segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Hypermarcas compra Perfex da Johnson por US$ 17 mi


- A Hypermarcas assinou ontem um contrato com o grupo Johnson & Johnson para adquirir alguns ativos do negócio de produtos de higiene e limpeza da companhia comercializados sob as marcas Perfex, Cross Hatch e derivadas. O Perfex é um pano de limpeza multiuso bastante conhecido no Brasil.

O contrato da Hypermarcas com o grupo Johnson & Johnson inclui direitos de propriedade intelectual, estoques, materiais promocionais, fórmulas, especificações e conhecimento do Negócio Perfex. O valor da operação, aprovado ontem pelo conselho de administração da Hypermarcas, é de US$ 17 milhões.

Eurofarma vai às compras no Chile e reforça expansão na América Latina


A Eurofarma, uma das maiores farmacêuticas nacionais, concluiu a compra do laboratório chileno Volta e de sua empresa coligada, a Farmindústria. O valor do negócio não foi divulgado. Com a aquisição, a farmacêutica brasileira intensifica seu processo de internacionalização na América Latina. Em 2009, a companhia comprou a argentina Quesada e, neste ano, a uruguaia Gautier.

"Queremos cobrir pelo menos 90% do mercado latino-americano. Nossa meta, agora, são os mercados mexicano, colombiano e venezuelano", disse Maria Del Pilar Muñoz, diretora de sustentabilidade e novos negócios da Eurofarma. "Vamos fazer uma aquisição internacional por ano", afirmou. A empresa já está analisando alguns ativos nesses países.
As atenções da Eurofarma estão voltadas também para o mercado interno. Em dezembro passado, a companhia comprou a Segmenta, laboratório especializado em soro hospitalar, instalado em Ribeirão Preto (SP), marcando a entrada da empresa nesse segmento. A transação foi avaliada pelo mercado em R$ 400 milhões - embora a empresa não confirme este valor.

O laboratório Volta, fundado há 60 anos, atua nas áreas de prescrição médica, genéricos e produtos hospitalares, enquanto sua coligada, a Farmindústria, fabrica medicamentos para terceiros. Mesmo pequeno, o mercado chileno é o sexto mais importante na América Latina, com vendas superiores a US$ 1 bilhão por ano. Com esta aquisição, feita com capital próprio, a Eurofarma passou a ter 60% de participação do laboratório chileno.

A farmacêutica é um dos principais laboratórios do Chile, com destaque nas áreas de oftalmologia, cardiologia e dermatologia. A empresa comercializa cerca de 200 apresentações de medicamentos, entre produtos de marca e genéricos, e deve fechar este ano com vendas de cerca de US$ 20 milhões. "Nossa meta é alcançar a terceira posição no ranking de maior companhia de medicamentos no país", afirmou Maria Del Pilar. Hoje, a companhia está entre as cinco maiores no varejo em genéricos e prescrição e a terceira maior na área hospitalar. "A internacionalização nos permitirá o licenciamento de nossos produtos em importantes mercados latino-americanos", disse.

Fundada em 1972, a Eurofarma deverá encerrar este ano com faturamento em torno de R$ 1,4 bilhão, um crescimento de 13% sobre 2009, quando registrou receita de R$ 1,2 bilhão. Com a aquisição da Segmenta, a expectativa da companhia é crescer 30% em vendas em 2011. A empresa atua em praticamente todos os segmentos farmacêuticos e também na área de saúde animal. Até 2015, a meta da companhia é cobrir 90% do mercado latino-americano, para garantir uma forte presença internacional. Em Itapevi, na Grande São Paulo, a empresa mantém sua nova planta industrial.

A companhia não tem planos, pelo menos no curto prazo, de abrir capital. "Trabalhamos para que um dia estejamos preparados para isso", afirmou Maria Del Pilar. Neste momento, a companhia estuda um novo modelo de negócios, em parceria com a também farmacêutica paulista Cristália, para o desenvolvimento de novos produtos. A Eurofarma descarta inicialmente fazer a aquisição ou mesmo uma incorporação da Cristália.

A empresa também fechou importante parceria com a americana Pfizer, no ano passado, para produzir a versão genérica do medicamento Lipitor, de combate ao colesterol elevado. Esse remédio, o mais vendido no mundo e conhecido como "blockbuster", com receita anual em torno de US$ 13 bilhões, teve sua patente expirada no Brasil em 2010.


Fonte: Valor Online

GSK: vacina para a malária promissora em ensaio intermédio


Os resultados de um ensaio, publicados no The Lancet Infectious Diseases, mostraram que a vacina para a malária da GlaxoSmithKline (GSK) Mosquirix® reduziu o risco de contrair a doença em 46%, durante 15 meses, em crianças, avança o site FirstWord.


Os investigadores que conduziram o estudo de fase II sugeriram que a vacina experimental é "promissora, tendo potencial de intervenção na saúde pública contra a malária na infância em países com paludismo endémico."



No estudo, 894 crianças, do Quénia e da Tanzânia, com idades entre os cinco e os 17 meses foram aleatorizadas para receber a Mosquirix® com adjuvante ou uma vacina anti-rábica. Uma análise inicial, publicada em Dezembro de 2008, mostrou que a vacina reduziu o número de crianças infectadas com malária em 53% depois de oito meses.


A nova análise não encontrou “evidências de decréscimo da eficácia", após 15 meses de seguimento, observaram os cientistas, com apenas 11,4% das crianças que receberam a vacina da GSK a desenvolverem malária, em comparação com 19,7% no outro grupo.



"Nunca tivemos uma vacina para a malária a chegar tão longe em termos de desenvolvimento; e continua a mostrar-se promissora", comentou Robert Newman, director do Programa Global da Malária da Organização Mundial de Saúde. "É promissor e encorajador", disse, acrescentando que a OMS aguarda pelos resultados após 30 meses – previstos para 2014 – antes de emitir uma recomendação da vacina.



A GlaxoSmithKline está actualmente a conduzir ensaios de fase final com a Mosquirix®. O CEO Andrew Witty afirmou, em Outubro passado, que os testes iriam gerar resultados, no final de 2011 ou início de 2012.


O porta-voz da empresa, Stephen Rea, disse que se os dados forem positivos, a farmacêutica vai procurar a aprovação da vacina na Europa.


Andrew Witty também revelou que, se aprovada, a vacina terá "o menor custo prático sustentável ao longo do tempo... com um retorno muito pequeno, cerca de 5%", que será reinvestido no desenvolvimento de novas vacinas para outras doenças tropicais negligenciadas.

Novartis faz parceria para estudar doença tropical no Brasil


Companhia planeja incluir o país para receber incentivos ao
desenvolvimento de pesquisas ligadas a dengue e outros males

Na contramão das ações desenvolvidas pela maioria das indústrias
farmacêuticas globais, a Novartis investe anualmente cerca de US$ 40 milhões em pesquisas para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos para doenças tropicais por meio de seus institutos.
Com atuação em Cingapura e em outros países há cerca de uma década, a companhia tem agora planos de investir em estudos sobre febre amarela e mal de Chagas no Brasil. Há conversas, inclusive, que cogitam a possibilidade de implantação de um sistema de pesquisa no país em modelo semelhante aos que a empresa já temna Ásia.
Paul Herrling, diretor global de pesquisas corporativas da companhia e presidente do Instituto Novartis para Doenças Tropicais (NITD), centro de
pesquisa localizado em Cingapura, explica que o Brasil tem chamado atenção como demandante de pesquisas sobre doenças tropicais também em razão da dengue. Ele veio ao Brasil conversar com possíveis
parceiros para o desenvolvimento desses estudos. “A Novartis tem o mais extenso programa de acesso amedicamentos da indústria, emalguns casos com orçamento superior ao de muitos governos”,
diz. “Tentamos nos dedicar tanto à criação de novas drogas quanto ao desenvolvimento de novos medicamentos para substituir aqueles para os quais as doenças já se mostram resistentes, como é o caso da tuberculose e damalária”. Para isso, ele explica que a
empresa trabalha em duas frentes: programas de acesso a medicamentos, somado à pesquisa e desenvolvimento de medicamentos
e vacinas para o tratamento e a prevenção de doenças tropicais negligenciadas, por meio de seus institutos NITD e Instituto Novartis Vacinas para Saúde Global (NVGH), na Itália. A grande diferença de atuação entre os institutos Novartis e a área de pesquisa institucional
da companhia está no sigilo dos dados. “Tornamos públicas rapidamente todas as informações de estudos sobre tuberculose, malária e outras dessas doenças, o que não ocorre com oncologia, por exemplo”, explica Herrling. Em alguns casos, como ocorreu em pesquisas
desenvolvidas na Indonésia, a Novartis repassou ao governo local esses dados, que incluíam até mesmo a descoberta de novas doenças.
Não se trata de ação de caridade, diz. “Claro que inserida neste contexto está a questão comercial. Esse tipo de atitude é positiva para a empresa, especialmente se pensarmos no longo prazo, vendo que esses países
vão crescer economicamente e que, de certo modo, a Novartis já estará com forte presença nesses mercados”, afirma. Durante a visita deHerrling, a Novartis e o governo brasileiro firmaram acordo para fortalecer os esforços para o combate à hanseníase no país. A Novartis
doará 3,2 milhões de tratamentosmulti medicamentosos, compostos
por três drogas (rifampicina, dapsona e clofazimina), nos cinco anos do acordo. A parceria estabelece a transferência de tecnologia para produção
local do princípio ativo da clofazimina, um dos componentes do tratamento. “Este é um compromisso global de longa data da empresa, que desde 2000 assegurou a doação de mais de 45 milhões de unidades
do tratamento multimedicamentoso, ajudando a curar cerca de 5 milhões de pacientes em todo o mundo”, diz Alexander Triebnigg, presidente da Novartis no Brasil.

LM Farma planeja crescer 30% em 2011 com exportações para AL


Única fabricante brasileira de curativos para feridas complexas, com alto risco de infecção, a LM Farma, que completou 22 anos em dezembro passado, tem bons motivos para comemorar. Encerrou 2010 com um 1,7 milhão de curativos vendidos, 30% a mais em relação ao ano anterior e para 2011 prevê alcançar um faturamento 30% mais alto, de R$ 26 milhões, com a ampliação das exportações para os países da América Latina.
Só para atendimento do mercado interno, a produção da LM Farma, segundo seu diretor-presidente, Luiz Modesto, deve chegar a 2 milhões de curativos este ano. "Pelo número de unidades vendidas e participação nos pregões do governo, a LM Farma está entre as duas maiores empresas no seu segmento no Brasil, concorrendo com 13 multinacionais de origem europeia e americana", afirmou.

Antes de criar seu próprio negócio, o executivo trabalhou 11 anos na fábrica da Johnson & Johnson, em São José dos Campos, empresa que hoje também concorre com a LM Farma. "A diferença é que a J&J não tem produção local para esse tipo de curativo e abastece o mercado brasileiro com a importação de suas fábricas nos Estados Unidos."

A produção local, segundo Modesto, é um dos principais diferenciais da LM Farma, pois implica em prazos de entrega menores e um custo mais competitivo em relação ao produto importado. "Além disso, a capacidade de se produzir no Brasil um produto de qualidade equivalente aos melhores do mundo também ajuda o país a economizar divisas e a diminuir a dependência dos importados", diz.

O negócio de curativos para feridas complexas (consideradas crônicas ou agudas, como, por exemplo, pé diabético), segundo Modesto, vem registrando uma velocidade de crescimento surpreendente e a previsão é que ele já movimente algo em torno de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões por ano no Brasil. Com as boas perspectivas nesse segmento, a LM Farma investiu R$ 2 milhões no ano passado para o desenvolvimento e fabricação de produtos inovadores e valor semelhante será aplicado em 2011 em novas tecnologias.

"Estamos trabalhando, em associação com uma empresa alemã e outra americana para produzir no Brasil o que há de mais moderno no tratamento de feridas graves por meio de bomba de vácuo. Atualmente, segundo o executivo, só existe uma empresa no mundo que trabalha com essa tecnologia e a LM Farma já está preparada para iniciar a fabricação do produto, que numa primeira fase terá um índice de nacionalização de 60%.

Outra tecnologia inovadora que está trazendo para o Brasil, segundo diz, é a de uma câmara hiperbárica portátil, muito eficiente no tratamento de pacientes com úlceras venosas. "A vantagem dessa câmara é que ela pode ser usada em casa pelo paciente". A expectativa do executivo é que a produção dos novos produtos seja iniciada ainda no primeiro semestre deste ano.

"Temos que aguardar apenas a aprovação do nosso pedido de registro na Anvisa". As duas novas tecnologias já estão sendo comercializadas no Brasil mas, de acordo com Modesto, em alguns casos, a fabricação local pode reduzir em até 50% o custo final do produto.

Parte do investimento previsto para 2011, segundo Modesto, será aplicado na criação de um centro pioneiro no Brasil focado no estudo e tratamento de feridas crônicas. Com inauguração prevista para fevereiro, o novo centro, batizado de Curaclin, fará o atendimento à população, treinamento para enfermeiras e médicos de todo o país, além de estudos e publicações de casos, com banco de informações sobre feridas e seus tratamentos.

"Este será o primeiro centro no Brasil, construído dentro do modelo americano, onde já funcionam cerca de 3500 clínicas especializadas no estudo e tratamento de feridas complexas". A LM Farma está investindo R$ 500 mil no projeto e estuda a implantação de outros centros no Brasil. As cidades de Salvador e Belém estão sendo avaliadas.

A LM Farma iniciou suas atividades com a produção de antissépticos e saneantes. A partir de 2000, desenvolveu pesquisas científicas em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) para desenvolvimento da linha Curatec, divisão criada em 2004 com produtos específicos para tratamento de feridas.

Os primeiros produtos da linha Curatec foram o AGE 30 Rayon, Hidrocolóide, Alginato e Carvão (sache e recortável). Atualmente, esses produtos, somados aos mais de 30 da marca, são comercializados em 1.700 hospitais e clínicas do país. A LM conta com uma equipe de 12 enfermeiras treinadas para apresentar seus produtos para os clientes e para dar treinamento aos seus distribuidores.

Jornalista: Virgínia Silveira
Valor Econômico

Sanofi-Aventis negocia um acordo com a Minancora


A farmacêutica francesa Sanofi-Aventis negocia acordo de distribuição dos produtos da companhia Minancora no Brasil, apurou o Valor. Com quase 100 anos e de capital nacional, a Minancora é uma das marcas mais tradicionais do país.

As negociações entre as duas empresas estão em curso e deverão ser concluídas em fevereiro. Procuradas, a Minancora e a Sanofi confirmaram as negociações, mas não detalharam como será a operação. As companhias negam, contudo, que esse acordo possa incluir aquisição futura do grupo brasileiro pela multinacional.

Com sede em Blumenau (SC), a Minancora foi fundada há quase um século pelo farmacêutico português Eduardo Augusto Gonçalves, que chegou ao Brasil no início do século 20. Gonçalves começou a fazer pesquisas com plantas brasileiras em Manaus. Ao se mudar para o norte de Santa Catarina, o imigrante português começou a produzir medicamentos artesanais em parceria com sua mulher, entre eles a pomada antisséptica Minancora, que foi registrada em 1915 no Departamento Nacional de Saúde Pública.

Com uma linha de cerca de 10 produtos, a parceria com a gigante Sanofi-Aventis permitirá que os produtos da Minancora tenham uma maior penetração em todo o território nacional. Partes desses produtos já é exportado para Uruguai e Paraguai.

A Sanofi tem uma forte presença no mercado de genéricos e a avançou ainda mais no Brasil após concluir em 2009 a compra do laboratório nacional Medley, por cerca de € 500 milhões. Com receita bruta aproximada de R$ 4 bilhões no Brasil, cerca de 95% dos medicamentos que a companhia comercializa no mundo já perderam a patente. O faturamento global do grupo atingiu € 29,3 bilhões em 2009.

Jornalista: Mônica Scaramuzzo
Valor Econômico

Johnson & Johnson faz recall de medicamentos no Brasil


A Johnson & Johnson anunciou na sexta-feira (14) que está fazendo o recall voluntário no Brasil do Tylenol Ação Prolongada. O recolhimento envolve três lotes do medicamento que foram produzidos nos EUA e será feito apenas em centros de distribuição.

De acordo com a companhia, o produto não apresenta risco para a saúde. Ela diz ainda que os consumidores não precisam tomar nenhuma atitude relacionada ao recolhimento.

Os outros produtos da linha Tylenol, afirma a Johnson & Johnson, não são alvo do recall, já que são fabricados no Brasil.

O recall inclui também os mercados dos Estados Unidos e do Caribe, onde estão sendo retirados ainda os medicamentos Sinutab, Benadryl e Sudafed Pe.

Em comunicado, a companhia afirmou que a ação envolve medicamentos fabricados antes de abril do ano passado em uma das suas unidades nos EUA.

Essa unidade foi fechada na época pela FDA (agência reguladora do setor de remédios e alimentos dos EUA) e está com as operações suspensas desde então.

A Johnson & Johnson afirma que houve casos em que o procedimento de limpeza dos equipamentos foi insuficiente ou em que a limpeza não foi "documentada adequadamente", por isso decidiu fazer o recall.

De acordo com a empresa, é "muito improvável que isso tenha tido impacto na qualidade desses produtos”.