segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Abbott eleita companhia farmacêutica do ano nos Scrip Awards


A Scrip, uma organização líder a nível mundial na informação sobre a indústria farmacêutica e biotecnológica, distinguiu quinta-feira a Abbott em duas categorias dos Scrip Awards 2010, avança comunicado de imprensa.

A Abbott foi distinguinda com os prémios de Companhia Farmacêutica do Ano e Equipa de Gestão Executiva do Ano na sexta edição dos Scrip Awards, cuja cerimónia decorreu na noite de quinta-feira, em Londres.

Os Scrip Awards reconhecem e premeiam anualmente o mérito e a excelência na indústria farmacêutica e biotecnológica.

"Estamos muito honrados em receber estes dois prestigiados prémios em nome dos nossos 90 mil colaboradores em todo o mundo” afirmou Miles D. White, presidente e CEO da Abbott.

O reconhecimento conferido pela Scrip como Companhia Farmacêutica do Ano e Equipa de Gestão do Ano deve-se à sólida performance financeira da Abbott, à estratégia da companhia nos mercados emergentes, ao lançamento de novos produtos e ao seu portefólio diversificado, avança o comunicado.

A Abbott tem conquistado vários prémios e homenagens significativas de outras organizações, instituições e organismos proeminentes. Tem-se destacado, sobretudo, nas áreas científica, cidadania, no âmbito da liderança no local de trabalho e a nível empresarial.

Em Portugal, integrou a lista das “30 Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal”, reconhecidas pelo Great Place to Work Institute. Esta distinção foi feita com base numa avaliação ao grau de confiança existente na organização, de acordo com as respostas dos seus colaboradores ao Trust Index Employee Survey. Fizeram ainda parte deste inquérito indicadores como os benefícios oferecidos aos colaboradores, a qualidade das relações que estabelecem entre si e a administração.

Nycomed pretende adquirir farmacêutica chinesa.


A Nycomed, companhia farmacêutica suíça voltada principalmente para os mercados emergentes, vai adquirir o controle majoritário de uma empresa farmacêutica de Guangdong, num negócio cujo objetivo é explorar as vendas mundiais de medicamentos desenvolvidos na China.

A Nycomed, uma empresa de capital fechado com presença na Rússia e no Brasil, vai crescer na China com a aquisição de 51,3% da Guangdong Techpool Bio-Pharma por US$ 214 milhões. O negócio é um sinal da importância crescente da China como mercado para as companhias farmacêuticas ocidentais e, cada vez mais, como local de produção e pesquisas e desenvolvimento internacional de produtos.

A operação permitirá à Nycomed dobrar suas vendas na China para cerca de US$ 153 milhões por ano, proporcionando ao mesmo tempo um meio de reforço das exportações de produtos chineses de cuidados com a saúde para outros mercados emergentes e desenvolvidos nos próximos anos.

A Techpool tem 17 patentes aprovadas incluindo seu principal medicamento, o Ulinastatin. Trata-se de um antibiótico que também atua contra disfunções de múltiplos órgãos, derivado da urina humana, que está sendo exportado para o Japão e a Coreia do Sul. A Techpool também requereu patentes para novas aplicações, como o tratamento de síndrome respiratória aguda severa (Sars).

Hakan, Björklund, executivo-chefe da Nycomed, disse que novos estudos clínicos do Ulinastatin serão necessários para as aprovações internacionais, mas acrescentou: "Há um potencial enorme nos mercados emergentes e eu não excluiria a venda nos países desenvolvidos".


Fonte: Valor Econômico

Anvisa esclarece dúvidas das farmácias sobre a RDC dos antibióticos


A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, por meio de sua Assessoria de Imprensa, publicou em seu site oficial (www.anvisa.gov.br) alguns esclarecimentos relacionados à RDC 44/2010 exclusivamente para ciência das farmácias e drogarias públicas e privadas de todo o Brasil.

Diante disto, vale reforçar que, a partir de 28 de novembro de 2010 todos os estabelecimentos do varejo farmacêutico obrigatoriamente deverão promover a retenção da receita (receita de controle especial em duas vias, sendo que uma via fica retida na loja e a outra é entregue ao paciente).


1) ESCRITURAÇÃO VIA SNGPC

As farmácias e drogarias privadas não precisarão promover escrituração em livro nem realizá-la via SNGPC até o dia 25 de abril de 2011, data esta em que a Anvisa deverá publicar um informe técnico de orientação sobre qual procedimento deverá ser adotado pelos estabelecimentos para a inclusão desses medicamentos no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC). Ou seja, todas as lojas que já utilizam o SNGPC, bem como aquelas que não o utilizam ainda, deverão realizar a escrituração pelo SNGPC somente a partir do dia 25 de abril de 2011. Antes desta data, não é necessária a escrituração no SNGPC, sendo portanto obrigatória apenas a retenção de uma via da receita médica.


2) CONTROLE SOBRE TODAS AS FORMAS FARMACÊUTICAS

Outro ponto que deve ser ressaltado é que a RDC 44/2010, que estabelece o controle para todos os antimicrobianos de uso sob prescrição, prevê o controle sobre todas as formas farmacêuticas comercializadas que possuem tarja vermelha e são de venda sob prescrição, incluindo antimicrobianos de uso dermatológico, ginecológico, oftálmico e otorrinolaringológico. Portanto, a partir de 25 de abril de 2011 todas estas formas deverão ser escrituradas no SNGPC.


3) ARMAZENAMENTO NAS LOJAS

A Anvisa assegura também que o amazenamento dos antimicrobianos continuará da mesma forma. Ou seja, estes medicamentos deverão continuar nas prateleiras, não sendo necessária sua guarda em armários ou salas exclusivas. Do mesmo modo, as farmácias e drogarias não terão que fazer nenhuma petição de alteração de Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para comercializá-los.

Fontes: Site e Assessoria de Imprensa da Anvisa

O desafio do fim de ano da EMS


Toda segunda-feira, os executivos da farmacêutica EMS chegam ao escritório em Hortolândia, a 115 quilômetros de São Paulo, em estado de especial ansiedade. É nesse dia que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) costuma divulgar a lista de medicamentos genéricos cujos registros foram aprovados - e que podem, a partir daí, ser vendidos. A empresa tem, hoje, cinco drogas aguardando aprovação e espera pelo menos duas liberações até o fim do ano.

Esses lançamentos são importantes para ajudar o laboratório a alcançar uma meta ambiciosa: fechar o último mês de 2010 como líder em genéricos no País, posição hoje ocupada pela Medley (no ranking geral, incluindo medicamentos com marca, a EMS já é a primeira). "Esperamos uma arrancada nas próximas semanas", diz Waldir Eschberger, vice-presidente de mercado da EMS. "A hora que a gente conseguir, não perde mais a posição de primeiro. Queremos que 2011 seja nosso primeiro ano na liderança em genéricos."

Em 2010, a EMS tem se mostrado como a mais combativa entre os fabricantes de genéricos. Desde janeiro, a empresa cresceu 37% - mais que sua própria previsão, de 30%. A fábrica trabalhou 24 horas por dia, assim como o corpo de cientistas, dividido em três turnos. E, na expressão máxima de sua agressividade, a empresa foi a primeira a colocar no mercado as cópias das duas principais drogas cujas patentes expiraram em 2010: o Viagra, para disfunção erétil, e o Lípitor, para controle do colesterol. Juntos, os genéricos desses medicamentos devem movimentar um mercado de quase US$ 300 milhões daqui a um ano, segundo a Pró Genéricos. E, na lógica desse mercado, chegar antes significa, fatalmente, tornar-se líder.

Máquina. Por trás dos resultados, está uma sofisticada máquina de lançamento de genéricos. Com 200 especialistas, a EMS tem o maior centro de desenvolvimento de medicamentos do País, que começa a desenhar a cópia de uma droga quatro anos antes do fim de sua patente. A área de marcas e patentes trabalha com antecedência semelhante. Os executivos da EMS acompanham, hoje, cerca de 200 processos judiciais que discutem o período de validade de patentes.

É comum que as farmacêuticas que criam as drogas peçam, na Justiça, a extensão de prazos. Como os casos podem tramitar durante anos, a EMS fica atenta para não perder a chance de sair no mercado antes dos concorrentes - e também para não gastar tempo com drogas que não poderão ser lançadas no curto prazo.

Um caso recente mostra a agressividade da EMS nesse processo. Em agosto, a farmacêutica envolveu-se em uma disputa jurídica para lançar sua cópia do Lípitor, medicamento da Pfizer que é o mais vendido do mundo. A primeira patente do produto foi depositada nos EUA em 1989. Como sua validade é de 20 anos, a proteção deveria expirar em 2009. A Pfizer conseguiu uma revalidação usando como argumento outra patente depositada mais tarde, estendendo o prazo para dezembro de 2010. A EMS acabou convencendo o Tribunal Regional Federal da 2.ª Região do Rio de que a segunda patente era apenas uma "continuação" da original, derrubando, assim, a restrição. Na mesma semana, o laboratório participou de sua primeira licitação para vender a droga ao governo de Minas Gerais.

Vinte dias depois que a EMS conseguiu a liminar, o INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) venceu uma ação na Justiça que permitiu a fabricação de versões do Lípitor por qualquer laboratório no Brasil. Até agora, porém, apenas a Eurofarma, que tem uma parceria com a própria Pfizer, colocou seu produto no mercado. A pesquisa do Aché, por exemplo, não conseguiu contornar outras patentes relacionadas ao produto.

Competição. As drogas recém-lançadas e as que ainda vão entrar no mercado serão a principal arma da EMS para tentar alcançar a última meta do ano - mas manter a liderança em genéricos não deve ser uma tarefa fácil. A distância entre ela e a Medley no segmento é de US$ 200 milhões no acumulado entre janeiro e setembro. É mais do que a terceira colocada da lista, a Eurofarma, vendeu no mesmo período. Como se não bastasse, a Medley tem intensificado a política de descontos pela qual ficou conhecida no mercado, segundo fontes do setor. "Oito dos dez genéricos mais vendidos no mercado são da Medley. A empresa pretende alavancar sua liderança por meio de um consistente plano de lançamentos e da expansão de sua capacidade produtiva", informou por e-mail a farmacêutica, adquirida em 2009 pela gigante francesa Sanofi-Aventis.

Para qualquer lado que se olhe, há sinais de que a competição no mundo dos genéricos tem se intensificado. Até a americana Pfizer, que passou anos encarando os fabricantes de cópias como inimigos, fez sua primeira aquisição no setor no mês passado, no Brasil.

Com 40% de participação na goiana Teuto, a estratégia da multinacional é "ser um dos grandes". "Não dá para ficar de fora do segmento que mais cresce", diz Gustavo Petito, diretor de planejamento de negócios da Pfizer no Brasil. "Queremos entrar com os genéricos de nossos próprios medicamentos antes dos concorrentes."

Imagem. Além da agressividade, a trajetória recente da EMS foi marcada pelo esforço para mudar a imagem. Em um episódio polêmico ocorrido em 2002, a EMS foi acusada de copiar embalagens de produtos concorrentes de modo a confundir o consumidor. Para encerrar o assunto, no ano passado, ela fez acordos com empresas que a processavam, como Johnson & Johnson, Sanofi, Nycomed e Bayer Schering. A EMS não comenta se houve o pagamento de indenizações. "A empresa procurou os incomodados para esclarecer a situação. Todo mundo se arrepende do que houve. Ninguém ficou confortável", diz Eschberger. Ao mesmo tempo, para impulsionar seus medicamentos de marca, a EMS decidiu se aproximar da comunidade médica, abrindo a fábrica para visitas em 2009. Desde o início do ano, 2,2 mil médicos conheceram a sede.

Aché adquire 50% da Melcon e entra na área de hormônios


O laboratório Aché, a terceira maior farmacêutica nacional, concluiu a compra de 50% da Melcon, instalada em Anápolis, em Goiás. A companhia entra no disputado mercado de hormônios, em franco crescimento dentro e fora do país, e faz parte do seleto grupo de empresas do setor que decidiu voltar seus investimentos para o território goiano, Estado que em menos de um ano atraiu laboratórios como a americana Pfizer, que adquiriu 40% da Teuto, e a Hypermarcas, que arrebatou a NeoQuímica.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Versão do Viagra pode se tornar o que mais fatura entre genéricos


A Sildenafila, princípio ativo do Viagra, movimentou em setembro US$ 7 milhões, segundo a Pró Genéricos. O volume é considerado expressivo, se levado em consideração o fato de o Viagra ter sido iniciado no mercado genérico há apenas três meses, com o vencimento da patente detida pela Pfizer.

Odnir Finotti, presidente do Pró Genéricos, afirmou que os genéricos representam hoje mais da metade da venda dos medicamentos do setor de disfunção erétil.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, se a tendência continuar, provavelmente a fórmula será um dos medicamentos de maior faturamento. Se não for o primeiro, certamente estará muito perto. Outra droga, cuja patente recém expirada também pertencia à Pfizer, o genérico do Lípitor (Atorvastatina) já movimenta US$ 900 mil no mês. Entre os componentes usados no combate ao colesterol, a Sinvastativa é hoje um dos mais vendidos, mas deve perder espaço para a mais moderna Atorvastatina.

Lundbeck regista lucro de US$ 117 milhões no terceiro trimestre


A Lundbeck registou um lucro no terceiro trimestre de 622 milhões de coroas dinamarquesas (117 milhões de dólares), comparado com 605 milhões de coroas (114 milhões de dólares) registado no período homólogo do ano passado, com as vendas do Cipralex® e do Ebixa® a continuarem a crescer, anunciou a empresa na quarta-feira, citada pelo site FirstWord.

As vendas trimestrais do Cipralex® subiram 11% para 1,4 mil milhões de coroas (264 milhões de dólares), em linha com as estimativas dos analistas, apesar da concorrência dos genéricos para o fármaco em Espanha e na Noruega. As vendas do produto nos EUA, onde é comercializado pela Forest como o Lexapro®, caíram 6%, para 566 milhões de coroas (107 milhões de dólares), abaixo das previsões dos analistas de 583 milhões de coroas (110 milhões de dólares). A Lundbeck disse que a queda na receita foi principalmente devido ao menor volume de entregas do produto à Forest. As vendas do Ebixa® subiram 9% para 597 milhões de coroas (112 milhões de dólares). A receita total do laboratório farmacêutico subiu 7%, para 3,6 mil milhões de coroas (678milhões de dólares).

Para o ano completo, a farmacêutica estreitou a sua previsão, e agora está a contar um lucro operacional de entre 3,3 mil milhões de coroas (621 milhões de dólares) e 3,4 mil milhões de coroas (640 milhões de dólares), sobre uma receita de 14,6 mil milhões de coroas (2,7 mil milhões de dólares) para 14,8 mil milhões de coroas (2,8 mil milhões de dólares). Em Março, a empresa tinha previsto um lucro operacional de entre 3 mil milhões de coroas (565 milhões de dólares) e 3,4 mil milhões de coroas, com vendas previstas de 14,3 mil milhões de coroas (2,7 mil milhões de dólares) a 14,8 mil milhões de coroas.

A Lundbeck também esboçou pela primeira vez o impacto esperado da concorrência de genéricos para o fármaco Lexapro®, numa altura em que as patentes do medicamento começam a expirar, começando com os EUA em Março de 2012. A companhia indicou que no período 2012-2014 "espera gerar um lucro anual mínimo" de 2 mil milhões de coroas (376 milhões de dólares), sobre uma receita de 14 mil milhões de coroas (2,6 mil milhões de dólares).

A farmacêutica assinalou que "espera manter a rentabilidade, embora o arranque das actividades ligadas ao Sycrest® e ao Lu AA21004 possam levar a uma esperada redução dos lucros, especialmente em 2012 e 2013". A Lundbeck e a parceira Takeda estão actualmente a realizar testes de fase final ao Lu AA21004 como um tratamento para a depressão.