quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MSD apresenta novo medicamento para a Artrite Reumatóide


A MSD vai apresentar, numa reunião de trabalho a realizar-se no próximo dia 20 de Novembro, no Palácio da Ajuda, o seu novo medicamento Simponi®, avança comunicado de imprensa.

Simponi® pertence a uma nova geração de anticorpos monoclonais e é o único fármaco para tratamento da Artrite Reumatóide, Espondilite Anquilosante e Artrite Psoriática subcutâneo mensal. Está disponível sob a forma de um novo autoinjector desenvolvido a pensar nas necessidades especiais de doentes com artrite, avança a MSD, no comunicado.

A reunião de trabalho contará com a presença de diversos especialistas internacionais de que se destacam Paul Emery, da University of Leeds (também Presidente do Commité Executivo da EULAR (european league against rheumatism), Juergen Braun, da Universidade de Bochum, Alemanha, Douglas Veale, da St Vincent’s University Hospital Dublin, Irlanda e Nathan Vastasaeger director regional de reumatologia na MSD.

Participam ainda na reunião responsáveis da reumatologia, medicina interna e dermatologia de diversos hospitais e centros hospitalares de todo o País.

A Artrite Reumatóide e a Espondilite Anquilosante são doenças reumáticas inflamatórias crónicas. Em Portugal há cerca de 70 mil doentes: 30 mil com Espondilite Anquilosante e 40 mil com Artrite Reumatóide.
A Espondilite Anquilosante é uma forma crónica de artrite, não tem cura e atinge a coluna vertebral, ombros, ancas e joelhos Em média, o problema demora dez anos ser diagnosticado.
A Artrite Reumatóide é a principal doença reumática sistémica. Os primeiros sintomas podem aparecer em qualquer idade. No entanto, geralmente revelam-se entre os 35 e os 50 anos. Quando não tratada precoce e correctamente, acarreta graves consequências para os doentes. Em 90% dos casos a doença evolui com uma destruição progressiva e irreversível das articulações, provocando, deste modo, deformação articular com consequente incapacidade funcional.

Novartis apresenta planos para investir em I&D e nos mercados emergentes


A Novartis anunciou na quarta-feira uma série de medidas para cortar custos e melhorar a produtividade, o que também lhe permitirá continuar a sua elevada taxa de investimento em I&D e ainda reforçar a sua posição em mercados emergentes, avança o site FirstWord.

A farmacêutica não avançou valores da potencial poupança, mas disse que iria atingi-los reduzindo os gastos em marketing e vendas, bem como racionalizando as aquisições e processos de fabrico.

No âmbito deste plano, a farmacêutica avançou que vai "desenvolver negócios significativos na China, Rússia, Brasil e Índia" durante os próximos cinco anos. A empresa também indicou que vai "investir em inovação na parte alta da indústria", numa tentativa de aumentar a parcela das vendas que derivam de fármacos de especialidades e da oncologia dos 65% actuais para 75% até 2015. O CEO da companhia, Joe Jimenez, disse que a farmacêutica "continua comprometida com a estratégia central de diversificação focalizada em segmentos de saúde de alto crescimento", acrescentando que vê um forte potencial de crescimento nos biosimilares.

A companhia disse que tem actualmente 142 medicamentos em desenvolvimento clínico, com mais de 35% destes em estudos de Fase III ou de registo, e espera apresentar 30 pedidos de aprovação antes do final de 2012.

A Novartis indicou que o crescimento do seu negócio farmacêutico será impulsionado pelas vendas de produtos lançados recentemente, como o fármaco oftalmológico Lucentis®, o tratamento oncológico Tasigna® e o tratamento para a gota Ilaris®.

Anvisa quer limitar amostra grátis aos médicos


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estuda maneira de limitar a distribuição de amostras grátis aos médicos, mas a indústria de produtos farmacêuticos diz que a propaganda é ética e legítima.

Segundo pesquisa da Anvisa, os gestores de saúde são influenciados por meio de propagandistas e brindes. Quase 70% dos médicos entrevistados pela agência afirmam considerar as informações das propagandas na hora da prescrição.

Além disso, o levantamento mostra que esse tipo de assédio rende frutos à indústria até mesmo no Sistema Único de Saúde. O estudo envolveu entrevistas com mais de 700 médicos, gestores e responsáveis pelas farmácias dos SUS de 15 capitais brasileiras.

A distribuição de brindes que divulgam o nome de um determinado remédio é a estratégia mais usada pela indústria. A prática contraria norma brasileira que permite a oferta de brindes desde que não veiculem propaganda de drogas. Em entrevista ao repórter Leandro Andrade, a gerente de fiscalização de propaganda da Anvisa, Maria José Delgado, revelou que a agência vai promover ações fiscais previstas na legislação

Nelson Mussolini, vice-presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), lembrou que a propaganda na mídia é proibida no país.Mussolini disse ainda que, por este motivo, o material promocional é a única forma de divulgar os medicamentos para os profissionais da área de saúde.

A compra de medicamentos no SUS envolve comissões compostas também por outros profissionais, como secretários de finanças dos municípios. A procura pela rede pública acontece porque, quando faltam remédios no SUS, os pacientes são orientados pelos médicos a comprar fora.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, reconheceu que os médicos do Sistema Único de Saúde também são assediados pela indústria farmacêutica. Temporão esclareceu ainda que a pasta tenta equilibrar a situação com atualização dos protocolos clínicos e capacitação e formação médica.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

AstraZeneca procura vender Astra Tech


A AstraZeneca está a tentar vender a Astra Tech, uma divisão sueca que produz implantes dentários e dispositivos médicos, por cerca de 2 mil milhões de dólares (1,46 mil milhões de euros), indicaram à agência Bloomberg três fontes próximas do processo, avança o jornal económico OJE.

O JPMorgan Chase está a ajudar a encontrar um comprador para a Astra Tech, acrescentaram as mesmas fontes. Neste sentido, o banco norte-americano terá contactado potenciais interessados nos últimos dias e planeia abordar outras fabricantes de aparelhos médicos e empresas de private-equity.

Acresce que a farmacêutica britânica pretende ainda alienar uma cadeia de centros de tratamento de cancro em regime ambulatório que detém nos EUA. Desta forma, a AstraZeneca tem estado a explorar a possibilidade de fundos de private equity estarem interessados na aquisição da Aptium Oncology, avançou uma das fontes contactadas pela Bloomberg.

A eventual operação está avaliada em valores próximos dos 500 milhões de dólares.

Sublinhe-se que a AstraZeneca enfrenta um declínio das suas vendas nos próximos quatro anos, perdendo a protecção de patentes para dois dos seus medicamentos mais vendidos: Nexium® e Seroquel®. Assim, a companhia estima que vai precisar de gerar uma verba de entre 4 mil milhões de dólares e 6 mil milhões de dólares no período em causa para ir de encontro ao seu intervalo de objectivo de vendas de entre 28 mil milhões e 34 mil milhões de dólares.

Pfizer cria rede de pesquisa académica para acelerar descoberta de fármacos


A Pfizer anunciou a criação de uma nova rede de parcerias com centros médicos académicos, projectada para acelerar os esforços de descoberta de medicamentos, avança o site FirstWord. O programa, que será denominado "Global Centers for Therapeutic Innovation", será lançado primeiro com as universidades dos EUA, começando com a Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF), e vai expandir-se para incluir centros académicos na Europa e na Ásia em 2012.

No âmbito do programa, a Pfizer vai criar centros locais em cada local de parceria onde investigadores da companhia e da universidade vão trabalhar em conjunto para identificar e desenvolver potenciais novos compostos. A Pfizer irá financiar os programas de desenvolvimento pré-clínicos e clínicos, bem como pagamentos por objectivos e royalties às universidades em troca de direitos de comercialização de qualquer candidato potencial de medicamento que resulte da parceria. Além disso, a Pfizer vai oferecer aos centros académicos igualdade de propriedade intelectual e direitos de propriedade, bem como os direitos de publicação.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Nycomed deve crescer 15% este ano, obtendo faturamento acima de R$ 500 mi


Contagiada pelo boom de investimentos que ronda o mercado farmacêutico nacional nos últimos meses, a Nycomed, com sede na Suíça, planeja dobrar de tamanho no Brasil. O modus operandi da companhia não fugirá à regra da estratégia de grandes multinacionais que fazem suas apostas no país: será calcado em aquisições, novos negócios e compra de medicamentos de marca.

A farmacêutica prevê investir cerca de US$ 300 milhões para garantir sua expansão no país entre 2014 e 2015. "Já analisamos alguns ativos este ano, mas o mercado está inflacionado. Enquanto não fechamos aquisição, vamos negociar a compra de produtos de marca e reforçar as apostas na divisão de área respiratória", diz Luiz Eduardo Violland, principal executivo do grupo no Brasil.

A última aquisição relevante de medicamento de marca do grupo foi em 2003, com a compra, por US$ 33 milhões, do Neosaldina - o quarto medicamento mais vendido no Brasil -, que pertencia ao Abbott. Além desse produto, um dos carros-chefes da companhia, a empresa comercializa o Dramin, Nebacetin e Eparema, entre outros.

Neste ano, a empresa começou a focar seus negócios também na área respiratória no Brasil. No fim de 2009, a companhia lançou no país o Omnaris (combate a renite). Para 2011, aguarda aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para comercializar o Daxas, lançado na Alemanha este ano, que trata a chamada doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), diz Rodrigo Reis, gerente de marketing da linha respiratória.

Atualmente a divisão de OTC do grupo representa 40% do faturamento da companhia. A área de medicamentos sob prescrição médica outros 50% e a área hospitalar, 10%. Segundo Giles Platford, vice-presidente de operações comerciais do grupo, a área hospitalar deverá dobrar de participação nos próximos cinco anos. No Brasil, a linha respiratória representa 8% do faturamento do grupo e deve chegar a 15% em 2015, segundo Platford.

A farmacêutica deverá crescer organicamente com atual portfolio e por meio de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos já em pipeline (em desenvolvimento), segundo Platford.

Com faturamento líquido de R$ 447 milhões em 2009, a farmacêutica deverá crescer 15% este ano, ultrapassando a marca de meio bilhão de reais, e deverá manter essa taxa nos próximos anos, diz Violland. "Queremos dobrar de tamanho no Brasil, país que a matriz considera estratégico para seus negócios, assim como Rússia, China e Índia (os Bric)."

Com uma unidade produtora no Brasil, em operação desde 1992 na cidade de Jaguariúna (SP), a Nycomed conta com 19 fábricas no mundo. Na contramão das multinacionais, a Nycomed não está interessada, ainda, no mercado de medicamentos genéricos. "Não é o nosso foco", afirma Violland. Mas a empresa não descarta totalmente esse mercado.


Fonte: Valor Econômico

Eurofarma e Pão de Açúcar incentivam descarte responsável de medicamentos


Uma rede de supermercados e uma indústria farmacêutica se uniram à Prefeitura de São Paulo para permitir que os consumidores descartem corretamente os medicamentos vencidos ou fora de uso. A iniciativa, lançada na capital paulista pelo Pão de Açúcar e pela Eurofarma, visa a incentivar as pessoas a deixarem de jogar remédios no lixo comum ou no vaso sanitário - ato que pode contaminar o solo ou a água.

Num primeiro momento, cinco lojas do grupo - três do Extra e duas do Pão de Açúcar - oferecerão postos de arrecadação dos medicamentos. Serão recebidos remédios de todas as marcas e de vários tipos, como agulhas, ampolas, frascos de xarope, blisters e bisnagas. Passam pelas lojas escolhidas para o projeto-piloto cerca de 1 milhão de pessoas por mês.

Para evitar acidentes, principalmente por causa dos produtos cortantes, as urnas têm revestimento de uma película plástica e um lacre que impede a coleta dos resíduos por pessoa não autorizada. No primeiro trimestre de 2011, a ideia é estender o programa para as 60 lojas do grupo na Grande São Paulo.

Hoje, ainda não existem locais apropriados para receber esse tipo de resíduo. O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) da Prefeitura será parceiro do projeto, fazendo a coleta por meio das concessionárias Loga e Ecourbis.

Segundo Maria Del Pilar Muñoz, diretora de Sustentabilidade e Novos Negócios da Eurofarma, o material que tem contato direto com o medicamento é considerado um resíduo perigoso e deve ser incinerado. Paulo Pompílio, diretor de relações institucionais do Grupo Pão de Açúcar, ressalta que não existe regulamentação sobre o descarte de medicamentos no País, deixando o consumidor sem opção. "Queremos dar o exemplo e nos antecipar a uma possível regulamentação da questão", afirma.

De acordo com Munõz, é importante começar pela cidade de São Paulo, que representa 16% das vendas no varejo na área farmacêutica do País. "A região é a que tem maior demanda e impacto." Ambas as empresas treinaram funcionários para que tirem dúvidas e incentivem os consumidores a descartar corretamente os medicamentos vencidos.


COMO FAZER


Embalagem fechada: Os medicamentos devem ser descartados em sua embalagem original, tomando o cuidado de deixar as embalagens sempre fechadas. Não é necessário destacar os comprimidos.

Seringas e agulhas: Esses produtos também podem ser descartados. O ideal é a utilização de um recipiente rígido para armazená-los, como latas de achocolatados, por exemplo, para evitar acidentes.

Papel: Caixas de medicamentos e bulas que não tiveram contato direto com o remédio podem ser encaminhadas para a reciclagem.


Fonte: O Estado de S.Paulo