ano. Apenas um candidato será selecionado para utilizar o benefício em 2012, participando de estágio nas áreas de clínica, diagnóstico por imagem e exames laboratoriais do CEM-Cat.
Nesta segunda edição do concurso, o processo seletivo obedecerá a quatro etapas. Todos os detalhes e regulamento do II Bolsa de Estudos Internacional Merck Serono – ABN estão disponíveis nos sites http://www.abneuro.org e www.conhecerem.com.br.
Tome Nota
II BOLSA DE ESTUDOS INTERNACIONAL MERCK SERONO
Parceria: ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROLGIA (ABN)
Processo de Seleção:
Inscrições: até 11 de agosto de 2011
Documentação A/C: Dr. Aureo Dias de Oliveira
Regulamento: http://www.abneuro.org e www.conhecerem.com.br
Informações sobre a Esclerose Múltipla
A esclerose múltipla é uma doença desmielinizante de difícil diagnóstico que afeta o sistema nervoso central e geralmente acomete adultos jovens, especialmente mulheres. Seus principais sintomas incluem fraqueza, dormência ou formigamento dos membros, além de distúrbios visuais e cognitivos. A dificuldade em fazer o diagnóstico pode atrasar o seu tratamento e trazer impacto direto sobre a qualidade de vida do paciente.
Por ser uma doença crônica, a manutenção do tratamento ainda é um dos grandes desafios para o controle da patologia, uma vez que a adesão ao tratamento permite postergar a progressão da doença e reduzir a frequência de surtos.
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A Merck
A Merck é a mais antiga indústria farmacêutica e química do mundo. A companhia une essa tradição com a busca constante por inovações nos segmentos em que atua. Com forte presença global, a Merck, fundada na Alemanha há mais de 340 anos, hoje está presente em 66 países e distribui seus produtos em mais de 150. A empresa possui visão de longo prazo e prioriza a pesquisa e o desenvolvimento de inovações nas indústrias farmacêutica e química.
Desde 1995, a empresa possui cerca de 30% do seu capital total cotado na Frankfurt Stock Exchange, com 70% pertencentes aos descendentes do fundador. Atualmente, a empresa conta com cerca de 40 mil colaboradores distribuídos por 66 países. A receita total do grupo em 2010 cresceu 20% para € 9.3 bilhões.
A Merck atua no Brasil desde 1923 e é uma das dez maiores indústrias farmacêuticas do país, de acordo com o IMS Health. Sua sede é no Rio de Janeiro, onde fica também a fábrica de medicamentos. A área Química está localizada na capital paulista e conta com uma planta em Barueri e um depósito em Cotia, na Grande São Paulo. No Brasil, a empresa conta com cerca de 1.200 funcionários.
A Merck trabalha sobre dois pilares, o farmacêutico e o químico, e busca o equilíbrio nesses negócios. A área Farma é composta pelas Divisões Merck Serono - de medicamentos de prescrição, Produtos de Consumo e Genéricos. Já a Química compreende as Divisões Merck Millipore, com um portfolio completo de soluções para análises em laboratórios de pesquisa ou controle de qualidade em indústrias ou instituições de saúde, e a Divisão Performance Materials, com pigmentos para cosméticos e tintas especiais.
fonte: WN&P
segunda-feira, 4 de julho de 2011
FDA aprova Xarelto® da J&J e Bayer para prevenção de trombose venosa profunda

A FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) aprovou na sexta-feira o Xarelto® (rivaroxaban), que resulta de uma parceria entre a Johnson & Johnson e a Bayer, para a prevenção de trombose venosa profunda (TVP) em doentes submetidos à artroplastia do joelho ou quadril. A Bayer avançou que o Xarelto® é o único novo anticoagulante oral aprovado nos EUA para profilaxia do tromboembolismo venoso em doentes submetidos à artroplastia do joelho ou quadril, avança o site FirstWord.
A aprovação baseou-se em dados de um ensaio de fase final que demonstraram que o Xarelto® foi mais eficaz tanto numa comparação com Lovenox® (enoxaparina) da sanofi-aventis como quando comparado com a enoxaparina seguido por placebo. Nos ensaios, o Xarelto® demonstrou um perfil de segurança semelhante ao da enoxaparina, incluindo menores taxas de sangramento maior.
As companhias apresentaram, em Janeiro, documentos oficiais na Europa e nos EUA procurando a aprovação do Xarelto® para a prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) em pacientes com fibrilação atrial. O responsável pela área de investigação cardiovascular da Johnson & Johnson, Fitchet Martin, referiu que os reguladores dos EUA provavelmente vão anunciar uma decisão sobre o medicamento para esta indicação até o final de 2011, sendo previsível um período de espera semelhante para a decisão na UE.
O Xarelto® é o segundo anticoagulante oral aprovado pela FDA nos últimos nove meses. Em Outubro, os reguladores dos EUA aprovaram o Pradaxa® (dabigatran) da Boehringer Ingelheim para a prevenção de AVC em doentes com fibrilação atrial. Além disso, a Pfizer e a Bristol-Myers Squibb divulgaram recentemente os resultados positivos da fase final de ensaios clínicos do seu Eliquis® (apixaban) na fibrilação atrial e as empresas esperam apresentar um pedido de aprovação para o fármaco até ao final do ano.
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