sábado, 26 de fevereiro de 2011

Lundbeck apresenta resultados das vendas em 2010


A Lundbeck anunciou quinta-feira que as vendas do quarto trimestre do Cipralex® cresceram 7% para 1,5 mil milhões de coroas dinamarquesas (277 milhões de dólares) em relação ao período homólogo de 2009. As vendas do fármaco nos EUA, onde é comercializado pela Forest como Lexapro®, caíram 13% para 520 milhões de coroas (96 milhões de dólares), ficando aquém das previsões dos analistas, que apontavam para vendas na ordem dos 555 milhões de coroas (102 milhões de dólares), avança o site FirstWord.

As vendas trimestrais do Ebixa® subiram 7% para 585 milhões de coroas (108 milhões de dólares) e receita total ficou estável nos 3,5 mil milhões de coroas (646 milhões de dólares). O lucro líquido no período de três meses chegou a 238 milhões de coroas dinamarquesas (44 milhões de dólares), comparado com 236 milhões de coroas (43 milhões de dólares) registados no mesmo período do ano passado.

Para todo o ano, a receita do Cipralex® subiu 9% para 5,8 mil milhões de coroas dinamarquesas (1,1 mil milhões de dólares), enquanto as vendas do Lexapro® ficaram estáveis em 2,4 mil milhões de coroas dinamarquesas (443 milhões de dólares). A receita do Ebixa® para o período de 12 meses subiu 11% para 2,4 mil milhões de coroas dinamarquesas, e as receitas totais cresceram 7%, para 14,8 mil milhões de coroas (2,7 mil milhões de dólares).

O lucro líquido em 2010 atingiu os 2,5 mil milhões de coroas dinamarquesas (461 milhões de dólares), comparados com 2 mil milhões de coroas dinamarquesas (369 milhões de dólares), registados no ano anterior.

Olhando para o futuro, a Lundbeck indicou que as receitas para 2011 serão entre os 15,3 mil milhões de coroas dinamarquesas (2,8 mil milhões de dólares) e os 15,8 mil milhões de coroas (2,9 mil milhões de dólares), acima de uma orientação anterior de um mínimo de 14,5 mil milhões de coroas (2,7 mil milhões de dólares), com lucro líquido de cerca de 2,3 mil milhões de coroas (424 milhões de dólares) para 2,6 mil milhões de coroas (480 milhões de dólares).

A empresa salientou que a previsão "inclui importantes investimentos na preparação do lançamento de novos produtos", como o Onfi® (clobazam) e o Sycrest® (asenapina), com o último a ser lançado através de um acordo com a MSD.

Vita Derm acelera produção de novo cosmético em Pernambuco


Menos de um mês após a assinatura do protocolo de intenções com o Governo de Pernambuco, a Vita Derm, empresa referência em tratamento profissional e a mais completa franquia de beleza do Brasil, mantém em fase de produção na incubadora de Recife um produto à base de pitanga.

O lançamento do cosmético acontecerá na primeira quinzena de março, em comemoração aos aniversários de Recife e Olinda, com 474 e 476 anos, respectivamente, e da Vita Derm, que completa 27 anos de fundação. “É uma honra fazer um produto com ativos regionais para o mercado nacional, vislumbrando a exportação. Isso foi possível com o grande apoio do Governo de Pernambuco”, comenta o presidente da Vita Derm, Dr. Marcelo Schulman.

Durante a solenidade de assinatura do protocolo, ocorrida em 04 de fevereiro, para a construção da nova unidade de produção autossustentável (UPAS) no município de Goiana, a 70 km de Recife, o governador do Estado, Eduardo Campos, comentou que queria a Vita Derm no Estado, fazendo questão da presença indústria no Polo Farmacoquímico.

“Fiquei muito feliz com o reconhecimento do governo pernambucano e faremos tudo para perpetuar o nosso empreendimento”, conclui o CEO da Vita Derm.


SOBRE A VITA DERM

A Vita Derm Hipoalergênica atende aos mercados de beleza, saúde e qualidade de vida desde 1984. Fundada pelo Dr. Marcelo Schulman, a empresa nasceu como uma farmácia de manipulação e hoje possui uma indústria reconhecida internacionalmente com presença em mais de 14 países, 222 lojas e 600 pontos de vendas espalhados pelo Brasil.

VITA DERM
Site: www.vitaderm.com
SAC: 0800-179292


Fonte: Comunicação Vita Derm Hipoalergênica

NS envolve toda a sua linha de produção em ações de sustentabilidade


Em operação há mais de quatro décadas, a NS Indústria de Aparelhos Médicos desenvolve ações de sustentabilidade visando a produção responsável de toda a sua linha de produtos. Entre as iniciativas mantidas pela companhia paulistana está a seleção de material para descarte consciente.

A medida, em vigor desde 2010, atende a Política Nacional de Descarte de Resíduos Sólidos e envolve a linha de produção da indústria. A iniciativa promove a separação de materiais como pilhas, placas eletrônicas, baterias, borracha, plástico e demais componentes descartados durante o processo de fabricação. Após esta etapa, todo o material estocado – em área apropriada – é encaminhado para empresas especializadas na coleta e reciclagem. “Ao encaminharmos o descarte para uma solução definitiva colaboramos com a preservação do meio ambiente”, explica Maurício Parizi, gerente comercial da empresa.

Engajada, a NS também orienta aos consumidores que não façam o descarte definitivo dos aparelhos bem como dos componentes como plásticos e metais em lixo comum, pois alguns materiais podem levar muitos anos para se decompor – o que afeta diretamente o meio ambiente.

Mas a iniciativa não se limita à linha de produção. Toda a rede de assistência técnica credenciada pela NS também está envolvida com o projeto de sustentabilidade. “Disponibilizamos nossa rede de assistências técnicas autorizadas para auxiliar no descarte correto”, orienta o executivo. Para tanto, as unidades foram orientadas a enviar toda a coleta seletiva de componentes para a sede da empresa, em São Paulo. “Periodicamente recolhemos e enviamos para reciclagem material de descarte”, enfatiza Parizi acrescentando: “Para tanto elegemos um parceiro confiável, com grande expertise na área para que todo o esforço resulte em uma operação segura e viável do ponto de vista da sustentabilidade”.

Ainda de acordo com o gerente, todas as etapas são monitoradas e atendem aos rigorosos padrões de qualidade exigidos e fiscalizados para a prática por órgãos competentes. Ao final do processo são emitidos relatórios sobre o procedimento. Porém, a meta da empresa é ampliar ainda mais o projeto com a reciclagem de materiais como papel, por exemplo, além de outras iniciativas que envolvam toda a equipe de colaboradores. “Já estamos em estudo para viabilizar novas iniciativas, difundindo a importância do comprometimento com a preservação da natureza”, arremata Parizi.

Para obter mais informações sobre a NS Indústria de Aparelhos Médicos, acesso o site www.nsam.com.br


Fonte: C+C Comunicação

Natura pode produzir fora para atender o Brasil


A Natura, fabricante de cosméticos que detém 23,6% de participação no mercado brasileiro de artigos de beleza e higiene pessoal, está preocupada com o custo-país.

O real valorizado, a alta carga tributária e a cara infraestrutura podem levar a companhia a fabricar, no médio a longo prazo, produtos no exterior para abastecer o mercado nacional.

"Está cada vez mais caro produzir no Brasil e é imprescindível garantir uma boa produtividade e um custo satisfatório em um mundo globalizado. Não temos nenhum plano definido até o momento, mas estamos analisando", afirma Alessandro Carlucci, diretor-presidente da Natura.

Da receita líquida de R$ 5,13 bilhões registrada pela companhia no ano passado, R$ 1,5 bilhão foi pago em impostos.

Neste mês, a Natura reajustou seus preços em 5%, mesmo percentual aplicado às tabelas no ano passado. Este repasse está diretamente ligado à alta no preço das matérias-primas, à inflação e ao real mais caro.

"Estamos bastante atentos à questão de custos como o do petróleo, mas está compatível com as questões de custos que esperamos para 2011", diz Roberto Pedote, diretor financeiro da Natura.

Sobre a alta inflação, a direção da companhia admite que há risco deste aumento impactar nas vendas, mas não enxerga o cenário como dramático. "A indústria de cosméticos costuma ir bem em todos os momentos, e as mulheres mantêm as compras mesmo em tempos de crise", diz Carlucci.

Além disso, garante ele, a companhia tem alternativas de preços em todas as suas categorias de atuação.

Atualmente, a Natura só fabrica no Brasil e na Argentina (em uma linha terceirizada). A partir deste ano, também inicia a produção de xampus, maquiagem e perfumes na Colômbia e no México em unidades de parceiros.

"Estamos buscando, preferencialmente, produzir perto do consumidor para reduzir custo e emissão de carbono e acelerar a entrega dos produtos. E isso pode trazer benefícios para o Brasil", afirma Carlucci.

Neste momento, o objetivo é atender os países latinos, com exceção do Brasil. A receita líquida da Natura na Argentina, no Chile e no Peru foi de R$ 255 milhões no ano passado, 17% a mais que em 2009. Neste países, Carlucci diz que a Natura já faz parte da lista das três maiores fornecedoras locais.

Potencial

A companhia já definiu os investimentos para este ano, mas só revela a parte voltada aos imobilizados (terrenos, edifícios e máquinas): R$ 300 milhões, ante os R$_237 milhões do ano passado.

Embora a preferência da marca Natura tenha crescido três pontos percentuais no ano passado e chegado a 49% da população brasileira, sua participação nas vendas totais deste mercado é de 23,6%, um por cento a mais que em 2009.

Isso significa que a companhia ainda tem muito o que crescer. Contudo, o preço, um de seus maiores impeditivos para vender mais, não vai baixar. "A Natura não atua em um mercado massivo e não briga por preço", avisa o presidente.

Neste caso, a companhia teria que partir para novas estratégias como a ampliação da base de consultoras, que fechou 2010 em 1,2 milhão em todos os países de atuação. Outra saída seria atuar em categorias nas quais não está presente hoje, como a de esmaltes.

A Natura, contudo, não gosta da categoria por considerá-la de alto impacto ambiental. Uma terceira alternativa seria investir em novos canais como o de farmácias.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Lucro da Natura cresce 8,8% em 2010 e soma R$ 744 mi


O lucro líquido da Natura atingiu R$ 744,1 milhões em 2010, um crescimento de 8,8% em relação ao ano de 2009.

Sem o benefício da amortização do benefício fiscal que se encerrou naquele ano, a expansão seria de 27,9% na comparação com 2009.

Somente no quarto trimestre de 2010, o lucro líquido foi de R$ 219,3 milhões, uma expansão de 17,6% sobre os mesmos meses no ano anterior.

A receita líquida consolidada no ano foi de R$ 5,136 bilhões, com crescimento de 21,1% em relação a 2009.

"O nosso mercado de atuação (mercado alvo) cresceu 13,9% no acumulado de 10 meses de 2010. A Natura atingiu market share [participação de mercado] de 23,6% no mesmo período, ampliando nossa liderança em 110 pontos bases", afirma a companhia no informe do balanço.

A geração operacional de caixa (Ebitda - lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 1,256 bilhão, com crescimento de 24,6% se comparado a 2009, e margem de 24,5% (23,8% em 2009).

O número de consultoras cresceu 18% em relação a 2009, atingindo 1,221 milhão. No Brasil, o crescimento foi de 17,5% (1,029 milhão de consultoras em 2010) e nas operações internacionais o crescimento foi de 20,8%, com 192 mil consultoras.

Cremer fecha aquisição da P. Simon por R$ 25 milhões


A Cremer, fornecedora de produtos para cuidados com a saúde, fechou nesta quarta-feira (23/2) um acordo para a compra da P. Simon, empresa que atua na fabricação de produtos médico-hospitalares.

Pelos termos do contrato, a companhia pagará aos atuais acionistas da P. Simon um montante de aproximadamente R$ 25 milhões em três parcelas.

Serão R$ 15 milhões na data de fechamento da aquisição, R$ 5 milhões após 12 meses da data fechamento da aquisição, e R$ 5 milhões após 24 meses.

Após a primeira parcela, as demais "poderão ser reduzidas em função da receita futura da P. Simon para os exercícios de 2011 e 2012".

A P. Simon apresentou uma receita líquida de cerca de R$ 22 milhões em 2010.


"A aquisição está em linha com a estratégia da companhia em aumentar sua competitividade empresarial, complementando seu portfólio de produtos no mercado de descartáveis e consumíveis médico-hospitalares, ao mesmo tempo em que consolida sua plataforma de produtos plásticos para saúde", relata a Cremer em comunicado ao mercado.


Brasil Econômico

Anvisa recua e adia decisão sobre veto a emagrecedores


Pressionada por entidades médicas e farmacêuticas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou a decisão sobre a intenção de proibir a venda de medicamentos usados para emagrecimento no Brasil, conforme o Estado revelou na semana passada.

Sob forte esquema de segurança - policiais federais armados acompanhavam a audiência pública -, a proposta da agência de proibição foi bombardeada com críticas e contra-argumentos. Depois disso, a Anvisa já não fala mais em um prazo para bater o martelo. Antes da reunião, a informação era de que uma resolução seria publicada em março.

"Não há prazo para definição", admitiu ontem o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano. "Vamos discutir o assunto até que todas as dúvidas sejam esclarecidas." Ontem, após mais de cinco horas de debate, a representante da Anvisa Maria Eugênia Cury sinalizou a possibilidade de novas rodadas de discussão. "Talvez essa não tenha sido a última."

A proibição da venda dos remédios dietilpropiona (anfepramona), femproporex, mazindol e sibutramina foi recomendada à Anvisa pela Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), grupo de consultores da agência. Em um relatório de 90 páginas, técnicos listam vários riscos dos remédios e colocam em dúvida a eficácia dessas drogas. "Quem contesta essas informações precisa apresentar dados convincentes que demonstrem o contrário", defendeu Barbano.

No entanto, além de endocrinologistas, várias vozes se posicionaram contra a proposta de veto às substâncias: um neurologista, um professor universitário, uma deputada, um promotor de Justiça, membros dos conselhos regionais e federal de farmácia e até mesmo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

"Essa queda de braço entre o órgão regulador e as sociedades médicas tem de acabar. Entendemos que o grupo analisado no estudo Scout (feito pelo fabricante da sibutramina com pacientes cardíacos) nem deveria ter sido incluído, pois os riscos eram conhecidos. A SBC entende que o debate tem de continuar, mas com especialistas", disse Lázaro Fernandes de Miranda, representante do órgão.

A presidente da Associação Brasileira para Estudo de Obesidade (Abeso), Rosana Radominski, acredita que a retirada dos medicamentos trará prejuízo aos pacientes. "As pesquisas analisadas pela Anvisa são as mesmas que nós avaliamos para fazer o consenso. Nós, porém, tiramos conclusões distintas. Remédios podem ser usados, desde que com indicação correta."

O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Ricardo Meirelles, reconheceu que os medicamentos apresentam efeitos colaterais. "Mas são em pequena quantidade, diante do tempo da droga no mercado e do grande número de pessoas que fizeram uso da medicação."

Tendencioso. Para os defensores do uso dos remédios, o documento da Anvisa pinçou apenas as conclusões negativas. Integrante da Cateme (que produziu o relatório), o médico Anthony Wong, da USP, discorda.

"Os riscos são incontestáveis. Tanto é que esses medicamentos estão proibidos na Europa e na Ásia", disse. Nos Estados Unidos, a anfepramona mantém registro. Há também a fentermina, droga que não é vendida aqui.

De acordo com Wong, os anorexígenos são a segunda causa de internação psiquiátrica no Brasil, perdendo apenas para o álcool. O médico também disse que as drogas são usadas de forma excessiva.

De fato, levantamento divulgado no ano passado pela Anvisa apontou a prescrição exagerada desses medicamentos. Entre os maiores prescritores estavam médicos do trabalho e de segurança do trânsito.

Entre as alternativas apresentadas estava o aumento do controle na prescrição - incluindo a restrição das especialidades médicas com direito a fazer esse tipo de recomendação. Desiré Callegari, do Conselho Federal de Medicina, afirmou que a proposta é inviável, pois seria preciso alterar a lei. Para o endocrinologista Márcio Mancini, do HC, o debate foi satisfatório e a Anvisa não deve tomar uma decisão antes de ouvir a classe médica novamente. "Entramos no debate pessimistas e saímos aliviados."


SOBRE AS DROGAS

Anfetamínicos
São inibidores de apetite vendidos como dietilpropiona, femproporex e manzidol. Atuam no sistema nervoso, bloqueando a captação de dopamina e noradrenalina. Quanto maior a quantidade dessas substâncias circulando entre os neurônios, menor a sensação de fome.

Sibutramina
Atua em duas regiões do sistema nervoso: no centro do apetite e no da saciedade. Diminui a captação de noradrenalina e de serotonina, diminuindo a fome e proporcionando a sensação de saciedade.

Efeitos colaterais
Irritação, insônia, aumento da frequência cardíaca, boca seca e crise de pânico.

Jornalista: Lígia Formenti e Fernanda Bassette