sexta-feira, 6 de maio de 2011

Hypermarcas estuda reorganizar linhas de produtos entre suas fábricas no país


Segundo noticiou recentemente o jornal Valor Econômico, o processo de integração das companhias adquiridas pela Hypermarcas levará a uma redução de sua estrutura. Está sendo analisada a migração de linhas entre fábricas no país. O fim do prazo de contrato de alugueis de algumas unidades pode acelerar esse movimento. Já foram feitas mudanças nesse sentido nos dois últimos anos, mas há um entendimento na Hypermarcas de que existe espaço para ganhos maiores de sinergia se uma reorganização mais ampla das operações se aprofundar.

As fábricas da companhia em São Paulo e no Rio de Janeiro devem ser alvo dessas mudanças na estrutura. A Hypermarcas estuda a possibilidade de transferir a produção da marca Jontex, comprada da Johnson & Johnson em 2009, para a fábrica de São Roque, onde são produzidas as linhas Olla e Lovetex.

Essa unidade em São Roque é considerada relativamente moderna e opera com uso de capacidade instalada inferior a 50% hoje. Mais antiga, a unidade da J&J em São José dos Campos (SP) fabrica o Jontex para a Hypermarcas. Além disso, a unidade do grupo em Barueri (SP), comprada da DM Farmacêutica, com produção de medicamentos e outros produtos, deve mudar até o ano que vem para a fábrica de Anápolis (GO), onde está a fabricação das linhas da Neo Química. Na antiga fábrica da DM são fabricados medicamentos sem prescrição médica, como Melhoral, Doril, Engov, além da linha Monange e o Zero Cal. A unidade de Barueri é alugada e o contrato termina no fim deste mês, conforme consta no relatório anual do grupo.

Ainda há uma outra mudança em análise. Procurada para comentar as informações, a companhia não concedeu entrevista. Ela informou que divulgará resultados do primeiro trimestre na semana que vem e prefere se manter em silêncio. Dentro dessa movimentação, há informações que circulam no mercado a respeito de outras integrações de estruturas. No Rio de Janeiro, a unidade da Mantecorp, adquirida neste ano, pode receber novas linhas de cosméticos para produção. A Mantecorp, dona do Polaramine e Calminex, fabrica cremes para pele, como Episol, Epidrat e New Care. "É uma fábrica que já tem alguma 'expertise' nesse negócio de cosméticos e há espaço físico para isso lá", conta uma fonte próxima à empresa.

Em São Paulo, o Valor Econômico apurou que o grupo discutiu a possibilidade de migrar o negócio de fraldas da empresa Mabesa, que produz as marcas Plim e Puppet em Mogi das Cruzes (SP), para a fábrica que produz a linha Pom Pom e Big Fral, em Guarulhos (SP). A unidade de Mogi foi comprada pela Hypermarcas em 2010, e com isso, ela poderia vender o ativo. Essas mudanças são importantes para uma empresa que precisa ampliar ganhos de sinergia nos próximos anos. Apresentação de resultados feita pelo grupo ao mercado este ano faz uma estimativa entre os ganhos de sinergia previstos e aqueles que a empresa acha que obterá efetivamente no curto prazo. Ela prevê que alcançará 100% da sinergia prevista (R$ 115 milhões) entre os negócios comprados na segunda metade de 2012.

A Hypermarcas soma hoje oito fábricas no país: três de produtos de higiene e beleza (Taboão, São Roque e Guarulhos), duas de higiene e limpeza (Itajaí e Goiânia) e três de medicamentos (São Paulo, Barueri e Anápolis).


Fonte: Valor Econômico

Mercado de Genéricos cresce 32% em unidades no primeiro trimestre do ano


Os medicamentos genéricos registraram forte expansão de vendas em unidades no primeiro trimestre de 2011. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), de janeiro a março foram comercializadas 123,7 milhões de unidades, o que representou evolução de 32% em relação aos três primeiros meses de 2010. O índice é recorde para o trimestre.

Em valores, as vendas das indústrias do setor somaram R$1,772 bilhão contra R$1,289 bilhão aferidas no mesmo período do ano passado, consolidando alta de 37,4%. Para a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), o bom desempenho do setor reflete o crescimento da economia brasileira e o consequente impacto positivo na renda da população.

Para Odnir Finotti, presidente da entidade, o crescimento da participação dos medicamentos genéricos no Programa Farmácia Popular foi outro fator determinante para o crescimento do setor. O Programa, que oferece 8 medicamentos gratuitamente para hipertensão e diabetes, responde hoje por 14,6%% das vendas da indústria de genéricos, ante 12,9% de 2010, representando um crescimento de 50%.

Atualmente, 60% dos medicamentos distribuídos gratuitamente pelo Farmácia Popular são genéricos. A participação, que cresceu 9% de fevereiro para março quando começou a valer a gratuidade para medicamentos de hipertensão e diabetes, deve se acelerar nos próximos meses.

Os novos genéricos de produtos cujas patentes venceram recentemente já começam a contribuir para o aumento de participação. Apenas três novos genéricos – Sildenafil (Viagra), Atorvastatina (Lipitor/Citalor) e Valsartana (Diovan) representaram 2,5% de todas as vendas e apontam para um forte crescimento e aumento de acesso da população a esses produtos. Além disso, a ANVISA tem acelerado a publicação da aprovação de novos genéricos no mercado. Há uma nova atitude em relação à aprovação mais rápida de genéricos, o que resultou em um aumento de 73% no número de registros no 1º trimestre deste ano comparado ao ano anterior.


PARTICIPAÇÃO DE MERCADO

Em share , os genéricos responderam por 19,5% de participação em valores no mercado farmacêutico brasileiro nos três primeiros meses deste ano frente a 16,5% em 2010. O mercado farmacêutico total também apresentou crescimento no período. O conjunto da indústria registrou vendas de 544,3 milhões de unidades entre janeiro e março de 2011 contra 475,1 milhões em igual período de 2010, fechando com alta de 14,6%. Excluindo a participação dos genéricos do total da indústria, a evolução do mercado foi menor: 10,3% em unidades.

Para o presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti, o indicador reflete claramente o peso que os genéricos têm hoje na indústria farmacêutica brasileira. “O primeiro trimestre mantém o mercado de medicamentos genéricos como o segmento que mais cresce no setor farmacêutico. A tendência é de que em 2011 nossas empresas repitam o ótimo desempenho de 2010, ano em que nosso crescimento superou 30%”, diz Finotti.

Para o executivo, o setor vive um momento especial, de crescimento acelerado. O objetivo é chegar aos 30% de participação de mercado até o final de 2012. “Estamos confiantes no crescimento contínuo da economia brasileira e vamos estender nossa parceria com o governo federal para que os genéricos sejam instrumento de acesso oferecendo todo suporte necessário para o desenvolvimento do ‘Farmácia Popular’”, explica o executivo.

Para Finotti, programas como o Farmácia Popular não apenas possibilitam que os genéricos cumpram seu papel social como colaboram significativamente para o crescimento das indústrias de genéricos. “Ainda que a rentabilidade diminua, para as empresas vale o esforço de consolidar o segmento na liderança do setor farmacêutico, promovendo o acesso à saúde”, conclui.


SOBRE OS GENÉRICOS

Os genéricos são cópias de medicamentos inovadores cujas patentes já expiraram. No Brasil, a regulamentação deste tipo de medicamento se deu em 1999, com a promulgação da Lei nº 9.787.

A produção dos genéricos, que custam em média 45% menos que os medicamentos de referência, obedece a rigorosos padrões de controle de qualidade. Conforme determina a legislação, só podem chegar ao consumidor depois de passarem por testes de equivalência farmacêutica e biodisponibilidade, estes últimos realizados em seres humanos.

Graças a estes testes, os medicamentos genéricos brasileiros são intercambiáveis. Ou seja, podem substituir os medicamentos inovadores eventualmente indicados nas prescrições médicas. Segundo determina a legislação, a troca pode ser recomendada pelo farmacêutico, nos pontos de venda, com absoluta segurança para o consumidor.

Os critérios técnicos exigidos para o registro dos genéricos no Brasil são semelhantes aos adotados por órgãos reguladores de países como Canadá (Health Canadá), Estados Unidos (FDA), além da União Europeia (EMEA), entre outros centros de referência de saúde pública no mundo.


Fonte: Conteúdo Comunicação

Bio-Manguinhos apresenta teste rápido de Aids

Cerca de 40% das pessoas que fazem teste de HIV não voltam para buscar o resultado do exame. Para driblar o problema, o Ministério da Saúde quer que todos os que queiram fazer o teste saiam dos centros de saúde sabendo se são soropositivos ou não.


Essa meta fica mais próxima de ser alcançada com o lançamento do novo teste rápido confirmatório, o Imunoblot, produzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).Divulgado ontem, durante o 2.º Simpósio Internacional de Imunobiológicos, o teste é feito por meio de uma picada no dedo do paciente. O resultado sai em 20 minutos.

"O kit é sensível e eficaz já a partir do 25.º dia de infecção", afirma o gerente do programa de Desenvolvimento de Reativos, Antonio Ferreira. Atualmente, a pessoa faz o teste de HIV pelo método Elisa. Se der positivo, ela volta ao serviço de saúde, recebe orientação e faz o exame confirmatório, pelo método western blot ou imunofluorescência. O resultado leva dias ou semanas.

Inicialmente, os kits rápidos serão usados em grupos vulneráveis, como moradores de rua, prostitutas, garotos de programa; populações indígenas e ribeirinhas; grávidas que não completaram o pré-natal; e campanhas específicas do ministério.

Será avaliada a capacidade de produção dos testes e os custos, mas a estimativa é de que em dois anos tenha sido completada a substituição dos métodos Elisa/western blot, cinco vezes mais caros, pelos kits rápidos.

Jornalista: Clarissa Thomé

terça-feira, 26 de abril de 2011

FDA aprova teste de HPV da Roche


A Roche anunciou que a FDA (entidade que regula os medicamentos nos EUA) aprovou o seu teste cobas para o HPV (papilomavírus humano) que identifica mulheres com maior risco de desenvolver cancro cervical, avança o PRNewswire.



O teste ajudará os médicos a tomarem, mais cedo, decisões mais precisas sobre o tratamento de doentes, o que pode impedir que muitas mulheres sofram dessa doença mortal.



O teste cobas HPV é o único teste de cancro cervical aprovado pela FDA que permite a genotipagem do HPV 16 e do HPV 18 simultaneamente ao teste de HPV de alto risco.



O teste identifica individualmente os genótipos 16 e 18, os genótipos de HPV de maior risco e responsáveis por mais de 70% dos casos de cancro cervical, ao mesmo tempo em que detecta 12

outros genótipos de alto risco do HPV.



A aprovação baseia-se em dados do estudo ATHENA, que envolveu mais de 47 000 mulheres nos EUA. Os resultados mostram que uma entre 10 mulheres de 30 anos ou mais que tiveram resultado positivo no teste de HPV 16 e/OU 18 no teste cobas HPV tinham pré-cancro cervical, embora os seus exames papanicolau apresentassem resultados normais.

Reckitt muda estratégia para garantir 30% da receita com medicamentos OTC


A subsidiária brasileira da inglesa Reckitt Benckiser, fabricante de produtos de limpeza detentora das marcas Veja, Vanish, Harpic, SBP, AirWick e Lysol, vem trabalhando em ritmo frenético de crescimento. As vendas saltaram 20% no primeiro trimestre do ano e a sua única unidade industrial instalada no Brasil passa por ampliações mensais da capacidade produtiva.

Embora o Brasil responda pela segunda maior fábrica da Reckitt no mundo, depois da Polônia, a companhia decidiu traçar um novo futuro para a próxima década, o que permitirá lucrar além das fórmulas e embalagens de limpadores multiuso, alvejantes seguros e aerossois. Definimos que, em 10 anos, um terço do faturamento total da Reckitt Benckiser do Brasil virá da área de medicamentos sem prescrição médica, afirma Frederic Larmuseau, vice-presidente sênior da Reckitt Benckiser para a América Latina e ex-presidente da operação brasileira.

A companhia não revela o faturamento registrado no Brasil, mas o mercado estima que este número fique entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões. Com operação própria em 60 países e venda para 200, a Reckitt vendeu R$ 21 bilhoes em 2009, balanço mais recente divulgado pela companhia. Na receita global, os medicamentos OTC já respondem por cerca de 30% das vendas.

Para ganhar mercado das grandes farmacêuticas, Larmuseau revela que a companhia planeja lançar por volta de 20 produtos até o final desta década. Em setembro, ela trouxe para o país o Gaviscon, antiácido produzido na Inglaterra para tratar azia e má digestão. Em fevereiro, lançou o Strepsils, seu segundo produto farmacêutico no país. Trata-se de uma pastilha formulada com Flurbiprofeno (anti-inflamatorio) para tratar dor de garganta, cuja primeira fórmula foi lançada em 1931, na Inglaterra. Segundo a Nielsen, 76% dos 88% de brasileiros que tratam a dor de garganta afirmam utilizar um medicamento livre de prescrição para combater os sintomas.

A experiência da nossa companhia é vender produto para o consumidor, enquanto as farmacêuticas costumam ser
melhores no desenvolvimento do que na comercialização de seus medicamentos.A margem de lucro também foi um fator que fez a Reckitt saltar os olhos para os medicamentos OTC. A margem é, sem dúvida alguma, bem maior que a dos limpadores multiuso, diz o executivo, ao se referir ao Veja, produto comercializado unicamente no Brasil.


Fonte: Brasil Econômico

Novartis anuncia subida de 15,6% nas vendas do trimestre


O grupo suíço Novartis anunciou que o Gilenya®, o novo medicamento para a esclerose múltipla, excedeu todas as expectativas, impulsionando as vendas do primeiro trimestre de 2011, noticia a agência Reuters, citada pelo jornal económico OJE.



As vendas da farmacêutica, que já finalizou a aquisição da norte-americana Alcon, subiram 15,6%, para 14,03 mil milhões de dólares (9,8 mil milhões de euros), superando a estimativa de 13,7 mil milhões dos analistas contactados pela agência de informação Bloomberg.



Este resultado foi impulsionado pela forte procura de medicamentos recém-lançados como o Gilenya®, o Lucentis®, o Afinitor® e o Tasigna®.



Joe Jimenez, chief executive da multinacional, afirmou que o Gilenya®, o primeiro medicamento para o tratamento da esclerose múltipla, já está a originar “receitas significativas”.

As vendas do medicamento no primeiro trimestre deste ano alcançaram os 59 milhões de dólares (41 milhões de euros).



O sólido desempenho dos novos medicamentos ajudou a Novartis a compensar os 1,1 mil milhões de dólares que obteve em 2010 com a venda de produtos para a gripe e que este ano sofreram um decréscimo.



A concorrência também está a enfrentar perdas nas vendas de produtos relacionados com a gripe. Na semana passada, a Roche anunciou uma queda de 47% nas vendas do Tamiflu®.

A receita líquida da Novartis desceu 6% no período homólogo, para 2,77 mil milhões de dólares (1,93 mil milhões de euros), face aos 2,93 milhões de 2010 (2,04 mil milhões de euros), de acordo com a empresa helvética.



Os analistas contactados pela Bloomberg apontavam para um lucro de 2,57 mil milhões de dólares (1,79 mil milhões de euros).



O grupo prevê que as vendas líquidas cresçam este ano em torno dos dois dígitos e pretende melhorar a margem operacional. Mas adianta que terá de absorver a redução de preços, a concorrência dos genéricos e a diminuição das vendas na vacina para a gripe H1N1.

Viagra mastigável pode ser vendido em outros países, além do México


Pfizer começou a vender uma forma mastigável do Viagra no México. O produto é chamado Viagra Jet, e a farmacêutica diz que poderá vendê-lo também em outros países. O Levitra já é comercializado em nove países europeus como pastilha que dissolve na boca. A nova forma do medicamento, que é efervescente, é vendida em uma caixa preta, que cabe no bolso, para homens que preferem tomá-lo discretamente, sem água. O Cialis, vendido há oito anos, está se adiantando às outras drogas graças a duas ideias: uma pílula diária e a "pílula do fim de semana", cujo efeito dura 36 horas.


INOVAÇÕES

Cada vez mais, o mercado busca inovações para competir com os genéricos, que despontam no horizonte com preços mais baixos. Está sendo pesquisada no Brasil uma forma do Viagra com atuação mais rápida. Enquanto os comprimidos existentes entram no fluxo sanguíneo indiretamente, por meio do estômago, do intestino e do fígado, essa forma entraria mais diretamente, dissolvendo-se no espaço rico em capilares que existe debaixo da língua e aumentando o fluxo de sangue em dez a 15 minutos. A pesquisa envolve a Pfizer.

Outros pesquisadores estão testando novos usos para a droga que a Pfizer afirma não estar financiando. A Universidade de Boston estuda o Viagra com gel de testosterona em homens dos 40 aos 70 anos. O Laboratório Teuto, no Brasil, registrou um aviso de intenção de testar o produto em uma pastilha que se dissolve sob a língua e cujo efeito se inicia em cerca de dez minutos. A Pfizer é dona de 40% do laboratório, mas afirma que não iniciou o estudo.


Fonte: Folha de S.Paulo