terça-feira, 21 de setembro de 2010

Regularizada distribuição da vacina pneumocócica no RS


Um novo lote de doses da vacina pneumocócica 10-Valente foi entregue à Secretaria de Saúde do Estado na última sexta-feira (17). A quantidade recebida pelo Estado é suficiente para suprir a demanda atual e imediatamente está sendo distribuída às coordenadorias regionais para os encaminhamentos aos municípios. A vacina, que desde junho faz parte do calendário básico de imunização, protege contra a bactéria Streptococcos pneumoniae (pneumococo), causadora de doenças como a pneumonias, sinusites, meningites e bacteremias na infância. Durante este ano, o objetivo é vacinar todas as crianças de 2 meses até menores de 2 anos. Ano que vem, a vacina passa a ser disponibilizada somente para crianças menores de um ano.

O pneumococo é uma das principais causadoras de infecções em recém nascidos e em crianças até 2 anos de idade, sendo também responsável por 45% das pneumonias adquiridas na comunidade. Ela responde por 27% dos casos de pneumonia em crianças nos países em desenvolvimento e por 70% dos casos de doenças invasivas em menores de 2 anos de idade.

A vacina é de uso intramuscular e não deve ser administrada em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da vacina. Em caso de doença febril aguda importante, a vacinação deve ser adiada. Esta vacina não se destina ao uso em adultos e idosos.


A decisão de introduzir a vacina pneumocócica 10-valente ocorreu graças ao acordo de transferência de tecnologia para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos BioManguinhos da Fiocruz, que garantirá a sustentabilidade da vacinação no país. Anteriormente, estava disponível em apresentações 7 e 23-valente apenas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) destinadas a indivíduos especialmente suscetíveis ao pneumococo.

Rede D'Or compra Hospital Assunção, no ABC Paulista


A Rede D´Or anunciou, por meio de comunicado, a compra do Hospital Assunção, em São Bernardo do Campo, região do Grande ABC. O valor da aquisição não foi divulgado.

A aquisição faz parte da estratégia da companhia de consolidar presença no mercado paulista. No início do mês, a rede adquiriu também o controle do Hospital e Maternidade São Luiz, um dos mais tradicionais centros de saúde do país.

A expansão dentro do mercado paulista começou no início deste ano, com a compra do Hospital Brasil, em Santo André. O processo ganhou força depois da rede entrar para o portfólio de Merchant Bank do grupo financeiro BTG Pactual desde meio deste ano. O plano da Rede D´Or agora é continuar sua expansão por meio de crescimento orgânico e de outras aquisições.

O Hospital Assunção iniciou sua operação em 1972 e na sua estrutura conta com UTIs pediátrica e adulto, centro cirúrgico com dez salas e uma equipe multidisciplinar altamente especializada. Com a venda, ele passa a integrar a plataforma da Rede D’Or em São Paulo, que conta com cinco unidades hospitalares e cerca de 1.250 leitos.

No total, a rede passa a operar com 65 unidades de diagnóstico e 20 hospitais localizados no Rio de Janeiro, em Recife e em São Paulo. Outras três unidades hospitalares estão em construção.

A Rede D´Or é composta pelos laboratórios Labs D´Or, pelos hospitais D´Or e por hospitais adquiridos que são líderes em seus mercados de atuação e que mantiveram suas marcas de origem, compondo uma ampla rede de medicina diagnóstica e hospitalar nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco e São Paulo.

FDA recomenda aprovação do Pradaxa® da Boehringer Ingelheim


Um painel consultivo da FDA (entidade que regula o medicamento nos EUA) votou por unanimidade esta segunda-feira a recomendação de que a agência aprove o Pradaxa® (etexilato) da Boehringer Ingelheim para reduzir o risco de derrame e coágulos sanguíneos em pacientes com fibrilação atrial. É esperada uma decisão da FDA a 19 de Outubro, avança o site FirstWord.

O inibidor oral da trombina foi aprovado na UE em 2008, e está aprovado em mais de 40 países para a prevenção de tromboembolismo venoso após a cirurgia da anca ou do joelho.

fonte: RCM Pharma

Reino Unido: Viagra® vai ser vendido em supermercados


A Tesco, maior cadeia de supermercados do Reino Unido, vai começar a vender o medicamento contra a impotência masculina Viagra® a partir da próxima segunda-feira, avança o Diário Digital.

O fármaco será vendido a clientes masculinos após testes médicos.

Segundo noticia o The Times, os clientes da Tesco poderão adquirir o Viagra® após realizarem um teste para medir a tensão arterial, um teste ao colesterol e uma despistagem à diabetes.

Fonte: RCM Farma

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Antidepressivo Prozac pode mitigar sintomas da TPM


A administração de pequenas doses do antidepressivo Prozac pode mitigar a Tensão Pré-Mestrual (TPM), identificaram cientistas britânicos.

Estudiosos da Universidade de Birmingham descobriram que esse fármaco, conhecido genericamente como fluoxetina, eleva os níveis de progesterona, que caem drasticamente na mulher ao fim do ciclo menstrual.

Acredita-se que o descenso desse hormônio pode contribuir à aparição em muitas mulheres dessa síndrome.

Aproximadamente 75% das mulheres sofrem de TPM e em 40% dos casos a síndrome pode interferir em suas atividades diárias.

Só 3% das mulheres sofrem da variante mais grave da TPM, condição psiquiátrica conhecida como Transtorno Disfórico Pré-Menstrual.

A científica Thelma Lovick, que apresentou na quinta-feira um trabalho no festival de ciência realizado na cidade inglesa de Birmingham, acredita que uma dose diária de dois miligramas de fluoxetina na semana final antes da menstruação pode aliviar a síndrome.

Seu estudo com ratos de laboratório aos quais induziu essa condição foi financiado pelo conselho de pesquisas médicas do Reino Unido.

Normalmente, os níveis de progesterona caem durante o período pré-menstrual e é então que aparecem os sintomas.

"A progesterona é um hormônio que circula pela corrente sanguínea e chega ao cérebro, onde se transforma em allopregnanolona (ALLO) e esta mudança na concentração no cérebro excita os circuitos nervosos responsáveis pelo comportamento emocional", explicou a científica, citada neste sábado pelo jornal britânico "The Guardian".

Segundo a científica britânica, a allopregnanolona aumenta a atividade do ácido gama-aminobutírico (GABA), principal neurotransmissor inibitório cerebral, e nas partes do cérebro que processam normalmente as respostas emocionais, produz normalmente efeitos calmantes.

Quando caem os níveis de progesterona e, portanto, de allopregnanolona durante a última fase do ciclo pré-menstrual, se desativa esse inibidor natural, e o indivíduo fica mais vulnerável às situações de estresse, às quais responde com ansiedade e agressividade.


Fonte: Folha

Roche busca liderança no país no combate a diabetes


Em busca da liderança total em um mercado que movimenta R$ 400 milhões por ano no Brasil, a Roche Diabete Care está ampliando sua presença no seguimento de infusão de insulina. A divisão do grupo suíço Roche especializada no tratamento da diabete responde atualmente por 35% da receita da área de diagnóstico no país, que no ano passado foi de R$ 408 milhões. A área farmacêutica do laboratório faturou, no mesmo período, R$ 1,6 bilhão no Brasil.

A divisão de diabete care já atua nas duas áreas de tratamento. Segundo Paulo Barbosa, diretor responsável pela área do grupo no Brasil, o laboratório é líder na monitorização de glicemia, onde detém aproximadamente 70% do mercado, disputado ainda por Abbott, Bayer e Johnson&Johnson. E agora busca a liderança também na área de infusão de insulina.

"Atualmente temos 25% desse segmento e vamos trabalhar para atingir a liderança até o fim de 2011", diz Barbosa. A liderança na infusão, segundo o executivo da Roche, está nas mãos da americana Medtronic.

Para alcançar esse objetivo em um prazo relativamente curto, a Roche planeja investir R$ 8 milhões na divulgação de um novo equipamento, que reúne o controle de glicemia com a infusão de insulina comandado por tecnologia bluetooth, chamado Accu-Chek Combo. O foco do investimento é a classe médica e entidades que trabalham com diabéticos, em um trabalho que Barbosa chama de "barreira cultural".

"Nosso objetivo final é encontrar um pâncreas artificial. Ainda estamos distante disso, mas o Combo permite um controle do nível de glicemia durante os vários momentos do dia, com muito mais conforto. A praticidade e a comodidade que oferecemos é nosso diferencial", diz o executivo.

Fonte: Valor Economico

MSD lança projecto pioneiro na área das DII


A MSD, com a chancela científica do GEDII (Grupo de Estudos da Doença Inflamatória do Intestino) e o apoio institucional da APDI (Associação Portuguesa de Doença Inflamatória do Intestino), a que se junta a participação do chef Chakall, apresentou na passada sexta-feira, no restaurante Eleven, o livro “Alimentação e Doença Inflamatória do Intestino (DII)”. O objectivo da obra é desmistificar a importância que os alimentos têm na origem e evolução da Doença de Crohn e Colite Ulcerosa (DII) e, simultaneamente, fornecer um guia de orientação para doentes e profissionais de saúde sobre alimentação saudável, nutritiva e saborosa, avança comunicado de imprensa.

“Somos uma empresa que se preocupa, acima de tudo, com o bem-estar do doente e a melhoria constante da sua qualidade de vida. Na área específica das Doenças Inflamatórias do Intestino continuam a existir muitas dúvidas relativamente ao tipo de alimentação que os doentes devam fazer e, normalmente, acabam por seguir uma dieta muito rigorosa e à base de cozidos e grelhados. Não tem de ser assim. Os doentes podem e devem seguir uma alimentação equilibrada e comer de tudo um pouco, obviamente com equilíbrio e moderação. É isso que este livro pretende afirmar e, de alguma forma, romper com esse mito da alimentação restritiva na DII”, explica o Dr. Nuno Brás, Director de Área de Negócio da MSD.

O projecto integra os contributos de três especialistas das áreas-chave – Medicina, Dieta e Cozinha – e pretende fornecer uma abordagem global à DII, com especial enfoque no factor alimentar. Dra. Marília Cravo, Gastroenterologista do Hospital de Santa Maria, Dra. Catarina Guerreiro, Dietista e Mestre em Nutrição Clínica no Hospital de Santa Maria, e Chef Chakall são os três autores do livro “Alimentação e Doença Inflamatória do Intestino”. A obra vai ser distribuída nas consultas da especialidade e entregue aos sócios da APDI e membros do GEDII.

“Este livro vem romper com muitas ideias pré-concebidas relativamente à alimentação e Doença Inflamatória do Intestino. Estou convicta que, a partir deste momento, os doentes vão passar a encarar a alimentação como um prazer e não como um sofrimento”, esclarece a Dra. Marília Cravo.

As DII – Doença de Crohn e Colite Ulcerosa – afectam cerca de 15 mil portugueses. As patologias caracterizam-se por uma inflamação crónica, de causa desconhecida, que afecta sobretudo o intestino delgado, no caso da Doença de Crohn, e o cólon e recto, na Colite Ulcerosa. Os principais sintomas da Doença de Crohn são a dor abdominal (geralmente após as refeições e à volta do umbigo ou do lado direito do abdómen), diarreia, perda de apetite e, consequente, emagrecimento. Relativamente à Colite Ulcerosa, os sinais de alerta são, essencialmente, hemorragia rectal, diarreia com muco (por vezes pús e sangue), forte vontade de evacuar e dor abdominal. As DII não têm cura, mas existem terapêuticas biológicas muito eficazes e que permitem atingir a remissão clínica, ou seja, alterar o curso da doença, controlar os sintomas e atingir uma qualidade de vida normal.

“Ao longo da minha carreira tenho trabalhado e aprofundado muito a questão da alimentação na Doença Inflamatória do Intestino. Infelizmente, posso comprovar que grande percentagem dos doentes continua a fazer uma dieta altamente restritiva e pobre do ponto de vista nutricional. Espero, sinceramente, que este livro ajude a educar melhor e a alterar posições nesse sentido”, afirma a Dra. Catarina Guerreiro.

“Identifiquei-me com este projecto de imediato. Considero a alimentação um dos maiores prazeres da vida e, depois de ter conhecimento do tipo de dieta que muitas destas pessoas faziam, considerei meu dever colaborar no sentido de orientar a ajudar os doentes com DII a ter um dia-a-dia mais saboroso”, explica Chakall.